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Indicadores da Indústria

Indicadores da indústria de café no Brasil - 2015

Desempenho da Produção e do Consumo Interno

Período: Novembro/2014 a Outubro/2015

 

 

 

Realização da Área de Pesquisas da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café


 

 

Consumo interno de café mantém ligeiro crescimento em 2015

 

O consumo de café no Brasil mostrou um leve acréscimo em 2015. A recuperação de +1,24% em 2014, atingindo 20,333 milhões de sacas, foi seguida de um novo aumento de 0,86% nos doze meses compreendidos entre Novembro/2014 e Outubro/2015, completando 20,508 milhões de sacas.

 

O consumo per capita também aumentou ligeiramente, passando a 4,90 kg/habitante.ano de café torrado e moído (6,12 kg de café verde em grão), o equivalente a 81 litros/habitante.ano.

 

Enquanto o consumo total registrou aumento médio de 0,86%, o volume exclusivo das empresas associadas da ABIC,  acusou o crescimento de 1,33%. 

 

 

Aumento das cotações do grão conilon e câmbio surpreendem o setor

 

O cenário do agronegócio mostra que, sob o efeito da seca e das altas temperaturas no Espírito Santo - que resultaram numa previsão de quebra da segunda safra seguida - as cotações mundiais e internas do grão se elevaram acentuadamente. O dólar valorizado está tornando o grão brasileiro ainda mais competitivo e ampliando as exportações, inclusive do conilon. Sendo matéria-prima importante para a indústria de café, os altos preços do conilon aumentaram o custo do blend, pressionado os preços do café industrializado para os consumidores.

 

O café arábica tipo 6 aumentou em media 2,7%, para R$ 503,00/saca em Dezembro/2015, enquanto o café conilon variou 26,8%, para R$ 361,00/saca, no ano (dados do Informe Estatístico, do DCAF-MAPA). 

 

Enquanto isto, segundo pesquisas na cidade de São Paulo, de Janeiro a Dezembro/2015, os preços dos cafés Tradicionais, nas prateleiras do varejo, subiram 16,1%, para R$ 16,17/kg, enquanto os cafés Gourmet aumentaram 0,3%, alcançando R$ 48,66/kg em média.

 

As vendas do setor em 2015 podem ter alcançado R$ 7,4 bilhões.

 

A diferença dos índices de variação entre matéria-prima e o produto final, evidencia que a indústria chegou ao final de 2015 com seus custos muito pressionados. Reajustes nos combustíveis, energia elétrica, gás, câmbio e mão de obra continuarão a pressionar os custos da indústria neste início de 2016.

 

 

As expectativas do setor industrial para o ano de 2016, diante do agravamento da crise

 

O consumidor brasileiro não reduziu o consumo de café no ano 2015, mesmo diante da crise. Segundo pesquisa da ABIC com empresas associadas, feita em final de Outubro/2015, existiam as seguintes expectativas para 2016:

 

- 51% das indústrias acreditam em aumento do volume de vendas em 2016;

- 53% acreditam que os custos do café vão aumentar e pressionar os preços; 

- 73% vão manter o quadro de funcionários;

- 50% não acreditam que a rentabilidade da empresa pode melhorar;

- 55% acham que haverá retração na economia;

- 39% entendem que a inflação será um grande desafio na administração dos negócios

- 32% apontam o custo do grão como maior desafio para recuperar rentabilidade.

 

 

Café continua com elevada penetração e presença firme nos lares brasileiros, com crescimento acentuado do consumo em cápsulas

 

A pesquisa da Euromonitor contratada pela ABIC, continua mostrando uma elevada penetração do café entre os consumidores. Mais de 80% dos lares pesquisados tem café. Diante da crise, o comportamento dos consumidores tem variado com relação às marcas e tipos de café:

 

- Entre os consumidores que não serão afetados pela crise, 58% manterão o consumo e a marca atual;

- Entre os consumidores que podem ser afetados pela crise, 41% manterão o consumo mas podem migrar para marcas mais baratas;

- Apesar das pessoas acreditarem que a crise não afetara o consumo, a parcela mais jovem e abaixo dos 30 anos poderá ter seu consumo afetado. Estes são os que consomem preferencialmente fora do lar;

- A pesquisa projeta um crescimento do consumo em volume, para 24 milhões de sacas em 2019;

- Consumidor fora do lar é o que mais procura por café de qualidade. A desaceleração econômica impactou este consumo, que poderá se recuperar no segundo semestre de 2016;

- Café moído e cápsulas são as estrelas do consumo dentro do lar, sendo que o café em pó representa 81% do volume total consumido e as cápsulas 0,6% em 2014, mas pode dobrar até 2019;

- Espera-se que o mercado de cápsulas triplique em valor até 2019, atingindo R$ 3,0 bilhões;

- Consumidores declaram que desejam praticidade, qualidade e diversidade no café, e a praticidade das cápsulas tem capturado os consumidores especialmente no consumo dentro do lar;

- 89% dos consumidores acima de 60 anos bebem café diariamente. Os jovens de 16 a 20 anos, têm frequência diária de 49%, com média geral de 3,7 xícaras/dia.

 

 

A ABIC defende uma ampliação forte dos investimentos em marketing e publicidade

 

O ritmo de crescimento do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso estimular a demanda de café investindo muito mais em marketing, publicidade, diferenciação e inovação de produtos. O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. A publicidade institucional deve servir para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e suas qualidades.

 

Dessa forma, a entidade desenvolveu uma campanha de marketing em 2015, investindo cerca de R$ 2 milhões de seus próprios recursos, para enfatizar a importância da pureza e da qualidade, com destaque para o Selo de Pureza, que é um programa de Autorregulamentação que vai completar 27 anos.  A pesquisa mostrou que 48% dos consumidores entrevistados declaram que conhecem o Selo de Pureza e 78% consideram o trabalho da ABIC muito importante para estimular o consumo e a qualidade do café

 

Agora, a ABIC também esta debruçada na elaboração de iniciativas que destaquem os atributos do café e os seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os princípios a explorar, neste período pré-Olimpíadas e posteriores, de modo a criar uma relação estreita entre a vida saudável, com a energia e o prazer que o consumo de café propicia. Os resultados dessas ações seriam positivos para todos os setores.

 

 

Segmento de cafés em cápsulas e especiais é inovação que o consumidor está prestigiando

 

O consumo de café em monodoses, seja na forma de cafés expressos, seja em sachês ou em cápsulas, está crescendo acentuadamente. Segundo a EUROMONITOR, as vendas em valor das cápsulas em 2015 alcançaram R$ 1,4 bilhão, com estimativa de que atinjam R$ 2,96 bilhões em 2019. O consumo de cápsulas continuará concentrado em casa e o alto preço fora de casa é a principal razão para a queda do consumo neste segmento. 

 

As pessoas têm procurado diferentes variações como os cafés gourmet, existindo uma consistente evolução para atender aqueles mais atentos à diferenciação de regiões, sabores, certificações, entre outros.

 

 

Expectativa para 2016 é ampliar o consumo para 21 milhões de sacas

 

A ABIC estima que o consumo de café volte a crescer moderadamente em 2016, devido ao atual cenário político-econômico, alcançando os 21 milhões de sacas no ano.  A diversidade de produtos oferecidos, com maior qualidade, muitos deles certificados pelo PQC – Programa de Qualidade do Café da ABIC, e sustentáveis, têm mantido o interesse dos consumidores. 

 

Grandes marcas e marcas regionais ou locais, nas grandes cidades e diversas regiões, principalmente Nordeste e Centro Oeste, são responsáveis pela reconhecida melhoria da qualidade do café desde os produtos para o dia-a-dia, Tradicionais, Fortes e Extra Fortes, até os cafés Gourmet. Os cafés Superiores aparecem como alternativa para aqueles que desejam mais qualidade sem pagar preços muito elevados. A resposta dos consumidores vira com mais consumo. Selo de Pureza e Qualidade e benefícios do café a saúde, serão foco da comunicação institucional da ABIC em 2016.

 

 

 

Ricardo de Sousa Silveira 

Presidente em exercício da ABIC

 

Evolução do consumo interno de café


Tabela - Consumo Interno de café em sacas e per-capita


Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC


Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Indicadores da indústria de café no Brasil - 2014

 

 

Desempenho da Produção e do Consumo Interno


Período Novembro/2013 a Outubro/2014


Realização da Área de Pesquisas da


ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

 

 

Consumo interno de café recupera crescimento e aumenta 1,24%

 

O consumo interno de café no Brasil, que havia registrado uma retração de -1,23% em 2013, mostrou recuperação de +1,24% e atinge 20,333 milhões de sacas nos doze meses compreendidos entre Novembro/2013 e Outubro/2014.

O consumo per capita também aumentou ligeiramente, passando a 4,89 kg/habitante.ano de café torrado e moído (6,12 kg de café verde em grão), o equivalente a 81 litros/habitante.ano.

 

Setor industrial continua em processo de concentração e consolidação

 

No período, as grandes empresas evoluíram e ampliaram sua participação sendo que várias delas aumentaram o volume em níveis próximos dos dois dígitos. Mas de um total de 1.428 empresas cadastradas em todo país em final de 2013, das quais 455 são associadas da entidade, a ABIC apurou uma redução para 1.299 empresas em final de 2014, queda de 9,0%. As 10 maiores empresas apresentaram uma participação de 74,4% em volume, sobre o total produzido pelas associadas, enquanto as 50 maiores participaram com 89,5% e as 100 maiores, com 94,6%.

A redução do número de empresas do setor, e consequente influencia no volume global, também se revelou no desempenho das empresas médias, que são aquelas que produzem volumes entre 1.000 e 5.000 sacas por mês. Este importante segmento apresentou redução em volume, ao nível de -0,84%.  As 100 menores empresas declararam uma redução de volume correspondente a - 25% em 2014. 

 

Aumento das cotações do grão surpreende o setor

 

Sob efeito da seca e das altas temperaturas no início de 2014, que resultaram numa previsão de quebra da safra brasileira, as cotações mundiais e internas do grão se elevaram acentuadamente. O café arábica aumentou em média 58%, para R$ 455,00/saca em Dezembro/2014, enquanto o café conilon variou 22%, para R$ 275,00/saca, no ano (dados do Informe Estatístico, do DCAF-MAPA). Enquanto isto, segundo pesquisas na cidade de São Paulo, de Janeiro  a Dezembro/2014, os preços dos cafés Tradicionais, nas prateleiras do varejo, subiram 9,7%, para R$ 13,88/kg,  enquanto os cafés Gourmet aumentaram 12,4%, alcançando R$ 48,00/kg em média.

 

As vendas do setor em 2014 podem ter alcançado R$ 7,0 bilhões

 

A diferença dos índices de variação entre matéria-prima e o produto final, evidencia que a indústria chegou ao final de 2014 com seus custos muito pressionados. Reajustes nos combustíveis, energia elétrica, gás e câmbio, continuarão a pressionar os custos da indústria neste início de 2015.

 

Café continua com elevada penetração e presença firme nos lares brasileiros

 

As pesquisas da ABIC, segundo a Nielsen, continuam mostrando uma elevada penetração do café entre os consumidores. O café esta presente em 98,2% dos lares brasileiros, sendo que os lares possuem em média 3,4 pessoas, das quais 2,8 bebem café. As regiões onde o consumo mais cresceu em 2014 foram o Nordeste (+ 9,1%), o Sul (+ 8,8%) e o Centro Oeste (+7,8%). O café em pó representou 86,4% em valor, do total consumido, enquanto o segmento relativamente novo das capsulas alcançou 1,7%, ampliando em 54% as vendas em valor em relação a 2013.

 

A ABIC defende uma ampliação forte dos investimentos em marketing e publicidade

 

O ritmo de crescimento do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso estimular o consumo de café investindo muito mais em marketing, publicidade, diferenciação e inovação de produtos. O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. A publicidade institucional deve servir para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e suas qualidades.

Dessa forma, a entidade desenvolveu uma campanha de marketing em 2014, investindo cerca de R$ 2,0 milhões de seus próprios recursos, para enfatizar a importância da pureza e da qualidade, com destaque para o Selo de Pureza, que é um programa de Autorregulamentação que completou 25 anos. A pesquisa mostrou que 65% dos consumidores entrevistados declara que conhece o Selo de Pureza e 78% consideram o trabalho da ABIC muito importante para estimular o consumo e a qualidade do café. Agora, a ABIC também esta debruçada na elaboração de iniciativas que destaquem os atributos do café e os seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os princípios a explorar,  neste período pre-Olimpíadas e posteriores, de modo a criar uma relação estreita entre a vida saudável, com energia e prazer, que o consumo de café propicia. E defende que estes recursos sejam oriundos do FUNCAFÉ, que podem se somar às contrapartidas da ABIC. Os resultados dessas ações seriam positivos para todos os setores.

 

Forma de preparo do café incorpora novos métodos e melhora percepção do produto

 

A forma tradicional de fazer café com garrafa e filtro ainda é a mais popular. Cerca de 84% dos consumidores preparam o café filtrado, enquanto 4% declaram utilizar preparação em monodoses ou cápsulas. O maior consumo é registrado no café da manha, por 78% dos entrevistados, seguido do café da tarde com 49%.  A classe A (8,5 milhões de pessoas) tem mais opções para o  preparo do café, utilizando tipos diferentes de máquinas, sendo que 29% dessa classe social possui máquinas de cápsulas e 19% tem cafeteira tipo italiana. Na classe A, 72% dos consumidores tomam café expresso, enquanto na classe D este total é de 26%. A Qualidade é percebida como sabor gostoso que permanece na boca, aroma agradável  e consistente. O consumidor esta melhorando a sua percepção sobre a qualidade e as diferenças entre cafés. Os cafés tipo Gourmet, pouco conhecidos ate poucos anos, já são identificados por 37% dos consumidores, sendo que 51% da classe A responde que conhece e aprecia cafés Gourmet. Além disso, 44% do público responde que estaria disposto ou muito disposto a pagar a mais por estes cafés, desde que reconheçam uma qualidade superior. A percepção positiva sobre os benefícios do café para a saúde é compartilhada por 72% dos consumidores que “já ouviram falar que o café traz benefícios para a saude”, o que justifica investir mais nessa comunicação positiva. Quanto à manutenção do consumo de café, 78% dos entrevistados a nível Brasil, responde que continuará consumindo ou aumentara o consumo de café.

