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Programa Permanente de
Controle da Pureza de Café - Histórico |
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| Relação
das Empresas |
Para
obter a relação das
empresas autorizadas a utilizar
o Selo de Pureza ABIC, favor
entrar em contato com a ABIC
por e-mail (abic@abic.com.br),
telefone: (21) 2206.6161 ou
fax: (21) 2206.6152/ 2206.6155 |
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| PROGRAMA DE AUTO-REGULAMENTAÇÃO
DA INDÚSTRIA DE CAFÉ |
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Criada em 12 de março de 1973, a Associação Brasileira
da Indústria de Café - ABIC surgiu da necessidade de
aglutinar as ações desenvolvidas pelos Sindicatos e
Associações estaduais da atividade industrial torrefadora,
até então dispersas e isoladas, com o objetivo de coordenar
e reivindicar os interesses em âmbito nacional.
Desde a época de sua criação, a ABIC enfrentou - e
enfrenta - o desafio de conseguir para o café e para
o consumidor brasileiro melhor qualidade, a garantia
da pureza, o aumento de consumo e preço justo para o
produto.
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Em 1988 foi concluída uma pesquisa de hábitos do consumidor
brasileiro de café demonstrando que 67% dos brasileiros acreditavam
que "café puro era apenas o exportado - o de consumo interno,
infelizmente, era sempre fraudado".
Outra pesquisa realizada pela ABIC ainda em 1988, tinha como
objetivo conhecer a problemática das indústrias em todas as
regiões do País. De caráter quantitativo e incluindo empresas
associadas e não-associadas à entidade, a pesquisa revelou
um perfil do setor dos mais preocupantes: uma indústria estagnada,
tecnologicamente superada, compondo um parque instalado com
idade média de 7,6 anos.
Foi principalmente com base nessas duas pesquisas que a ABIC
definiu a linha estratégica de ação que a partir de 1989,
iria colocar em prática:
Resgatar a credibilidade do produto, a partir do Programa
de Autofiscalização e do lançamento do Programa Permanente de Controle da Pureza de Café.
Desenvolver um programa junto ao consumidor, despertando-o
para uma nova mentalidade, baseada na diversificação na qualidade
dos produtos e voltada para abertura de novos nichos de consumo.
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Lançado
em agosto de 1989, dois anos antes do Código de Defesa
do Consumidor, o Programa Permanente de Controle da Pureza de Café viria a se transformar
em um divisor de águas. O saneamento do setor era mais
do que necessário e a única maneira de reverter a tendência
cada vez mais acentuada de queda de consumo.
As negociações para a formalização do Programa de Autofiscalização
entre a ABIC e o IBC, na época presididos, respectivamente,
por Carlos Barcelos Costa e Jório Dauster, tiveram início
em 1987 e se concretizaram em 10 de novembro de 1988,
quando entrou em vigor a Resolução n.º80, baixada por
aquela autarquia. |
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| Por meio desta
Resolução, a ABIC passava a responder pela fiscalização do setor,
arcando com todas as despesas de coleta e análise de amostras
de café em todo o País - o que acontece até hoje. |
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O Programa tinha como principais objetivos:
Sanear a indústria do café;
Desenvolver a credibilidade no produto ao consumidor brasileiro;
Desenvolver em todo o público conhecimentos sobre o produto;
Retornar o consumo per capita ao nível de 5,9 kg/ano.
Inicialmente, para colocar em prática e coordenar o programa,
a entidade criou um Comitê de Autofiscalização, (posteriormente
denominado Auto-Regulamentação), e instituiu o Regulamento/Acordo
de Comportamento Ético do Programa de Controle de Pureza do
Café Torrado e Moído, que estabelecia as normas e condições
para obtenção do direito ao uso do Programa Permanente de Controle da Pureza de Café.
Quando o programa foi lançado, 319 empresas representando
463 marcas, eram responsáveis pela industrialização de 330
mil sacas/mês, já faziam parte do programa. Hoje, o programa
conta com a participação de 500 empresas, com mais de 1000
marcas sendo comercializadas e que representam 480 mil sacas/mês.
Na época da implantação do programa, mais de 30% das marcas
de café analisadas burlavam a legislação, ou com impurezas
acima do limite de tolerância, ou com mistura de outras substâncias.
O programa deu certo, e atualmente menos de 5% das marcas
são impuras ou adulteradas, e elas representam apenas 1% do
volume de café comercializado no mercado interno. É o que
respalda o grande passo que a entidade dará 13 anos depois,
ao buscar o estabelecimento de um nível mínimo de qualidade
para os cafés (tipo 8 COB) e lançar o ousado PACIC - Programa
de Aumento do Consumo Interno, cuja meta é elevar o mercado
para 16 milhões de sacas até 2005.
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