A maior quantidade de café continua sendo consumida dentro do lar, com 67%, enquanto o consumo fora do lar, em média de 33%, é maior nas pessoas da classe A, entre os homens e com destaque para os jovens entre 16 e 29 anos, que já participam com 28% desse consumo.

 

Segmento de cafés em cápsulas é inovação que o consumidor está prestigiando

 

O consumo de café em monodoses, seja na forma de cafés expressos, cafés em saches ou em cápsulas, esta crescendo acentuadamente. Apesar de estar presente em apenas 1% dos lares no final de 2014 (474 mil lares), a expectativa das empresas que atuam neste segmento é a de crescer até 20% dos lares nos próximos 10 anos. As cápsulas ampliaram seu volume em 2014, sobre 2013, em 52,4%, para 660 mil quilos, e 55,5% em valor. Os números traduzem o grande interesse que existe pelo consumo desta forma de preparo, baseado na conveniência, praticidade e alta qualidade das várias marcas que atuam no segmento.  91% dos lares que possuem máquinas de cápsulas são das classes A e B. São Paulo e a região Sul concentram 53% das vendas, mas o segmento cresce em ritmo acelerado em todas as áreas. No início de 2015, inúmeras empresas de menor porte anunciaram sua entrada no segmento de cápsulas, acompanhando as gigantes do setor que já atuam com grandes investimentos. Tudo leva a crer que monodoses e cápsulas seguirão uma tendência de crescimento firme.

 

Expectativa para 2015 é ampliar o consumo em 3% 

 

A ABIC estima que o consumo de café volte a crescer de forma mais intensa em 2015, alcançando os 21 milhões de sacas no ano. A diversidade de produtos oferecidos, com maior qualidade, muitos deles certificados pelo PQC – Programa de Qualidade do Café da ABIC e sustentáveis tem mantido o interesse dos consumidores. Grandes marcas e marcas regionais ou locais, nas grandes cidades e diversas regiões, principalmente Nordeste e Centro-Oeste, são responsáveis pela reconhecida melhoria da qualidade do café desde os produtos para o dia-a-dia, Tradicionais, Fortes e Extra Fortes, até os cafés Gourmet. Os cafés Superiores aparecem como alternativa para aqueles que desejam mais qualidade sem pagar preços muito elevados. As secas de 2014 e a atual, não prejudicaram a qualidade do grão de forma expressiva e em muitas regiões produtoras, a qualidade foi excepcional. Isto permitiu a indústria manter ou melhorar os seus produtos. A resposta dos consumidores virá com mais consumo. Selo de Pureza e benefícios do café e saúde serão foco da comunicação institucional da ABIC em 2015.

 

Takamitsu Sato

Presidente


Luciano Inácio

Vice-Presidente de Economia e Estatística

 


 

Produção total anual de café

Evolução do consumo interno de café

 

Tabela - Consumo Interno de café em sacas e per-capita

 

Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC

 

Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas

Indicadores da indústria de café no Brasil - 2013

Desempenho da Produção e do Consumo Interno

Período Novembro/2012 a Outubro/2013

Realização da Área de Pesquisas da

ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

 

 

Consumo de café no Brasil mantém-se quase estável e acima de 20 milhões de sacas

O consumo interno de café no Brasil em 2013, registrou uma retração de  - 1,23%, totalizando 20,08 milhões de sacas, contra 20,33 milhões de sacas em 2012.

O consumo per capita resultou em 4,87 kg café torrado/habitante.ano, (6,09 kg café verde/habitante.ano), em comparação com os 4,98 kg café torrado/habitante.ano em 2012.

Novas categorias de produtos concorrem na mesa do café da manhã

A ABIC atribui esta ligeira retração ao fato de que a mesa do café da manhã ganhou inúmeras novas opções de bebidas prontas para o consumo, como sucos, achocolatados, bebidas a base de soja, cuja penetração no mercado ainda é pequena comparada ao café, mas que tem apresentado um crescimento bastante elevado e concorrem com o cafe.

Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (25%) e as bebidas a base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel. Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, diferenciados e certificados.

Os preços do café nas prateleiras do varejo diminuíram ao longo de 2013, com o valor médio de R$ 14,82/kg em Janeiro/2013 e de R$ 12,55/kg em Dezembro/2013, com queda de 15%, para os cafés tipo Tradicionais, segundo pesquisas feitas no varejo paulistano. Esta queda, entretanto, não serviu para ampliar o consumo. O café em pó representou 87,4% das vendas em valor. Enquanto isto, os novos produtos como cápsulas, café com leite e cappuccinos, representam cerca de 3,5% em valor, mas cresceram até 33%, em função de forte procura.

O café continua sendo um produto barato para os consumidores, considerando principalmente o seu custo por xícara após a preparação. Nas prateleiras, o aumento do produto variou de R$ 10,15/kg, nos cafés tipo Tradicionais, em Janeiro/2008, para R$ 12,65/kg em Janeiro/2014, um acréscimo de somente 24,6% em 6 anos. Ele refletiu a alta do grão no início de 2013,  mas depois recuou.

O grande consumo ainda se concentra nas classes C e D, que segundo a AC Nielsen, vem procurando produtos com melhor qualidade, mesmo com preço superior, o que representa uma mudança de padrão de compra importante. Cafés Fortes tem aumentado a procura em detrimento dos Extra Fortes, que normalmente são mais baratos. Cafés Gourmet e certificados parecem ser a nova tendência dos consumidores para os anos futuros, em um movimento natural de valorização da qualidade e da certificação. Cerca de 81% dos gastos na categoria café são feitos em supermercados, para abastecer principalmente o lar. Fora do lar, o principal canal de vendas são as padarias, que respondem por 64% dos gastos da categoria café. As cafeterias, apesar do seu crescimento vertiginoso, ainda respondem por 50% dos gastos da categoria café. Isto significa que consumidores degustam café em padarias e em cafeterias, no mesmo dia.

A ABIC estima que o volume de vendas do setor de torrado e moído em 2013 tenha sido de R$ 7,3 bilhões.


Diminui o número de indústrias de café no País

Contribuiu para esta redução, a constatação da diminuição do número de empresas de pequeno porte, cuja quantidade produzida esta sendo reavaliada, o que levou a ABIC a considerar uma queda no volume que era atribuído a este grupo de empresas neste levantamento. Em final de 2012, a entidade contabilizava 1.490 indústrias no País, de todos os portes, que atuaram no mercado nos últimos 4 anos, e em final de 2013 esse número foi de 1.428 .

A ABIC defende uma ampliação forte dos investimentos em marketing e publicidade

A redução no volume do consumo interno leva a ABIC a reforçar a sua tese de que é preciso estimular o consumo de café investindo muito mais em marketing, publicidade , diferenciação e inovação de produtos. O comportamento dos consumidores tem sido o de ampliar a experimentação e valorizar os produtos com melhor qualidade, certificados e sustentáveis. Esta opção pelo café precisa ser estimulada utilizando-se recursos da publicidade para orientar, educar e difundir conhecimentos sobre café e suas qualidades.

Dessa forma, a entidade esta debruçada sobre a elaboração de um plano de marketing que destaque os atributos do café com seus benefícios para a saúde, energia e bem-estar, que serão os princípios a explorar neste período da Copa do Mundo e posteriores, de modo a criar uma relação estreita entre a vida saudável, com energia e prazer, que o consumo de café traz. E busca recursos no FUNCAFE que podem se somar as contrapartidas das empresas.

Consumo fora do lar continua em crescimento

Por outro lado, o consumo de café fora do lar segue crescendo, representando 36% do consumo total, com um número cada vez maior de cafeterias, restaurantes, padarias e pontos de dose, quase todos eles oferecendo cafés de qualidade boa a ótima. Da mesma forma, o consumo dos cafés porcionados, seja em sachês ou em cápsulas, bem como, a forma tradicional de café torrado em grão para uso em máquinas automáticas e profissionais, alcançam níveis de crescimento acima de 20% ao ano, embora ainda sejam a menor parte do mercado. As cápsulas estão presentes em 0,6% dos lares, segundo pesquisa da AC Nielsen, em 2012/2013. Isto mostra que há muito campo para explorar e que os consumidores estão reconhecendo e valorizando a qualidade, e que a indústria precisa estar atenta para oferecer estes produtos.

O número de máquinas de café expresso domésticas ultrapassam 850 mil unidades, conforme levantado pela Kantar Worldpanel em final de 2012. E os novo tipos de equipamentos para preparação de cafés filtrados, em sachês por exemplo, ultrapassam as 300.000 unidades.

No caso dos cafés em cápsulas, a evolução deste segmento foi muito acentuada no ano 2013. Surgiram novas empresas importadoras de cápsulas e de máquinas, bem como, outras que já montaram suas instalações industriais e produzem localmente. Cerca de 10 novas empresas já atuam neste mercado, o que vai tornar a concorrência bastante intensa num segmento de alta tecnologia e alto valor agregado. Enquanto as vendas dos cafés tradicionais em pó ampliaram 4,7% em 2013, os cafés em cápsulas ganharam 36,5% em vendas.

Outra inovação importante foram as lojas virtuais, servindo como canal de distribuição para cafés de alta qualidade, de origens brasileiras e estrangeiras bem como, máquinas e acessórios ou equipamentos para preparo de cafés filtrados e espressos. Por esta razão, o volume de importação de café industrializado em 2013 chegou a US$ 32,8 milhões contra US$ 15,7 milhões em exportações de café torrado/moído.

Os consumidores brasileiros têm a sua disposição centenas de cafés de alta qualidade, os chamados cafés gourmet ou especiais. O Brasil tornou-se o país produtor que mais fornece grãos especiais e de alta qualidade para o mundo e esta qualidade chegou à mesa do consumidor brasileiro, com centenas de marcas de cafés gourmet disponíveis em todo País. Somente a ABIC certifica e monitora cerca de 125 marcas de café gourmet.

A expectativa da indústria para 2014, é a de contornar eventuais dificuldades com o suprimento de matéria-prima, em função das notícias de possível redução da safra de café afetada pela seca deste início de ano. Os custos aumentarão e as empresas eventualmente deverão reavaliar suas operações. Oferecer produtos de maior valor agregado é uma forma importante de escapar de crises no setor e por isso, a indústria precisa estar atenta aos efeitos da seca na qualidade da safra que será colhida no ano.

Em 2014, a ABIC estima a retomada do crescimento do consumo interno de café, ao nível de 3% a 4%, com maior procura por cafés de melhor qualidade, desde os tradicionais até os gourmet.

 

Takamitsu Sato

Presidente


Luciano Inácio

Vice-Presidente de Economia e Estatística

 


 

Produção total anual de café

Evolução do consumo interno de café

 

Tabela - Consumo Interno de café em sacas e per-capita

 

Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC

 

Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas

 

 

Indicadores da indústria de café no Brasil - 2012

Desempenho da Produção e Consumo Interno
Período Novembro/2011 a Outubro/2012
Realização da Área de Pesquisas da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

 

Os brasileiros continuam aumentando o consumo de café.

No período compreendido entre Novembro/2011 e Outubro/2012, a ABIC registrou o consumo de 20,33 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,09% em relação ao período anterior correspondente (Nov/10 a Out/11), que havia sido de 19,72 milhões de sacas

Esse resultado mostra que o País ampliou seu consumo interno de café em 610 mil sacas nos 12 meses considerados. As empresas associadas da ABIC, que participam deste levantamento informando os volumes produzidos mensalmente, mostraram uma evolução mais significativa, de 6,05% em relação a 2011. Este resultado, que mostra que as empresas associadas da ABIC cresceram mais do que o valor total do mercado, indica que elas estão oferecendo produtos mais diferenciados, de melhor qualidade, e muitas trazem os símbolos de certificação de qualidade, o Selo de Pureza ABIC ou o Selo de Qualidade PQC, o que parece atrair mais os consumidores, fazendo com que o seu resultado seja melhor. 

Já o consumo per capita foi de 6,23 kg de café em grão cru ou 4,98 kg de café torrado, quase 83 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2,10% em relação ao período anterior. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite. 

Esse consumo de 4,98 kg / hab. / ano supera o de 1965 tornando-se o maior consumo já registrado no Brasil, um verdadeiro recorde. Continua sendo também, maior que os da Itália, da França e dos EUA.

O crescimento de 3,09% é ligeiramente menor do que o esperado pela ABIC em suas previsões iniciais, podendo estar relacionado ao crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manha no lar. Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (25%) e as bebidas a base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel. Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, diferenciados e certificados.

Dessa forma, justifica-se o aumento gradual, mas lento, dos cafés gourmet e pelo uso crescente tanto de máquinas de expresso domésticas, estimado atualmente em 850.000 unidades em lares brasileiros, quanto o uso crescente de cafeteiras elétricas em substituição ao tradicional coador de pano, principalmente no Nordeste.

Por outro lado, pesquisas complementares mostraram aumento do consumo de café forte - de 13% em 2011 para 15,7% em 2012, enquanto o extra-forte registrou uma leve redução de 19,6% para 18,9%. Os dois tipos são cafés Tradicionais de largo consumo e melhor relação custo benefício, mas o resultado mostra que parte do público está, de fato, buscando cafés com melhor qualidade, mesmo entre as classes de menor renda. Pesquisas mostram que o café torrado/moído registrou elevação de preços igual a 18% em 2012, na média, que é um valor bem superior ao do café solúvel e do cappuccino, uma vez que o torrado é mais sensível aos aumentos do custo da matéria prima, exigindo realinhamentos mais significativos. Mas isso não foi impedimento para o aumento do consumo em 2012, o que demonstra que o custo do produto está defasado, não influindo significativamente no orçamento doméstico mensal.

A melhora da qualidade é o motor do consumo. A ABIC constatou que 16% dos consumidores já experimentaram em casa, cafés premiuns, superiores ou gourmet. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter à queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.099 marcas de café e já realizou mais de 58.000 análises laboratoriais nesses 23 anos de existência e desde seu lançamento o consumo vem crescendo.

Em 2004, a ABIC criou o Programa de Qualidade do Café – PQC, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 476 marcas de café, sendo que 115 são de cafés Gourmet, de alta qualidade e maior valor agregado. 

Entretanto, nas classes baixas o consumo cresce por conta de novos compradores e aumento da quantidade comprada, em função da melhora da renda e do consumo geral.

A ABIC acredita que os cafés de melhor qualidade, tanto os Tradicionais, quanto os Superiores e os Gourmet, vão ganhar preferência popular nos próximos anos.

Selo de Pureza – Histórico de empresas e marcas autorizadas 

 

PQC – Histórico de empresas e marcas certificadas

 

Segmentação dos produtos:

 


A meta de 21 milhões de sacas por ano só deverá ser atingida em 2013.

A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas, proposta em 2004, parece que poderá ser atingida somente em 2013 ou meados de 2014. Com a economia brasileira sendo retomada em 2013 e em vista dos grandes investimentos que estão sendo feitos para os grandes eventos esportivos e as previsões de aumento do consumo das classes C, D e E, é natural que o consumo do café siga crescendo. 

Expectativas para 2013

Para 2013, a ABIC projeta um crescimento entre 2,5% e 3,0% em volume, o que elevaria o consumo interno anual para 20,9 milhões de sacas. O crescimento deve ser impulsionado pelas expectativas de retomada do vigor da economia brasileira, pelo crescimento do poder de compra especialmente das classes B,C e D, com destaque para o aumento da renda e do consumo no Nordeste e no Centro Oeste.

Os preços dos produtos para os consumidores devem experimentar um certo realinhamento durante 2013, uma vez que a maioria das empresas ainda não conseguiu repassar parcela dos custos da alta da matéria prima, havida desde meados de 2011. O custo médio do blend para os cafés mais comuns da indústria continua em ascensão e o varejo ainda não refletiu estes novos custos. As vendas da indústria de torrado e moído podem atingir R$ 8,7 bilhões de reais.

A indústria conta com uma ligeira elevação nos custos do grão durante 2013, uma vez que a safra brasileira será pouco menor, mas há notícias de grandes quebras de safra nos países da América Latina, que são grandes fornecedores de café arábica. Por outro lado, o consumo de cafés de melhor qualidade, incluindo-se os bons cafés Tradicionais, os Superiores e os Gourmet, parece continuar crescendo a velocidades maiores, o que também pode elevar o custo médio dos produtos, que oferecem melhor qualidade, o que já se mostrou uma tendência firme dos consumidores, cada vez mais interessados no café.

Em 2013, a ABIC prevê o aumento contínuo do consumo fora do lar, com um número crescente de cafeterias e restaurantes oferecendo cafés de melhor qualidade. Desde 2004, o consumo fora do lar já cresceu mais de 350%. 

Destaca-se a tendência de procura por formas de preparação em monodoses, isto é, cafés preparados para uma única xícara, como os expressos, os cafés em sachês, as cápsulas e os serviços de preparação em coadores e filtros, para passar uma única xícara feita na hora de café filtrado. Esta é uma tendência importada dos EUA, e que se dissemina rapidamente nas casas de café.

O crescimento do uso de máquinas de café domésticas também é um fator importante para se observar no consumo no lar. Afinal, são mais de 850.000 máquinas domésticas para café expresso já existentes, número que continuará crescendo.

A indústria nacional é a grande consumidora de café conilon. Um hábito que se iniciou há 20 anos, os blends com café conilon, que adquirem cada ano mais qualidade no campo, fez com que os brasileiros mostrassem certa preferência por cafés blendados com arábica e conilon. O uso dessa variedade nos blends, em média, beira hoje os 40%-45%. Há cafés de qualidade Superior e mesmo Gourmet, que utilizam o conilon como coadjuvante para obter boas características de corpo e equilíbrio para o blend, especialmente em determinados bons expressos.

Em 2013, a ABIC pretende intensificar seus esforços para monitorar a qualidade do café no mercado, ampliando a abrangência dos seus programas pioneiros, o Selo de Pureza e o Programa de Qualidade do Café – PQC, que hoje cobrem mais de 1600 marcas nacionais, bem como, ampliar a divulgação dos benefícios do café para a Saéde humana, através da mídia e dos contatos com a comunidade médica.

Destacou-se em 2012, a mudança da tributação do PIS COFINS para a cadeia do café, no que foi considerada uma medida acertada e justa, por iniciativa do Ministério da Agricultura e do Ministério da Fazenda em conjunto com toda a cadeia produtiva do café. As distorções e irregularidades tiveram fim e o mercado encontra-se equilibrado, com igualdade de condições para competir, seja qual for o porte das empresas.

Finalmente, os grandes eventos esportivos criarão boas oportunidades para as empresas de café, seja pelo lançamento de novos produtos temáticos, seja pela ativação das casas de café, receptivos em aeroportos, restaurantes e hotéis, e a ABIC planeja coordenar sob um mesmo tema, somando esforços, as ações das indústrias para aproveitarem os bons períodos de Copa e de Olimpíada que se aproximam.

Takamitsu Sato

Presidente

 

Marcio Reis Maia

Área de Pesquisas e Informações

 

Evolução do consumo interno de café

 

Tabela - Consumo Interno de café em sacas e per-capita

 

Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC

 

Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas

 

Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - Média Móvel dos 12 meses anteriores

 

Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café

Indicadores da indústria de café no Brasil - 2011

Desempenho da Produção e Consumo Interno
Período Novembro/2010 a Outubro/2011
Realização da Área de Pesquisas da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

  • O aumento do consumo em 2011
  • Evolução do consumo interno de café
  • Tabela - Consumo Interno de café em sacas e per-capita
  • Gráfico - Consumo Interno de café em sacas e per-capita  
  • Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
  • Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas
  • Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - Média Móvel dos 12 meses anteriores
  • Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café
  •  

    O aumento do consumo em 2011

    Os consumidores brasileiros continuam aumentando o consumo de café. No período compreendido entre Novembro/2010 e Outubro/2011, a ABIC registrou o consumo de 19,72 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,11% em relação ao período anterior correspondente (Nov/09 a Out/10), que havia sido de 19,13 milhões de sacas. 

    Esse resultado mostra que o País ampliou seu consumo interno de café em 590 mil sacas nos 12 meses considerados. As empresas associadas da ABIC, que participam deste levantamento informando os volumes produzidos mensalmente, mostraram uma evolução mais significativa, de 6,32% em relação a 2010. Este resultado, que mostra que as empresas associadas da ABIC cresceram mais do que o valor total do mercado, indica que elas estão oferecendo produtos mais diferenciados, de melhor qualidade, e muitas trazem os símbolos de certificação de qualidade, o Selo de Pureza ABIC ou o Selo de Qualidade PQC, o que parece atrair mais os consumidores, fazendo com que o seu resultado seja melhor. Estimativas colhidas no mercado mostram, ao contrário, que muitas empresas não-associadas e que não tem esta certificação, não cresceram seus volumes, ao contrário, diminuíram em cerca de 0,5% no total, o que esta considerado neste estudo da ABIC sobre o consumo interno.

    Já o consumo per capita foi de 6,10 kg de café em grão cru ou 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 1,45% em relação ao período anterior. Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite. 

    Esse consumo de 4,88 kg / ano supera o de 1965, que foi de 4,72 kg / hab/ano, tornando-se o maior consumo já registrado no Brasil, um verdadeiro recorde. Continua sendo também, maior que os da Itália, da França e dos EUA. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos – Finlândia, Noruega, Dinamarca – com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

    Pesquisa do IBGE (POF), também indicou que o café é o alimento mais consumido diariamente por 78% da população acima de 10 anos, com o consumo per capita igual ao apurado pela ABIC, e maior na região Nordeste, seguido do Sudeste. (255 ml/dia ou 93 litros/dia.habitante.ano)

    O crescimento de 3,11% é menor do que o esperado pela ABIC em suas previsões iniciais. As razões desta redução devem ser melhor pesquisadas, mas podem estar relacionadas ao crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manha no lar. Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e as bebidas a base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel.

    Assim, os produtos básicos do café da manha (pão, margarina, biscoito, café com leite) diminuíram seu gasto de 87% em 2005 para 80% em 2010, enquanto as novas categorias (suco pronto, bebida soja, cereal matinal) cresceram seu gasto de 13% para 20% no mesmo período (fonte: Kantar Worldpanel). Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, diferenciados e certificados.

    Por outro lado, pesquisas complementares mostraram aumento do consumo de café extra-forte - de 15% em 2007 para 19,6% em 2010 - uma modalidade cujo rendimento é maior, isto é, usa-se menos pó para preparar o café filtrado. Isto pode também ser uma das razões para o crescimento menor em volume de café em 2011.

    A melhora da qualidade é o motor do consumo. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.082 marcas de café e já realizou mais de 51.000 análises laboratoriais nesses 21 anos de existência e desde seu lançamento o consumo vem crescendo.

    Em 2004, a ABIC criou o Programa de Qualidade do Café – PQC, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 490 marcas de café, sendo que 105 são de cafés Gourmet, de alta qualidade.

    A meta de 21 milhões de sacas por ano só deverá ser atingida em 2013.

    A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas, proposta em 2004, parece que poderá ser atingida somente em 2013. Com a economia brasileira sendo impulsionada em 2012 e as previsões que se fazem para o crescimento do PIB, do consumo das classes C, D e E, mais a previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% ate 2015, é natural que o consumo do café siga crescendo. 

    Expectativas para 2012

    Para 2012, a ABIC projeta um crescimento de 3,5% em volume, o que elevaria o consumo para 20,41 milhões de sacas. A perda de produção de cafés arábicas em países importantes como Colômbia e Guatemala, com redução de estoques mundiais e no Brasil, junto com consumo mundial crescente, irá pressionar os preços da matéria prima, especialmente no primeiro trimestre do ano. Em 2011, os preços do café nas prateleiras de supermercados de São Paulo, iniciaram Janeiro com o valor médio de R$ 11,12/kg e encerraram Dezembro com R$ 13,26/kg, numa evolução de 19,2%, depois de ficarem estáveis por 4 anos. Neste mesmo período, o café em grão cru subiu mais de 70%, nos tipos mais usuais para a indústria. O café, entretanto, continua sendo um produto muito acessível aos consumidores, mesmo nas categorias de maior qualidade e mais valor agregado, como os cafés Superiores e Gourmet.

    As vendas do setor em 2011 podem ter atingido R$ 7,0 bilhões e espera-se que cheguem a R$ 7,7 bilhões em 2012.

    Em 2012, a ABIC vai continuar a estimular o aumento do consumo geral e a oferta de cafés diferenciados, ampliando a adesão das empresas aos seus diversos programas de qualidade e certificação, como o Selo de Pureza, o PQC – Programa de Qualidade do Café, o PCS – Cafés Sustentáveis do Brasil, entre outros. 

    Takamitsu Sato

    Presidente

    Marcio Reis Maia

    Área de Pesquisas e Informações

    Evolução do consumo interno de café no Brasil

    Tabela - Consumo interno de café em sacas e Per-Capita - Brasil

    Gráfico - Consumo interno de café em sacas e Per-Capita - Brasil

    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC

    Tabela - Produção e participação por porte de Empresas Associadas

    Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - SCIC - Média Móvel dos 12 meses anteriores

    Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café

    Fonte: 60 empresas de diversos portes que participam da SCIC mensalmente.
    Elaboração: ABIC

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2010

    Desempenho da Produção e Consumo Interno
    Período Novembro/2009 a Outubro/2010
    Realização da Área de Pesquisas da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café

    Índice:

     

    O aumento do consumo em 2010

    O consumo interno brasileiro de café continua crescendo. No período compreendido entre Novembro/2009 e Outubro/2010 a ABIC registrou o consumo de 19,13 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 4,03% em relação ao período anterior correspondente (Nov/08 a Out/09), que havia sido de 18,39 milhões de sacas.

    Esse resultado mostra que o País ampliou seu consumo interno de café em 740 mil sacas nos 12 meses considerados.  As empresas associadas da ABIC, que participam com 68,4% do café torrado e moído industrializado produzido, mostraram uma evolução mais significativa, de 5,93% em relação a 2009 – o que confirma as expectativas iniciais da ABIC, que eram de um crescimento de 5%, levando em conta a recuperação da economia brasileira.

    O consumo doméstico, predominantemente de cafés do tipo Tradicional, tanto quanto o consumo fora do lar, onde predominam os cafés Superiores e Gourmet, apresentaram taxas de crescimento positivas. Maiores investimentos em produtos e no marketing interno do café impulsionaram as vendas das marcas mais conhecidas. Mensalmente, novas marcas de cafés especiais são lançadas, fazendo com que o mercado apresente uma oferta muito significativa de produtos de alta qualidade para os consumidores brasileiros. A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo, continue apresentando taxas de crescimento de 15% a 20% ao ano.

    Já o consumo per capita foi de 6,02 kg de café em grão cru ou 4,81 kg de café torrado, quase 81 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 3,5% em relação ao período anterior.  Os brasileiros estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, também os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite.

    Esse consumo de 4,81 kg / ano supera o de 1965, que foi de 4,72 kg / hab/ano, tornando-se o maior consumo já registrado, um verdadeiro recorde.

    Este resultado aproxima o consumo per capita brasileiro ao da Alemanha (5,86 kg/hab.ano) e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos – Finlândia, Noruega, Dinamarca – com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

    A melhora da qualidade pode ser apontada como uma das razões que justificam o aumento do consumo interno. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. O Selo de Pureza foi o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Atualmente ele certifica 1.082 marcas de café e já realizou mais de 51.000 análises laboratoriais nesses 21 anos de existência.

    Em 2004, a ABIC criou o Programa de Qualidade do Café – PQC, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo. O PQC certifica e monitora 490 marcas de café, sendo que 105 são de cafés Gourmet, de alta qualidade.

    Ambos os programas têm servido como importante ferramenta para estimular a produção e a oferta de cafés de melhor qualidade para os consumidores brasileiros. E eles já reconhecem a melhora da qualidade do café que lhes tem sido oferecido e comemoram tomando mais xícaras a cada dia!

    A meta de 21 milhões de sacas por ano poderá ser atingida em 2012.

    A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas, proposta em 2004, parece que poderá ser atingida em 2012. Com a economia brasileira sendo impulsionada em 2011 e as boas previsões que se fazem para o crescimento do PIB, do consumo das classes C, D e E, mais a previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% ate 2015, é natural que o consumo do café siga crescendo.

    Assim, o limite desafiador de 21 milhões de sacas poderá ser atingido em 2012, desde que a evolução se mantenha em, pelo menos, 5% ao ano. Com isso, o Brasil passará a ser o maior país consumidor de café, superando a tradicional liderança dos Estados Unidos.

    Expectativas para 2011

    Para 2011 a ABIC projeta um crescimento de 5,0% em volume, o que elevaria o consumo para 20,27 milhões de sacas. Pesquisas permanentes mostram que o produto manteve preços estáveis para os consumidores nos últimos 4 anos.  Entretanto, em Janeiro/2010, em média, o café custava R$ 10,39/kg nos supermercados, enquanto em Dezembro/2010, o preço era de R$ 11,12/kg, tendo havido uma evolução de 7,0%, acima da inflação do período. O café continua sendo um produto muito acessível aos consumidores, mesmo nas categorias de maior qualidade e mais valor agregado, como os cafés Superiores e Gourmet.

    As vendas do setor em 2010 podem ter atingido R$ 7,0 bilhões e espera-se que cheguem a R$ 7,5 bilhões em 2011.

    Em 2011, a ABIC vai continuar a estimular o aumento do consumo geral e a oferta de cafés diferenciados, ampliando a adesão das empresas aos seus diversos programas de qualidade e certificação, como o Selo de Pureza, o PQC – Programa de Qualidade do Café, o PCS – Cafés Sustentáveis do Brasil, entre outros.                                       

    A concentração aumenta no setor

    A pesquisa constatou que a concentração do setor vem se acentuando. A Tabela 4 indica que as 10 maiores empresas concentram 75,28% da produção total das empresas associadas da ABIC, contra 72,90% na pesquisa anterior.

    Enquanto isto, as 336 menores empresas tiveram sua participação quase estabilizada e ao nível de 7,07% da produção total das associadas.

    Analisadas por grupos e portes, as empresas mostraram um desempenho muito distinto, com as maiores crescendo acentuadamente e as menores estáveis ou decrescendo.

    Almir José da Silva Filho
    Presidente 

    Natal Martins
    Área de Pesquisas e Informações

     

    Tabela - Evolução do consumo interno de café - produção total anual

    Outubro/2010

     

    Gráfico - Evolução do consumo interno

     

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

     

    Gráfico - Consumo interno em sacas e per-capita

     

    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC

    Outubro/2010

     

    Produção e participação por Grupos e Portes de Empresas Associadas a ABIC - Brasil

    Outubro/2010

     

    Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - SCIC

     

    Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café

     

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2009

    Desempenho da produção e consumo interno
    Período - Novembro/2008 a Outubro/2009
    Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

    Índice:


    O aumento do consumo em 2009

    O consumo interno brasileiro de café continua crescendo. No período compreendido entre Novembro/2008 e Outubro/2009 a ABIC registrou o consumo de 18,39 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 4,15% em relação ao período anterior correspondente (Nov/07 a Out/08), que havia sido de 17,65 milhões de sacas.

    Isto significa que o País ampliou seu consumo interno de café em 740 mil sacas nos 12 meses considerados. As empresas associadas da ABIC, que participam com quase 65% do café industrializado produzido, mostraram uma evolução mais significativa, de 6,28% em relação a 2008.

    O resultado excedeu as expectativas iniciais da ABIC, que eram de um crescimento de 3%, levando em conta a crise econômica mundial iniciada em 2008. A crise, como já se percebeu em muitos outros segmentos produtivos e nas famílias brasileiras, não afetou o consumo de café.

    O consumo doméstico, predominantemente de cafés do tipo Tradicional, tanto quanto o consumo fora do lar, onde predominam os cafés Superiores e Gourmet, apresentaram taxas de crescimento positivas. Maiores investimentos em produtos e no marketing interno do café impulsionaram as vendas das marcas mais conhecidas. O mercado recebe, mensalmente, novas marcas de cafés especiais, fazendo com que o mercado brasileiro apresente uma oferta muito significativa de cafés de alta qualidade para os consumidores brasileiros. A ABIC estima que este segmento de cafés diferenciados, embora represente a menor parte do consumo continue apresentando taxas de crescimento de 15% ao ano.

    Já o consumo per capita foi de 5,81 kg de café em grão cru ou 4,65 kg de café torrado, quase 78 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 3,0% em relação ao período anterior. Os consumidores estão consumindo mais xícaras de café por dia e diversificando as formas da bebida durante o dia, adicionando ao café filtrado consumido nos lares, os cafés expressos, cappuccinos e outras combinações com leite.

    Este resultado aproxima o consumo per capita brasileiro ao da Alemanha (5,86 kg/hab.ano) e já supera os índices da Itália e da França, que são grandes consumidores de café. Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os países nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

    Por outro lado, considerando o café já torrado e moído, o consumo per capita de 4,65 kg/hab.ano aproxima-se do consumo histórico de 1965, que foi de 4,72 kg/hab.ano.

    A melhora da qualidade pode ser apontada como uma das razões que justificam o aumento do consumo interno. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época, por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor. Em 2009, o programa Selo de Pureza celebrou 20 anos, como o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil.

    Em 2004, a ABIC criou o Programa de Qualidade do Café - PQC, que hoje é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído, em todo o mundo.

    Ambos os programas tem servido como importante ferramenta para estimular a produção de cafés de melhor qualidade para os consumidores brasileiros. E eles já reconhecem a melhora da qualidade do café que lhes tem sido oferecido e comemoram tomando mais xícaras a cada dia!

    O aumento do consumo das famílias em 2009 e a boa percepção do público com relação aos benefícios do café para a saúde humana, foram outros fatores que podem ter contribuído para o aumento registrado em 2009.

    A meta de 21 milhões de sacas por ano poderá ser atingida em 2012

    A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas em 2010, proposta em 2004, parece que poderá ser atingida em 2012. Com a economia brasileira sendo impulsionada em 2010, e as boas previsões que se fazem para o crescimento do PIB, do consumo das classes C, D e E, e mais a previsão de que as classes A e B poderão crescer 50% ate 2015, é natural que o consumo do café siga crescendo. Assim, o limite desafiador de 21 milhões de sacas poderá ser atingido em 2012, desde que a evolução anual se mantenha em, pelo menos, 5% ao ano.

    Expectativas para 2010

    Para 2010 a ABIC projeta um crescimento de 5,0% em volume, o que elevaria o consumo para 19,31 milhões de sacas. Os preços do produto para os consumidores ficaram estáveis em 2009. Pesquisas permanentes mostram que o produto mantém preços estáveis para os consumidores nos últimos 4 anos. Em Janeiro/2009, em média, o café custava R$10,20/kg nos supermercados, enquanto em Dezembro/2009, o preço era de R$10,49/kg, uma evolução de somente 2,8%, abaixo da inflação do período. Assim, o café continua sendo um produto muito acessível aos consumidores, mesmo nas categorias de maior qualidade e mais valor agregado, como os cafés Superiores e Gourmet.

    As vendas do setor em 2009 podem ter atingido R$6,8 bilhões e espera-se que cheguem a R$7,1 bilhões em 2010.

    Em 2010, a ABIC vai continuar a estimular o aumento do consumo geral e a oferta de cafés diferenciados, ampliando a adesão das empresas aos seus diversos programas de qualidade e certificação, como o Selo de Pureza, o PQC - Programa de Qualidade do Café, o PCS - Cafés Sustentáveis do Brasil, entre outros.

    Exportações de café torrado e moído diminuem em 2009

    A exportação de café torrado e moído com marca brasileira é uma iniciativa muito recente, que assumiu uma característica de negócios consistentes a partir de 2002. Com apoio da Apex Brasil, que mantém convênio com a ABIC, na forma de um Projeto Setorial Integrado de Apoio às Exportações de Cafés Industrializados, as vendas para o exterior totalizaram US$29,6 milhões em 2009, contra US$35,6 milhões em 2008. Em volume, as exportações reduziram 18,6%, e em valor, houve decréscimo de 16,8%. As razões desta redução estão ligadas ao menor volume de compras do mercado americano, principal comprador do café industrializado brasileiro, na esteira da crise econômica que afetou os negócios e a economia daquele país no ano passado.

    A concentração aumenta no setor

    A pesquisa constatou que a concentração do setor vem se acentuando. A Tabela 4 indica que as 10 maiores empresas concentram 72,90% da produção total das empresas associadas da ABIC, contra 71,97% na pesquisa anterior.

    Enquanto isto, as 315 menores empresas tiveram sua participação quase estabilizada e ao nível de 6,95% da produção total das associadas.

    Analisadas por grupos e portes, as empresas mostraram um desempenho muito distinto, com as maiores crescendo acentuadamente e as menores estáveis ou decrescendo.

    A ABIC, nesta apuração, manteve a hipótese, bastante conservadora, de que as empresas Não-associadas e o Consumo não-cadastrado (informal e nas fazendas) NÃO cresceram, contribuindo com 0% na média final, ou seja, que o grupo das maiores empresas assumiu parte do mercado das menores. Assim, enquanto os dados das empresas associadas indicam neste grupo um crescimento de 6,28% em relação aos volumes de 2008, o volume total, em função da hipótese assumida acima, reduziu-se para 4,15%.

    Almir José da Silva Filho
    Presidente da ABIC

    Natal Martins
    Área de Pesquisas e Informações

     

    Tabela - Evolução do consumo interno de café - produção total anual
    Outubro/2009

    </b>Volume em sacas de 60 kg<br />(1) Fonte: mercado<br />Fonte: ABIC<b>
    Volume em sacas de 60 kg
    (1) Fonte: mercado
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Evolução do consumo interno


    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>Período: novembro - outubro<br />Sacas de 60 kg<br />Fonte: ABIC<b>
    Período: novembro - outubro
    Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Consumo interno em sacas e per-capita


    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2009

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Produção e participação por Grupos e Portes de Empresas Associadas a ABIC - Brasil
    Outubro/2009

    </b>Período de produção considerado:<br />2008/2009: nov/08 a out/09<br /><span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).</span><br />Fonte: ABIC<b>
    Período de produção considerado:
    2008/2009: nov/08 a out/09
    Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).
    Fonte: ABIC

    Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - SCIC

    </b>Fonte: 60 empresas de diversos portes que participam da SCIC mensalmente<br />Elaboração: ABIC<b>
    Fonte: 60 empresas de diversos portes que participam da SCIC mensalmente
    Elaboração: ABIC

    Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café      

    Fonte: 60 empresas de diversos portes que participam da SCIC mensalmente<br />Elaboração: ABIC
    Fonte: 60 empresas de diversos portes que participam da SCIC mensalmente
    Elaboração: ABIC

     

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2008

    Desempenho da produção e consumo interno
    Período Intermediário - Novembro/2007 a Outubro/2008
    Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

    Índice:

     

    O aumento do consumo em 2008

    O consumo interno brasileiro de café continua crescendo. No período compreendido entre Novembro/2007 e Outubro/2008, a ABIC registrou o consumo de 17,66 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 3,21% em relação ao período anterior correspondente (Nov/06 a Out/07), que havia sido de 17,11 milhões de sacas. Isto significa que o País ampliou seu mercado interno de café em 550 mil sacas nos 12 meses considerados.

    O resultado, entretanto, é inferior à expectativa inicial da ABIC, que apontava para uma demanda de 18,1 milhões de sacas em 2008. O consumo apresentou crescimento pequeno em volume no primeiro e no quarto trimestres do ano, apesar dos preços do produto não terem evoluído durante o ano. O resultado é compatível com a apuração intermediária de 2008, feita pela ABIC em Maio/2008, que havia registrado um crescimento de 3,43%, totalizando 17,45 milhões de sacas nos 12 meses encerrados em Abril/2008.

    Já o consumo per capita foi de 5,64 kg de café em grão cru ou 4,51 kg de café torrado, quase 76 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2,0% em relação ao período anterior, o que confirma a constatação da pesquisa "Tendências do Consumo do Café no Brasil em 2008", feita pela TNS InterScience, com recursos do FUNCAFÉ através de convênio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA com contrapartida da ABIC, de que os consumidores estão consumindo mais xícaras de café por dia.

    Esta pesquisa mostra que 9 em cada 10 brasileiros acima de 15 anos consomem café diariamente, o que o faz ser a segunda bebida com maior penetração na população, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes e do leite. A penetração do café foi de 97% em 2008, contra 91% em 2001. Os consumidores pesquisados em todo o Brasil também responderam que pretendem continuar a consumir a mesma quantidade de café em 2009, o que a ABIC interpreta como sendo um sinal de que o consumo de café não diminuirá em função da crise atual. O segmento dos jovens de 15 a 29 anos também apresentou crescimento no consumo diário de café.

    Este resultado iguala o consumo por habitante/ano do Brasil (5,64 kg/hab.ano) ao da Itália (5,63 kg/hab.ano), supera o da França (5,07 kg/hab.ano) ficando pouco abaixo da Alemanha (5,86 kg/hab.ano). Os campeões de consumo, entretanto, ainda são os paises nórdicos - Finlândia, Noruega, Dinamarca - com um volume próximo dos 13 kg/por habitante/ano.

    Por outro lado, considerando o café já torrado e moído, o consumo per capita de 4,51 kg/hab.ano aproxima-se do consumo histórico de 1965, que foi de 4,72 kg/hab.ano. A importância disto está no fato de que a ABIC, ao lançar o Programa do Selo de Pureza, em 1989, anunciou que pretendia reverter a queda no consumo de café que havia à época por meio da oferta de melhor qualidade ao consumidor, com o objetivo de retomar a grande demanda interna registrada em 1965 pelo extinto IBC - Instituto Brasileiro do Café. Em 2009, o programa Selo de Pureza celebra 20 anos desde o seu lançamento, como o primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil. Os consumidores brasileiros já reconhecem a melhora da qualidade do café que lhes têm sido oferecido e comemoram tomando mais xícaras a cada dia!

    A meta de 21 milhões de sacas por ano fica um pouco mais distante


    A meta da ABIC para o consumo interno atingir 21 milhões de sacas em 2010, proposta em 2004, parece que vai ficando um pouco mais distante. O resultado de 17,66 milhões de sacas em 2008 exigiria um crescimento de 19% nos anos de 2009 e 2010, o que parece muito difícil de alcançar por duas razões básicas.

    Primeiro porque as indústrias se vêem diante de um enorme desafio: se o café já é consumido por 97% dos brasileiros com mais de 15 anos de idade, como aumentar ainda mais a demanda? A resposta, conforme indicou a pesquisa da TNS InterScience, está em fazer com que as pessoas tomem mais xícaras de café por dia, aumentando a freqüência diária do consumo. Esse aumento da demanda, como apontou o estudo, virá do lançamento de produtos diferenciados, de alta qualidade, superiores, ou de inovações como os cafés gelados e preparados prontos para consumo. Outros fatores importantes serão a popularização e a maior oferta de equipamentos a preços competitivos, como máquinas para café 'espresso' (sachês e cápsulas) e sistemas combinados para café filtrado (máquina e café), para uso nos lares, escritórios, consultórios e academias.

    A segunda razão é a atual situação mundial. "O consumo não deve cair em 2009, mas é justo que se espere uma redução na velocidade de crescimento em função dos efeitos da crise econômica atual", analisa o presidente da entidade, Almir José da Silva Filho. Por estas razões, a ABIC deverá rever a meta dos 21 milhões de sacas, que talvez sejam alcançados entre 2011 e 2012.

    Expectativas para 2009


    Para 2009 a ABIC projeta um crescimento em torno de 3,0%, o que elevaria o consumo para 18,2 milhões de sacas. Os preços do produto para os consumidores ficaram estáveis em 2008. Pesquisas quinzenais na cidade de São Paulo mostram que o produto custava em Janeiro/2008, em média, R$10,01/kg nos supermercados, enquanto em Dezembro/2008, o preço era de R$10,11/kg, uma evolução de somente 1,2%, abaixo da inflação do período. O produto, outrossim, custava em Dezembro/2008 apenas 33% a mais que em Junho/1994, há 14 anos, na entrada do Plano Real, numa clara demonstração de que o café é hoje um produto barato e muito acessível para a população. No mesmo período a cesta básica evoluiu quase 300%.

    As vendas do setor em 2008 atingiram R$6,5 bilhões e espera-se que cheguem a R$6,85 bilhões em 2009.

    Nos próximos anos, a entidade pretende incentivar ainda mais a melhoria da qualidade dos cafés Tradicionais e incrementar e consolidar o mercado de cafés Superiores, Gourmet e Especiais. Conta para tanto com os seus programas de qualidade e certificação, desde o Selo de Pureza até o PQC - Programa de Qualidade do Café e tendo agora o novo PCS - Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que assegura produção sustentável desde a fazenda até a xícara.

    A entidade lançou também um inédito programa de qualificação e certificação de cafeterias, o CCQ - Circulo do Café de Qualidade que, na data da publicação destes Indicadores, já contava com 44 cafeterias, algumas das melhores do Brasil. Esses e outros pontos de consumo, como hotéis e restaurantes, que trabalham com grãos de qualidade, são considerados fundamentais para a promoção dos cafés finos e na difusão do universo e da cultura do café.

    Exportações de café torrado e moído crescem em 2008

    A exportação de café torrado e moído com marca brasileira é uma iniciativa muito recente, que assumiu uma característica de negócios consistentes a partir de 2002. Com apoio da Apex Brasil, que mantém convênio com a ABIC, na forma de um Projeto Setorial Integrado de Apoio às Exportações de Cafés Industrializados, as vendas para o exterior totalizaram US$35,6 milhões em 2008, contra US$26,0 milhões em 2007, um crescimento de 37%. Em sete anos, as vendas aumentaram em quase 800%, considerando que em 2002 os embarques foram de US$4 milhões. Os principais mercados são, respectivamente, os Estados Unidos, a Itália, a Argentina e o Japão.

    A concentração aumenta no setor

    A pesquisa constatou que a concentração do setor vem se acentuando. A Tabela 4 indica que as 10 maiores empresas concentram 71,87% da produção total das empresas associadas da ABIC, contra 71,01% na pesquisa anterior. Enquanto isto, as 307 menores empresas tiveram sua participação reduzida de 7,32% para 6,79% da produção total das associadas.

    Analisadas por grupos e portes, as empresas mostraram um desempenho muito distinto, com as maiores crescendo acentuadamente e as menores estáveis ou decrescendo.

    A ABIC, nesta apuração, manteve a hipótese bastante conservadora, de que as empresas Não-associadas e o Consumo não-cadastrado (informal e nas fazendas) NÃO cresceram, contribuindo com 0% na média final, ou seja, que o grupo das maiores empresas assumiu parte do mercado das menores. Assim, enquanto os dados das empresas associadas indicam neste grupo um crescimento de 5,22% em relação aos volumes de 2007, o volume total, em função da hipótese assumida acima, reduziu-se para 3,21%.

    Almir José da Silva Filho
    Presidente da ABIC

    Natal Martins
    Área de Pesquisas e Informações
         

    Tabela - Evolução do consumo interno de café - produção total anual
    Outubro/2008

    Volume em sacas de 60 kg<br /> (1) Fonte: mercado<br /> Fonte: ABIC
    Volume em sacas de 60 kg
    (1) Fonte: mercado
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Evolução do consumo interno

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>Período: novembro - outubro<br /> Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC<b>
    Período: novembro - outubro
    Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Consumo interno em sacas e per-capita

    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2008

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Produção e participação por Grupos e Portes de Empresas Associadas a Abic - Brasil
    Outubro/2008

    Período de produção considerado:<br /> 2007/2008: nov/07 a out/08<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).</span><br /> Fonte: ABIC
    Período de produção considerado:
    2007/2008: nov/07 a out/08
    Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).
    Fonte: ABIC

    Sondagem Conjuntural da Indústria de Café - SCIC

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Sondagem Conjuntural da Indústria de Café

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2007

    Desempenho da produção e consumo interno

    Período Novembro/2006 a Outubro/2007
    Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

    Índice:

     

     

    O aumento do consumo em 2007

    O consumo interno brasileiro de café continua crescendo de forma acentuada. No período compreendido entre Novembro de 2006 e Outubro de 2007, a ABIC registrou o consumo de 17,1 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 4,74% em relação ao período anterior correspondente (Nov05 a Out/06), quando a demanda apurada havia sido de 16,3 milhões de sacas.

    Já o consumo per capita foi de 5,53 kg de café em grão cru ou 4,42 kg de café torrado, quase 74 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 3,5% em relação ao período anterior (contra 4,5% na última apuração), o que confirma a constatação da pesquisa Interscience, de que os consumidores estão consumindo mais xícaras de café por dia.

    Este resultado coloca o consumo por habitante/ano do Brasil (5,53 kg/hab/ano), em níveis muito semelhantes ao consumo de países como a Alemanha (5,86 kg/hab/ano), a França (5,07 kg/hab/ano) e a Itália (5,63 kg/hab/ano), que estão entre aqueles que apresentam o maior consumo per capita em todo o mundo, segundo dados da OIC - Organização Internacional do Café.

    No Brasil, o consumo interno evoluiu 24,8% desde 2003, de 13,7 milhões de sacas para os atuais 17,1 milhões. O mercado brasileiro também representa 14% da demanda mundial, e 32% do consumo de toda a Europa, incluindo-se os países do leste europeu. Continuamos a representar mais de 50% de todo o consumo interno conjunto dos países produtores de café.

    Neste ano, novamente, quinta vez consecutiva, a ABIC considerou que o crescimento das. empresas não associadas e informais foi menor (2,85%) do que o das empresas associadas (5,63%). A pesquisa atribui para essas empresas, uma variação igual à metade do crescimento do PIB nacional. Esta hipótese é favorável à confiabilidade dos dados, uma vez que traz o numero final para valores menores.

    A importância do consumo interno na produção cafeeira brasileira

    O resultado de 17,1 milhões de sacas representou 50.8% da safra colhida em 2007, que foi de 33,7 milhões de sacas segundo a CONAB. O montante está, também, muito próximo das previsões e expectativas da ABIC para 2007, que era de 17,4 milhões de sacas.

    Para 2008, o crescimento do consumo interno acrescido das exportações em torno de 28 milhões de sacas, resultará numa demanda total de quase 46 milhões de sacas. Com isto, mesmo considerando-se uma nova safra 2007/2008 de grande volume, a ABIC entende que não haverá excedentes do grão, principalmente, porque os estoques físicos até Março/2008 estarão nos menores níveis das últimas décadas. Não se justificariam, portanto, medidas que resultem na restrição da oferta de café ao mercado.

    A ABIC continuará perseguindo a meta de atingir 21 milhões de sacas no ano 2010. Para tanto, o consumo interno deverá crescer 6%, em média, ao ano, incorporando mais de 1,1 milhão de sacas a cada 12 meses. Nos próximos anos, a entidade pretende incrementar e consolidar o mercado de cafés Superiores, Gourmet e Especiais, buscando atender uma demanda cada vez mais evidente entre consumidores brasileiros, mesmo para estes produtos com maior valor agregado. Para tanto, a ABIC, em 2007, ampliou o leque de seus programas de qualidade e certificação, para permitir aos industriais uma inserção mais segura nestes segmentos de produtos diferenciados.

    O Brasil, com este resultado, mantém uma posição importante no cenário mundial do agronegócio café, por ser um dos países onde o consumo interno mais cresce semelhantes aos do Brasil. Esta é uma das maneiras mais efetivas de dar sustentabilidade à cafeicultura mundial, não permitindo, dessa forma, a existência de excedentes do grão tal que a sua cotação possa cair a valores que não remunerem adequadamente os agentes da cadeia produtiva.

    As Razões do Aumento do Consumo


    A ABIC atribui o crescimento do consumo a um conjunto de fatores que se repetem há anos, de forma consistente e duradoura:

    • Melhoria contínua da qualidade do café oferecido aos consumidores, que foi ampliada com o PQC - Programa de Qualidade do Café, lançado pela ABIC em final de 2004 e que, atualmente, já certifica mais de 250 marcas em todo o Brasil. Em 2008, o PQC se complementa com o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que oferece uma garantia de certificação completa desde a lavoura até a xícara, para cafés produzidos de forma sustentável. Além disso, as casas de café ganharam um programa de qualificação, o Círculo do Café de Qualidade - CCQ, com o qual a ABIC deseja estimular o consumo de café fora do lar, sempre com melhor qualidade;
    • Consolidação do mercado de cafés tipo Gourmet ou Especiais, e crescimento do consumo fora-do-lar o que desperta cada vez mais atenção, interesse e curiosidade para o produto junto aos consumidores;
    • Melhora muito significativa da percepção do café quanto aos aspectos dos benefícios para a saúde, como resultado dos grandes investimentos no Programa Café e Saúde, que todo o agronegócio apóia.
    • Melhora das condições econômicas no Brasil, com aumento do consumo e do poder de compra da população, expansão da massa salarial, empregabilidade e crescimento do contingente de consumidores que migraram das classes D e E para a classe C.


    As tendências do consumo

    Em 2007, segundo a pesquisa "Tendências do Consumo de Café no Brasil", 91% dos pesquisados declararam-se consumidores de café. Este valor chegou a 94% em 2006. A pesquisa, entretanto, nesta edição, foi ampliada com mais cidades menores e do interior de vários estados, o que justifica a redução da penetração, que, entretanto, situa-se entre as mais altas entre as diversas categorias de produtos alimentícios e bebidas. Assim, a penetração do café permaneceu estável desde 2003 e acima de 91%, enquanto a pesquisa mostrou uma evolução importante de outras categorias, como achocolatados, sucos e água de coco que, mesmo vendendo menos em volume, apareceram como destaque no consumo em 2007.

    O consumo de café na classe A continua crescendo, em função da oferta de cafés tipo Gourmet, de melhor qualidade e maior valor, bem como, influenciado pelo consumo fora do lar, em cafeterias e casas de café.

    O consumo entre os jovens entre 15 e 19 anos continua sendo um desafio para a indústria de café. Nesta faixa, os números não cresceram.

    A percepção positiva dos benefícios do café junto aos consumidores ainda precisa ser trabalhada com mais intensidade. Entre os consumidores (91%), as eventuais razões para reduzir o consumo por motivos de saúde, aumentaram para 47%, em 2007, depois de registrarem 33% em 2006. Por outro lado, a comunidade médica tem apresentado uma melhora substancial em sua percepção sobre o café. A pesquisa mostra que a recomendação medica para a interrupção do consumo diminuiu de 12% em 2006 para 7% em 2007. Isto mostra a boa influencia do Programa Café e Saúde, desenvolvido pela ABIC em conjunto com o DCAF - Departamento do Café, do Ministério da Agricultura, com aprovação do CDPC - Conselho Deliberativo da Política do Café.

    O consumo fora do lar continua a se ampliar - no trabalho, nas cafeterias, nos restaurantes, panificadoras, etc. - A pesquisa mostra que o consumo fora do lar, considerando as grandes capitais, evoluiu de 32% em 2006 para 36% em 2007.

    Assim, em 2008 seguirá firme a expansão das cafeterias em todo o País, bem como a das empresas estrangeiras que recentemente abriram os seus estabelecimentos em São Paulo. O mercado interno brasileiro se mostra maduro para assimilar inovações e novos produtos.

    Os Investimentos em Publicidade e Promoção


    Os investimentos em promoção e marketing continuam sendo fundamentais para assegurar o consumo de café. Em 2007, as empresas de café ampliaram o seu investimento em marketing e publicidade. As grandes empresas fizeram extensas campanhas em diversas mídias, com investimentos superiores a R$50 milhões. A ABIC investiu R 630 mil de seu Fundo de Marketing, com ações institucionais complementares.

    O Programa Integrado de Marketing - PIM 2007, do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, coordenado pelo DCAF - Departamento do Café, da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia, conta com recursos do FUNCAFE investiu somente R$2,2 milhões no mercado interno, em função da redução da verba publicitária oficial, mas aplicou R$5 milhões para promoção do café no exterior, com participações importantes em feiras, degustações e eventos no Japão, na Coréia, EUA, Alemanha, Romênia, Chile e outros países, além da produção de inúmeros materiais promocionais e informativos sobre os Cafés do Brasil.

    Estes programas têm tido importância fundamental na promoção interna e externa do café, como, por exemplo, no desenvolvimento do Programa Café e Saúde, que objetiva gerar informações e conhecimentos para a comunidade cientifica, médica e consumidores, a respeito dos benefícios do consumo diário e moderado do café para a saúde humana.

    Durante o período dos jogos PAN RIO 2007, na cidade do Rio de Janeiro, foi realizada uma grande ação de divulgação dos benefícios do café para a saúde, cujo tema foi justamente: "CAFÉ TAMBEM É SAÚDE". Durante 30 dias o tema foi divulgado em rádios, em blitz junto ao público, nas cafeterias e, principalmente, nos estádios esportivos onde houve competição dos Jogos Pan Rio 2007.

    Importante foi, também, a realização das Exposições Itinerantes Cafés do Brasil, que percorreu 13 capitais e grandes cidades brasileiras, montadas em shoppings centers, que levaram educação, informação e conhecimento sobre o café, desde a lavoura até a sua preparação em diversos tipos de cafeteiras, além de dicas sobre as diferenças no sabor e aroma resultantes de pontos de torra e moagens diferentes. Esta ação também foi o resultado de convênio da ABIC com o MAPA-DCAF.

    A concentração no setor se amplia


    A concentração do setor torrefador continua acontecendo, como nos anos anteriores. Assim, as 5 maiores empresas participaram com 37,84% do mercado total de torrado/moído, contra 36,93% no ano anterior. Já as 100 maiores empresas ampliaram sua participação para 62,72% contra 61,94% no ano anterior. Considerando-se o volume industrializado somente pelas empresas associadas da ABIC (quase 11 milhões de sacas em 2007), entretanto, as 10 maiores empresas foram responsáveis por 70,2% da produção, enquanto as 35 maiores concentraram quase 85% da produção. As pequenas empresas associadas da ABIC, em numero de 331, foram responsáveis por somente 7,88% da produção. O número de empresas do setor está crescendo. Em 2005 a ABIC contabilizava 1171 empresas em todo o Brasil, mas em 2007, esse numero chegou a 1222 (empresas que a ABIC conseguiu localizar e coletar amostras de seus produtos).

    As expectativas para 2008


    Para 2008, a ABIC tem a expectativa de que o consumo interno evolua para 18,1 milhões de sacas. Os preços médios ao consumidor poderão evoluir na medida do eventual aumento do custo do grão cru que, entretanto, se prevê ficar estável durante o ano. Em 2007, os preços ao consumidor evoluíram somente 9,5%, na média. As vendas do setor alcançaram R$6,4 bilhões em 2007, contra R$5,4 bilhões em 2006. Para 2008, a expectativa é chegarem a R$6,8 bilhões.

    A ABIC confia que os seus vários programas de qualidade do café e de educação dos consumidores, que deverão se consolidar em 2008, poderão impulsionar o consumo e a demanda por cafés de maior valor agregado. São eles, o Selo de Pureza; o PQC - Programa de Qualidade do Café; o CCQ - Circulo do Café de Qualidade; o PCS - Cafés Sustentáveis do Brasil e o Café na Merenda, Saúde na Escola.

    As ameaças ao aumento do consumo em 2008


    A ABIC enxerga algumas ameaças para o desempenho do setor e para o consumo em 2007. Elas concentram-se nas incertezas quanto à disponibilidade da matéria-prima (grão cru), uma vez que os estoques físicos brasileiros estão em nível muito baixo. A safra a ser colhida, mesmo que se situe entre 46 e 48 milhões de sacas, deverá ser inteiramente demandada pela exportação e consumo interno. A expectativa é de um mercado justo e pouco ofertado. Dessa forma, a ABIC entende que não se justificaria a adoção de nenhuma medida artificial que restrinja a oferta do grão ao mercado, como cogitado em alguns meios há alguns meses. Por isso, mesmo com os estoques oficiais totalmente zerados, a entidade entende que não se deve discutir a sua recomposição.

    O crescimento do consumo de outras categorias de bebidas, detectada na pesquisa Tendências do Consumo de Café no Brasil - 2007, preocupa, inclusive pelo crescimento da classe C, que pode desejar experimentar novos produtos, mas não deve representar uma efetiva ameaça em 2008.Outra ameaça prende-se à observação da eventual deterioração da qualidade em parte das marcas de café, notadamente, aquelas de preços inferiores. Para coibir este fato, a ABIC, que dispõe de vários programas de monitoramento da qualidade do café oferecido aos consumidores como o Selo de Pureza e o PQC - Programa de Qualidade do Café, conta, também, com a edição da nova Norma e Regulamento Técnico para o Café, pelo Ministério da Agricultura, cujo texto está sendo encaminhado para consulta pública no início de 2008.

    A necessidade de um plano de longo prazo para o desenvolvimento do agronegócio Cafés do Brasil

    "Os desafios para superar as ameaças ao crescimento do agronegócio café, desde a lavoura até o consumidor, são inúmeros. Eles alcançam o aumento da produtividade da cafeicultura para incrementar sua rentabilidade e competitividade, com a inserção competitiva da agricultura familiar e da grande maioria dos pequenos cafeicultores, o posicionamento estratégico do Brasil no mercado mundial de café, o investimento na inovação e na renovação do parque industrial, a conquista de novos mercados para produtos com maior valor e a definição de instrumentos que assegurem a expansão da exportação e do consumo interno, com vantagens equivalentes para todos os setores da cadeia produtiva. A ABIC e a indústria de café entendem que os Cafés do Brasil não comportam mais uma gestão feita sempre através de medidas de caráter emergencial e propõe a elaboração de um amplo plano de desenvolvimento para o agronegócio café, que contemple as metas e as necessidades de todos os setores da cadeia produtiva, no horizonte dos próximos 10 anos tal que assegure a sustentabilidade econômica de todos os agentes e consolide a liderança mundial do Brasil no negócio mundial do café", diz o Presidente da ABIC, Guivan Bueno.

    Tabela - Evolução do consumo interno de café - produção total anual
    Outubro/2007

    Volume em sacas de 60 kg<br /> (1) Fonte: mercado<br /> Fonte: ABIC
    Volume em sacas de 60 kg
    (1) Fonte: mercado
    Fonte: ABIC

    Gráfico - Evolução do consumo interno


    Gráfico - Comparativo do consumo interno


    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil   
    Novembro de 2006 a outubro de 2007 (volume em sacas de 60 Kg)

    Base do nº de empresas - através das coletas        de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza e dados atualizados dos sindicatos        regionais.<br /> Fonte: ABIC
    Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza e dados atualizados dos sindicatos regionais.
    Fonte: ABIC

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>Período: novembro - outubro<br /> Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC<b>
    Período: novembro - outubro
    Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC
       

    Gráfico - Consumo interno em sacas e per-capita

     

    Produção e participação por Grupos de Empresas - Brasil
    Outubro/2007

    Obs.: Associadas + Não associadas<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2005/2006: nov/05 a out/06<br /> 2006/2007: nov/06 a out/07<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído.</span><br /> Fonte: ABIC
    Obs.: Associadas + Não associadas
    Períodos de produção considerados:
    2005/2006: nov/05 a out/06
    2006/2007: nov/06 a out/07
    Considerado somente café torrado e moído.
    Fonte: ABIC
     


    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2007

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC



    Produção e participação por Grupos e Portes de Empresas Associadas a ABIC - Brasil
    Outubro/2007

    Período de produção considerado:<br /> 2006/2007: nov/06 a out/07<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).</span><br /> Fonte: ABIC
    Período de produção considerado:
    2006/2007: nov/06 a out/07
    Considerado somente café torrado e moído (entre associadas da Abic).
    Fonte: ABIC


    Variação da produção anual - Empresas Associadas Abic
    Comparativo 2005/06 x 2006/07

    </b>% indica a proporção de empresas em relação        ao total de indústrias associadas (404)<br /> 143 empresas correpondentes a 35,40% do total aumentaram a produção<br /> 159 empresas correpondentes a 39,36% do total diminuíram a produção</p>
<p style="text-align: justify;">102 empresas correpondentes a 25,25% do total mantiveram a produção<b>
    % indica a proporção de empresas em relação ao total de indústrias associadas (404)
    143 empresas correpondentes a 35,40% do total aumentaram a produção
    159 empresas correpondentes a 39,36% do total diminuíram a produção

    102 empresas correpondentes a 25,25% do total mantiveram a produção



    Gráfico da variação da produção anual 2005/06 x 2006/07 - Empresas Associadas


    Aumento da produção anual das empresas por grupo e porte - Empresas Associadas ABIC

    As maiores empresas aumentaram sua produção em 13,41% e as menores em 25,21%<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2005/2006: nov/05 a out/06<br /> 2006/2007: nov/06 a out/07
    As maiores empresas aumentaram sua produção em 13,41% e as menores em 25,21%
    Períodos de produção considerados:
    2005/2006: nov/05 a out/06
    2006/2007: nov/06 a out/07


    Gráfico - Aumento da produção anual - comparativo 2005/06 x 2006/07


    Diminuição da produção anual das empresas por grupo e porte - Empresas Associadas Abic

    </b>As maiores empresas diminuíram sua produção em 5,65% e as menores em 21,65%<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2005/2006: nov/05 a out/06<br /> 2006/2007: nov/06 a out/0<b>
    As maiores empresas diminuíram sua produção em 5,65% e as menores em 21,65%
    Períodos de produção considerados:
    2005/2006: nov/05 a out/06
    2006/2007: nov/06 a out/0

         
    Gráfico - Diminuição da produção anual - comparativo 2005/06 x 2006/07

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2006

    Desempenho da produção e consumo interno em 2006

    Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

    O Aumento do Consumo em 2006

    O consumo interno brasileiro de café em 2006 voltou a crescer de forma acentuada. No período compreendido entre Novembro de 2005 e Outubro de 2006, a ABIC registrou o consumo de 16,33 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 5,10% em relação ao período anterior correspondente (base 2005), quando o volume apurado havia sido de 15,53 milhões de sacas. A diferença de 800 mil sacas em apenas um ano é maior que o consumo anual de muitos países produtores de café. O mercado brasileiro representa 14% da demanda mundial, e mais de 50% do consumo interno de todos os 57 países produtores de café, um volume estimado pela Organização Internacional do Café - OIC em 31 milhões de sacas/ano.

    O consumo mundial, segundo a OIC, cresce apenas 1,5% ao ano, na média. No Brasil, o consumo interno evoluiu 19,2% desde 2003, crescendo de 13,7 milhões de sacas para as atuais 16,33 milhões.


    O consumo por habitante/ano (per capita) foi de 4,27 kg de café torrado, quase 70 litros para cada brasileiro, registrando uma evolução de 3,9% em relação a 2005 (contra 2,7% no período anterior de 2005), o que confirma a constatação da pesquisa realizada pela InterScience, de que as pessoas estão consumindo mais xícaras de café por dia.

    A Importância do Consumo Interno na Produção Cafeeira


    O resultado de 16,33 milhões de sacas em 2006 representou 38% da safra colhida naquele ano, o que é um resultado excepcional considerando-se que a safra 2006/2007 foi uma das maiores da história da cafeicultura brasileira. O montante está, também, muito próximo das previsões e expectativas da ABIC para o período, que eram de 16,5 milhões de sacas, dentro do objetivo de atingir os 21 milhões de sacas no ano 2010. Para 2007, que terá uma safra menor, estimada em 33 milhões de sacas pela CONAB, o consumo brasileiro poderá representar 52% de todo o café colhido no ano.

    Para atingir a meta de 21 milhões de sacas em 2010, o consumo interno deverá crescer 6%, em média, ao ano, incorporando mais de 1,1 milhão de sacas a cada 12 meses.

    Com este resultado, o Brasil mantém uma posição importante no cenário mundial do agronegócio café, por ser um dos países onde o consumo interno de café mais cresce. Esta condição, reconhecida pela própria OIC - Organização Internacional do Café, com sede em Londres, fez com esta entidade esteja recomendando aos demais paises produtores de café, em todo o mundo, para que adotem programas internos de ampliação do consumo, semelhantes aos do Brasil, como uma das formas mais efetivas de dar sustentabilidade à cafeicultura mundial, não permitindo, dessa forma, a existência de excedentes do grão, o que faria a cotação cair a valores que não remunerem adequadamente a comunidade de produtores.

    As Razões do Aumento do Consumo

    A ABIC atribui o crescimento do consumo a um conjunto de fatores que se repete há anos, de forma consistente e duradoura. Entre estes fatores estão:

    • Melhoria contínua da qualidade do café oferecido aos consumidores, que foi ampliada com o PQC - Programa de Qualidade do Café, lançado pela ABIC em final de 2004 e que, atualmente, já certifica mais de 160 marcas em todo o Brasil;
    • Consolidação do mercado de cafés tipo Gourmet ou Especiais, diferenciados e de alta qualidade, que despertam cada vez mais a atenção, o interesse e a curiosidade junto aos consumidores. Esses cafés foram, inclusive, apontados na pesquisa Interscience como um dos fatores mais importantes para a conquista de novos consumidores, principalmente, entre os jovens;
    • Melhora muito significativa da percepção do café quanto aos aspectos dos benefícios para a saúde, como resultado dos grandes investimentos no Programa Café e Saúde, que todo o agronegócio apóia.
    • Todos estes fatores implicaram, também, em maiores investimentos da indústria de café em expansão do parque produtivo, em tecnologia, inovação e marketing, em montante que atingiu cerca de R$ 130 milhões em 2006.


    Tendência de mercado e consumo

    Em 2006, segundo a pesquisa "Tendências do Consumo de Café no Brasil", 94% dos entrevistados declararam-se consumidores de café. Este valor era de 91% em 2003, primeiro ano da pesquisa, o que demonstra que o universo de consumidores vem crescendo, além do aumento da demanda per capita.

    A percepção positiva do café junto aos consumidores melhorou muito em conseqüência da campanha de informação sobre Café e Saúde, feita pelo CDPC - Conselho Deliberativo da Política do Café, com apoio do DCAF - Departamento do Café da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia, do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do setor privado e, especialmente, da ABIC.

    Entre os Não-Consumidores (6% da população), a alegação de que o café faz mal à saúde reduziu-se de 68% em 2005 para 33% em 2006. Entre os Consumidores (94%), as eventuais razões para reduzir o consumo por motivos de saúde, também caíram de 42% em 2005 para 33% em 2006.

    O consumo fora do lar continua a se ampliar - no trabalho, nas cafeterias, nos restaurantes e aumentou em 4% o total de consumidores que tomam café todo o dia. A pesquisa mostra também que há mais interesse em adquirir novas cafeteiras para uso doméstico e que o consumo aumentou mais nas classes A/B, em conseqüência da demanda por cafés mais elaborados, de melhor qualidade, certificados, e com sabor e aroma marcante, que são os fatores determinantes do consumo.

    O ano 2006 marcou, também, a entrada no mercado brasileiro de novas cadeias de casas de café estrangeiras e o anúncio de investimentos de empresas européias, tudo contribuindo para confirmar o interesse despertado pelo tamanho do mercado interno brasileiro, que se mostra maduro para assimilar inovações e novos produtos.

    Os Investimentos em Publicidade e Promoção


    Os investimentos em promoção e marketing foram fundamentais para assegurar o aumento do consumo de café. Ao lado das iniciativas das empresas do setor, destacou-se a aplicação de R$ 5,0 milhões com recursos do Funcafé- Fundo de Defesa da Cafeicultura, através do PIM - Programa Integrado de Marketing 2006, coordenado pelo DCAF - Departamento do Café, da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A eles, somaram-se as contrapartidas privadas neste programa, em valor superior a R$ 2,0 milhões e o Fundo Especial de Marketing, no valor de R$ 655 mil, constituído pela ABIC com contribuições extraordinárias dos seus associados torrefadores. No ano 2007, este Fundo da ABIC terá investimentos de R$ 965 mil, bancado pelos torrefadores associados.

    Para este ano, o Programa Integrado de Marketing - PIM 2007, do MAPA-CDPC, prevê a alocação de mais recursos para Publicidade e Promoção dos Cafés do Brasil aqui e no exterior: de R$ 13,0 milhões, contra R$ 5,0 milhões que foram integralmente utilizados em 2006.

    O mercado interno vai receber R$ 8,0 milhões em 2007, provenientes do Funcafé, para continuar alavancando o crescimento do consumo no Brasil, por meio do Programa Café e Saúde; de apoio para os Concursos de Qualidade; para veiculação de mensagens informativas e educativas sobre o café na mídia de massa, revistas, TV, cinemas e de um inédito programa de exposições itinerantes, sobre café, em shopping centers, bem como na participação do Pan Rio 2007.

    Para a promoção dos Cafés do Brasil no exterior, o PIM 2007 vai alocar R$ 5,0 milhões, que serão aplicados em feiras, exposições, projetos compradores, road-shows, apoio às iniciativas no mercado asiático e, inclusive, uma preparação para ações durante as Olimpíadas na China em 2008.

    Todos estes programas têm tido importância fundamental na promoção interna e externa do café, como, por exemplo, no desenvolvimento do Programa Café e Saúde, que objetiva gerar informações e conhecimentos para a comunidade científica, médica e consumidores, a respeito dos benefícios do consumo diário e moderado do café para a saúde humana.

    Pesquisas, produção de boletins e Cartas Médicas destinadas aos profissionais da saúde (120 mil exemplares), geração e transmissão via TV e Internet de conteúdo médico-científico para a comunidade médica brasileira (70 horas de conteúdo em TV), manutenção e atualização permanente do site Café e Saúde, folhetos com informações para os consumidores (1,7 milhão de exemplares), tudo isto foi produzido em 2006.

    A concentração no setor se amplia


    A concentração do setor torrefador continua acontecendo, como nos anos anteriores. Em 2006, as 5 maiores empresas torrefadoras participaram com 36,93% do mercado de torrado/moído, contra 33,45% no ano anterior. Já as 100 maiores empresas ampliaram sua participação para 62,60% contra 59,66% no ano anterior (tabela 6).

    Exportação de Café Industrializado


    A exportação de café torrado/moído também apresentou um excelente desempenho. O valor das vendas alcançou US$ 24,47 milhões contra US$ 16,69 milhões em 2005, isto representando um salto de 46%. Em relação a 2002, quando estes negócios efetivamente tiveram início, a evolução foi de 504%. O incentivo às exportações é feito pela ABIC por meio do PSI - Programa Setorial Integrado de Exportação de Café Torrado e Moído, realizado em convênio com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos - APEX Brasil, do Ministério do Desenvolvimento.

    As exportações brasileiras de café industrializado estão sendo mais bem sucedidas em mercados e segmentos que demandam cafés de alta qualidade, e que pagam maior valor unitário. O preço médio do café exportado foi de US$ 4,55/kg em 2006 contra US$ 4,00/kg, em 2005 (14% de aumento).

    As exportações de café torrado/moído em 2007 podem alcançar US$ 32 milhões, com os EUA figurando como maior mercado comprador e o Mercosul surgindo como boa opção de negócios (5% das vendas).

    As Expectativas para 2007

    Para 2007, a ABIC tem a expectativa de que o consumo interno evolua para 17,4 milhões de sacas (52% da safra a ser colhida). Em valor, considerando a apreciação dos preços do grão cru no mercado mundial e no mercado físico brasileiro, em função da oferta menor do que a demanda, pois a safra brasileira será pequena, estima-se que os preços do produto aumentem entre 20% e 25% para os consumidores, na média. Com isto, as vendas do setor podem alcançar R$ 7,0 bilhões em 2007, contra R$ 5,4 bilhões em 2006.

    Entretanto, os bons resultados em volume e expansão do mercado interno ainda não representam recuperação da rentabilidade do setor. De fato, o preço do café aos consumidores evoluiu somente 17% entre Julho/1994 e Dezembro/2006, contra uma variação da Cesta Básica Nacional de 135%.

    É importante lembrar que o café representava 12% do custo da cesta básica em 1994 e seu valor relativo caiu para somente 5,7% em 2006. Esta perda de valor do produto está repercutindo muito fortemente no setor, que tem inúmeras pequenas empresas em situação critica. A evolução dos preços prevista para 2007 pode representar a salvação de uma boa parcela dessas empresas, quando não do setor como um todo, sem o risco de perda do consumo, uma vez que o preço do café para os consumidores encontra-se em nível muito pouco significativo.

    As Ameaças ao Aumento do Consumo

    A ABIC enxerga algumas ameaças para o desempenho do setor e para o consumo em 2007. Elas concentram-se nas incertezas quanto à disponibilidade da matéria-prima, o grão cru, uma vez que os estoques físicos brasileiros estão em nível baixo; os estoques oficiais de cafés antigos, de 1,9 milhão de sacas, são insuficientes, e a safra prevista representa um déficit potencial de 6 a 8 milhões de sacas.

    Com a exportação brasileira tendo atingido 27 milhões de sacas em 2006, parece que a disponibilidade do grão não será suficiente para a demanda conjunta com a do consumo interno.

    Outra ameaça prende-se á observação de deterioração da qualidade em parte de algumas marcas de café, notadamente, aquelas de preços inferiores. A ABIC dispõe de dois programas de monitoramento da qualidade do café oferecido aos consumidores - o Selo de Pureza e o PQC - Programa de Qualidade do Café. A entidade observa com muita preocupação que há um comércio de grãos verdes de péssima qualidade, estimulado por alguns comerciantes de café, e destinado às marcas que não têm compromisso com a oferta de uma qualidade minimamente recomendável, mas, somente com a prática de preços excessivamente baixos.

    A oferta de cafés de má qualidade, mesmo que em parcela menor do mercado, é um grande perigo para os objetivos de se continuar ampliando o consumo. A ABIC defende que a ampliação do consumo está diretamente relacionada com a oferta de produtos com qualidade cada vez melhor.

    A solução para esta questão passa por uma atitude firme e urgente do Ministério da Agricultura, que precisa, por força de Lei, produzir e atualizar as legislações para o café em grão cru e café industrializado, de modo a coibir a comercialização de matérias-primas com qualidade inferior e excesso de grãos defeituosos, bem como coibir a oferta, aos consumidores, de produtos com qualidade não recomendável.

    Essa defesa firme e transparente da qualidade do café para os consumidores brasileiros não pode, entretanto, restringir-se aos programas da ABIC, mas deve, também, ser efetivamente abraçada pelos produtores, cooperativas, comerciantes de café verde e industriais de café do Brasil.

    Nesse sentido, merece aplauso a iniciativa dos governos da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais que, em 2006, criaram, por decreto dos governadores, regras para a adoção de critérios de qualidade mínima nas aquisições e licitações de café para o consumo dos organismos públicos daqueles estados.

    A ABIC estimulou este movimento distribuindo, em todo o Brasil, seu guia NMQ - Nível Mínimo de Qualidade para o Café, contendo orientações e sugestões para esta iniciativa que hoje já é utilizada, também, no Estado de São Paulo, em inúmeras Prefeituras, pelo Exercito Brasileiro, pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pela Secretaria da Receita Federal, Tribunais Regionais do Trabalho e outros organismos.

    Gráfico 1

    Gráfico 2

    Gráfico 3

    Gráfico 4

    Tabela 1

    Evolução do consumo interno de café - produção total anual - Outubro/2006

    Evolução do consumo interno de café - produção média mensal - Outubro/2006

    </b>Volume em sacas de 60 kg<br /> (1) Fonte: mercado<br /> Fonte: ABIC<b>
    Volume em sacas de 60 kg
    (1) Fonte: mercado
    Fonte: ABIC

    Tabela 2

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Novembro de 2005 a outubro de 2006 (volume em sacas de 60 Kg)

    </b>Base do nº de empresas - através das coletas        de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - dez/2002-out/2006 e dados atualizados        dos sindicatos regionais.<br /> Fonte: ABIC<b>
    Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - dez/2002-out/2006 e dados atualizados dos sindicatos regionais.
    Fonte: ABIC

    Tabela 3

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>Período: novembro - outubro<br /> Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC<b>
    Período: novembro - outubro
    Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Tabela 4

    Produção industrial de café no Brasil - Resumo por região e estado
    Outubro/2006

    </b>Foram consideradas as empresas com marcas        analisadas desde dez/2002 e dados atualizados dos sindicatos regionais.<br /> Volume mensal em sacas de 60kg<br /> Não inclui consumo não-cadastrado (158.261 sacas/mês)<br /> Fonte: ABIC<b>
    Foram consideradas as empresas com marcas analisadas desde dez/2002 e dados atualizados dos sindicatos regionais.
    Volume mensal em sacas de 60kg
    Não inclui consumo não-cadastrado (158.261 sacas/mês)
    Fonte: ABIC

    Tabela 5

    Relação das 20 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2006

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Tabela 6

    Produção e participação por Grupos de Empresas - Brasil
    Outubro/2006

    </b>Obs.: Associadas + Não associadas<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2004/2005: nov/04 a out/05<br /> 2005/2006: nov/05 a out/06<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído.</span><br /> Fonte: ABIC<b>
    Obs.: Associadas + Não associadas
    Períodos de produção considerados:
    2004/2005: nov/04 a out/05
    2005/2006: nov/05 a out/06
    Considerado somente café torrado e moído.
    Fonte: ABIC

    Tabela 7

    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2006

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2005

    Pesquisa semestral da produção de café torrado e moído
    Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

    Desempenho da Indústria de Café no período de novembro de 2004 a outubro de 2005

    O levantamento semestral da produção e consumo de café torrado e moído no Brasil, realizada pela ABIC para o período de 12 meses encerrado em Outubro de 2005, continuou revelando um crescimento significativo quando comparado com os padrões mundiais.

    De fato, o levantamento concluiu que os brasileiros já estão consumindo 15,54 milhões de sacas/ano, um crescimento de 3,96% em relação aos 12 meses encerrados em Outubro de 2004 (Tabela 1), enquanto que a media mundial se situa em torno de 1,5% ao ano. Pesquisa junto aos consumidores mostrou que 93% da população brasileira declara que toma café regularmente.

    As indústrias de café processaram 15,54 milhões de sacas no período contra 14,95 milhões de sacas no período anterior - Novembro de 2003 a Outubro de 2004. Este acréscimo de 600 mil sacas em apenas um ano, é maior do que o consumo anual de muitos países da América e da África.
       
    Com o consumo de 15,54 milhões de sacas, o Brasil representa 13% de todo o consumo mundial de café e 51% do que todos os países produtores do grão consomem em conjunto (cerca de 31 milhões de sacas/ano).

    O consumo per capita evoluiu 2,5%, atingindo 4,11 kg de café em pó torrado/moído por habitante.ano, contra 4,01 kg/hab.ano no ano anterior (Gráfico 3 e Tabela 3), o que aproxima ainda mais o consumo brasileiro dos padrões europeus e americano.

    A ABIC considera que o consumo per capita ainda pode se elevar continuamente, uma vez que o mercado brasileiro tem suficiente capacidade para assimilar inovações e aprimoramentos no produto, através da contínua melhoria da qualidade.

    O levantamento da ABIC considera algumas hipóteses conservadoras, e se baseia quase integralmente no aumento declarado pelas 459 empresas associadas, que respondem por 70% do café industrializado torrado/moído no País. De fato, essas empresas indicaram um crescimento de 5,53% em relação a sua produção aos doze meses encerrados em Outubro/2004, enquanto que a ABIC assumiu, para as empresas não-associadas (cujo cadastro a entidade mantém atualizado) um crescimento de apenas 1,50% (metade do crescimento do PIB brasileiro). O consumo de café solúvel registrou um crescimento de 7,90%, segundo informações do setor, o que mostra um avanço importante, e que reflete o interesse pelas inovações introduzidas no setor, como os cappuccinos industrializados, os cafés preparados com leite e outros. Por outro lado, para o Consumo Interno Não Declarado não foi feita atualização (crescimento igual a zero).

    O resultado de 15,54 milhões de sacas, entretanto, é inferior ao projetado pela entidade, que esperava atingir 15,8 milhões de sacas em 2005. A ABIC entende que o resultado reflete a retração de vendas verificada pelo varejo supermercadista no segundo semestre do ano, e que também foi sentida através do crescimento modesto da economia, como um todo, no período.

    Para o ano 2006, a ABIC projeta o consumo de 16,5 milhões de sacas, representando uma evolução de 6%, dentro da meta de longo prazo que pretende alcançar 21 milhões de sacas em 2010.

    As vendas do setor podem ter atingido R$ 4,7 bilhões em 2005, se consideradas ao preço médio atual. Neste período, os preços do café ao consumidor evoluíram 18%, na média, na cidade de São Paulo, atingindo R$ 9,00/kg em Dezembro. Em 2006, as vendas podem atingir R$ 5,59 bilhões, um aumento de 19% que resultaria do crescimento dos volumes em 6%, acrescido da esperada elevação dos preços médios unitários de 12% em relação aos preços médios de 2005, em virtude da recuperação dos preços do café verde (que começou a acontecer já em Janeiro de 2006).

    O ranking das 20 maiores empresas (Tabela 5) manteve a mesma configuração do levantamento anterior (maio/04 a abril/05). A pesquisa presente traz, também, uma indicação do ranking do setor em Fevereiro/2006, considerando as recentes aquisições e fusões entre empresas, havidas em Dezembro/05 e Janeiro/06.

    A concentração do setor torrefador continua a se manifestar (Tabela 7). Assim, as 5 maiores empresas do setor ampliaram sua participação de 32,45% no período anterior, para 33,26%. Quanto as 100 maiores, o aumento da participação foi de 60,16% para 61,14%.

    Os fatores que explicam o crescimento do consumo de café no Brasil, na opinião da ABIC, continuam ligados não somente à melhora do poder de compra, mas, sobretudo, às ações de promoção do produto, melhoria de qualidade, com o estímulo aos cafés diferenciados e de alta qualidade, bem como, ao novo Programa de Qualidade do Café - PQC. Campanhas institucionais patrocinadas pela ABIC, por outras organizações e pelo Conselho Deliberativo de Política Cafeeira - CDPC, e o aumento do investimento em marketing pelas empresas, completam um cenário de sustentação ao consumo de café.

    O estímulo ao aumento do consumo de café também contou com a campanha "Café - O Ritmo do Brasil" criada pelo Grupo Gestor de Marketing do CDPC, com a participação de todos os setores que compõe o agronegócio café e membros do Ministério da Agricultura, coordenados pela SPC - Secretaria de Produção e Comercialização.

    Esta campanha já foi veiculada em rede nacional de TV e, posteriormente, adquirida por diversas empresas que veicularam o filme em seus estados e regiões de influência. A ABIC estima que o setor tenha investido cerca de R$65 milhões em marketing e inovação, em 2005, sendo que, destes, R$5,0 milhões o foram em virtude de iniciativas compartilhadas entre empresas e coordenadas pela ABIC, como o filme Café - O Ritmo do Brasil. Com isto, a entidade está conseguindo estimular suas associadas a investirem mais recursos em marketing e publicidade, o que tem reflexos no aumento do consumo.

    Além disso, as indústrias associadas da ABIC criaram um fundo de R$650 mil para custear projetos, ações e materiais promocionais, publicitários e educacionais para o café. Dentro deste Programa de Marketing da ABIC foram desenvolvidos, também, 4 filmes sobre Café e Saúde que estão sendo adquiridos por empresas associadas para veiculação regional.

    Os Programas de Café e Saúde, que têm tido grande repercussão nos meios acadêmicos, médicos e junto à imprensa, estão desmistificando preconceitos existentes para a bebida, induzindo o consumo e atraindo novos consumidores.

    O 2º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, em Novembro de 2005, foi um grande sucesso, como a sua primeira versão do ano anterior.

    Para o ano 2006, várias ações estão sendo intensificadas e, dentre elas, há promoção e disponibilização dos seguintes elementos:

    • Mídia em TV nacional
    • Mídia em TV regional
    • Filme Café. O Ritmo do Brasil
    • Filmes Café e Saúde
    • Material sobre "Café e Saúde"
    • Jogos Educativos na Internet
    • Festival de Café no Inverno
    • Comemoração do Dia Nacional do Café
    • 3a Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil
    • Eventos Sabor da Colheita
    • Feiras do varejo supermercadista
    • Programas de Certificação de Qualidade ABIC

    A participação do varejo supermercadista, que está modernizando o conceito de venda de café e ampliando a oferta de produtos diferenciados e de alta qualidade, com maior valor agregado, tem o apoio da ABIC, e tem servido como alavanca deste movimento de crescimento do consumo. As principais redes varejistas do País, como Pão de Açúcar, Carrefour, Sonae, Zaffari, Verde Mar e estabelecimentos de especialidades, como a Casa Santa Luzia e Emporium, já aderiram a este movimento e têm experimentado ótimo resultado, com aumento das vendas e demanda crescente. As casas de café, que são inauguradas a todo mês, complementam este ambiente favorável ao consumo do produto.

    A ABIC, em função destes resultados, tem definida uma meta para o consumo interno de café no Brasil. A entidade quer alcançar 21 milhões de sacas até o final do ano 2010, posicionando o Brasil como o maior consumidor de café.

    A ABIC, entretanto, considera que esta meta exigirá do setor, maiores investimentos em inovação, tecnologia e marketing, do que os padrões atuais. A indústria, de maneira geral, perdeu lucratividade ao longo dos últimos 10 anos, com redução de reservas e de estoques. A ampliação dos investimentos implicará, portanto, num novo programa de ações de valorização dos produtos, com agregação de valor e busca continua de melhores resultados.

    Gráfico 1

    </b>Ano - período: novembro a outubro<b>
    Ano - período: novembro a outubro

    Gráfico 2

    Gráfico 3

    </b>Ano - período: novembro a outubro<b>
    Ano - período: novembro a outubro

    Tabela 1

    Evolução do consumo interno de café - produção total anual

    Evolução do consumo interno de café - produção média mensal - Outubro/2005

    </b>(1) Informação prestada pela ABICS<br /> Fonte: ABIC<b>
    (1) Informação prestada pela ABICS
    Fonte: ABIC

    Tabela 2

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Novembro de 2004 a Outubro de 2005 (em sacas de 60 Kg)

    </b><b><b>Base do nº de empresas - através das coletas        de café  efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - jun/2002-out/2005 e dados  atualizados        dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS<br /> Fonte: ABIC</b></b><b>
    Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - jun/2002-out/2005 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS
    Fonte: ABIC

    Tabela 3

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b><b><b><b>Período: novembro - outubro<br /> Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC</b></b></b><b>
    Período: novembro - outubro
    Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Tabela 4

    Produção industrial de café no Brasil - Resumo por região e estado
    Outubro/2005

    </b><b><b><b><b>Foram consideradas as empresas com marcas        analisadas  desde jun/2002 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES,        RJ,  MG, SP, PR e RS.<br /> Volume mensal em sacas de 60kg<br /> Não inclui consumo não-cadastrado (153.950 sacas/mês)<br /> Fonte: ABIC
    Foram consideradas as empresas com marcas analisadas desde jun/2002 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS.
    Volume mensal em sacas de 60kg
    Não inclui consumo não-cadastrado (153.950 sacas/mês)
    Fonte: ABIC

    Tabela 5

    Relação das 20 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2005

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Tabela 6

    Relação das 10 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Posição em Fevereiro/2006, após fusões e aquisições

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Tabela 7

    Produção e participação por Grupos de Empresas - Brasil
    Outubro/2005

    </b></b></b></b></b></b></b></b><b><b><b><b><b><b><b><b><b><b>Obs.: Associadas + Não associadas<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2003: novembro/03 a outubro/04<br /> 2004: novembro/04 a outubro/05<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído.</span><br /> Fonte: ABIC</b></b></b></b></b></b></b></b></b></b><b><b><b><b><b><b><b><b>
    Obs.: Associadas + Não associadas
    Períodos de produção considerados:
    2003: novembro/03 a outubro/04
    2004: novembro/04 a outubro/05
    Considerado somente café torrado e moído.
    Fonte: ABIC

    Tabela 8

    Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
    Outubro/2005

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

     

     

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2004

    Pesquisa e relatório da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café.
    Desempenho da Indústria de Café no período de novembro de 2003 a outubro de 2004

    O consumo e a produção de café torrado e moído no Brasil encontraram um novo e surpreendente ritmo de crescimento em 2004. O levantamento semestral que a ABIC realiza entre as suas 480 empresas associadas de todo o País, revela que houve um crescimento de 8,97% na produção e consumo de café, no período compreendido entre Novembro de 2003 e Outubro de 2004 (tabela 4).

    Este crescimento assume especial significado quando comparado ao crescimento médio anual do consumo em todo o mundo, estimado em apenas 1,5%.

    Dessa forma, o consumo interno de café no Brasil cresceu quase seis (6) vezes mais que a média mundial.

    As indústrias de café processaram 14,946 milhões de sacas no período contra 13,71 milhões de sacas no período anterior - Novembro de 2002 a Outubro de 2003. Este acréscimo de 1,2 milhões de sacas em apenas um ano, é maior do que o consumo anual de muitos países da América e da África, e deve despertar para o Brasil, um interesse renovado entre os produtores, uma vez que supera, em muito, as melhores projeções do aumento de consumo em países emergentes para o produto, com a China e a Rússia.

    Com o consumo de 14,946 milhões de sacas, o Brasil representa 13% de todo o consumo mundial de café e mais de 50% do que todos os países produtores do grão consomem em conjunto.

    A meta da ABIC para o consumo interno de café em 2004 era de 14,2 milhões de sacas, que foi largamente superada. O grande objetivo da entidade, definido com o lançamento do PQC - Programa de Qualidade do Café, é alcançar 16 milhões de sacas em 2006, o que parece estar bastante próximo.

    As razões que explicam este crescimento podem estar relacionadas a:

    • Melhora do poder aquisitivo da população em função do aumento da massa salarial, da estabilidade da economia e da recuperação do emprego;
    • Recuperação do interesse pelo café - o brasileiro está redescobrindo o café como bebida e como hábito - em função do grande número de campanhas, eventos, matérias de imprensa e ações desenvolvidas pelas indústrias, principalmente, através de suas entidades de representação;
    • Melhora da qualidade do produto, através da ampliação da oferta de cafés gourmet, especiais e de alta qualidade, com um número significativo de novos produtos sendo lançados a cada mês, em diversas regiões do Brasil;
    • Ambiente favorável ao café, gerado pelo Programa de Qualidade do Café da ABIC, cujo lançamento foi precedido de um grande número de ações e eventos preliminares de sensibilização do setor, do varejo e dos consumidores, com a conseqüente melhora da qualidade de diversas marcas de café, do tipo Tradicional;
    • Ampla repercussão junto à imprensa e ao público, dos assuntos relacionados ao tema Café e Saúde, que tiveram, inclusive, ações financiadas pelo Programa Integrado de Marketing do CDPC - Conselho Deliberativo da Política de Café, do Ministério da Agricultura.

    Para 2005, a ABIC projeta o consumo de 15,8 milhões de sacas, um número conservador (+5,7%) quando comparado ao obtido em 2004. A meta leva em conta a hipótese de que os fatores acima continuarão a produzir efeitos em 2005, e o consumo será ainda mais estimulado em conseqüência da campanha "Café: O ritmo do Brasil", criada pelo Grupo Gestor de Marketing do CDPC, com a participação de todos os setores que compõe o agronegócio café e membros do Ministério da Agricultura, coordenados pela SPC - Secretaria de Produção e Comercialização.


    A campanha de estímulo ao consumo - Café: O ritmo do Brasil - já foi veiculada em rede nacional de TV, no período 29 de Dezembro de 2004 a 7 de Janeiro de 2005, e deverá ser novamente veiculada mais duas vezes durante o ano. Paralelamente, e com foco no Programa de Qualidade do Café e no Selo de Pureza, a ABIC vai intensificar os efeitos desta ação, por meio de um amplo conjunto de programas e eventos envolvendo suas associadas em todo o Brasil.

    Em 2004, as empresas associadas da ABIC processaram 68,5% de todo o café torrado/moído processado (exceto consumo não cadastrado), ampliando a sua representação. A região Sudeste continua concentrando o número de indústrias de café, com 60% do total, enquanto o Nordeste concentra 15% das indústrias. (Tabela 3).

    O consumo per-capita, pela primeira vez nos últimos 20 anos, ultrapassou a marca de 4,0 kg/hab.ano, atingindo o nível de 4,01 kg/hab.ano, um dos maiores em todo o mundo (Gráfico 3).

    A pesquisa da ABIC considera as informações prestadas regularmente por todas as suas associadas quanto ao volume produzido em cada período. Na Tabela 4, vê-se que elas indicaram um crescimento de 11,95% em 2004, quando comparado com 2003. Para as empresas não associadas e para o consumo não cadastrado, a pesquisa da ABIC utilizou uma hipótese mais conservadora, utilizando como índice o valor de 5,0%, que é igual ao crescimento da economia no período, apurado pelo Governo Federal.

    A participação das principais empresas na produção e consumo continuou a evoluir em 2004 (Tabela 6). As cinco (5) maiores empresas ampliaram sua participação de 28,7% para 32,4%, enquanto as 100 maiores evoluíram de 56,1% para 59,5%. A tendência deve continuar a se manifestar em 2005, por força de aquisições de empresas menores pelas maiores, e pelo crescimento das vendas nas grandes redes de varejo.

    O valor da produção da indústria de café em 2004 está estimado em R$ 4,2 bilhões, amparado na valorização do grão verde e considerado todo o volume de 14,946 milhões de sacas. Para 2005, este valor deve atingir R$ 4,88 bilhões (+16,2%), considerando-se um acréscimo em produto de 5,7% e de 10% no valor unitário, em função da previsível valorização do grão verde em 2005.

    As tabelas 5 e 7 trazem o ranking das empresas associadas da ABIC por ordem de produção.

    Gráfico 1

    Período: novembro a outubro
    Período: novembro a outubro

    Gráfico 2

    </b>A redução do volume de 2002 para 2003 é        o resultado da: <br /> 1º) Revisão do número total de indústrias em atividades no País (com redução);<br /> 2º) Queda efetiva no consumo per-capita em 2003.<b>
    A redução do volume de 2002 para 2003 é o resultado da:
    1º) Revisão do número total de indústrias em atividades no País (com redução);
    2º) Queda efetiva no consumo per-capita em 2003.

    Gráfico 3

    Tabela 1

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>Período: novembro - outubro<br /> * Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC<b>
    Período: novembro - outubro
    * Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Tabela 2

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Novembro de 2003 a Outubro de 2004 (em sacas de 60 Kg)

    </b>Base do nº de empresas - através das coletas        de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - jan/2002-jun/2004 e dados atualizados        dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS<br /> Fonte: ABIC<b>
    Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - jan/2002-jun/2004 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS
    Fonte: ABIC

    Tabela 3

    Consumo interno de café no Brasil - Resumo por região e estado
    dezembro/2004 - (em sacas de 60 Kg)

    </b>Foram consideradas as empresas com marcas        analisadas desde janeiro/2002 e dados atualizados dos sindicatos da BA,        ES, RJ, MG, SP, PR e RS.<br /> Volume mensal em sacas de 60kg<br /> Não inclui consumo não-cadastrado (153.950 sacas/mês)<br /> Fonte: ABIC <b>
    Foram consideradas as empresas com marcas analisadas desde janeiro/2002 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS.
    Volume mensal em sacas de 60kg
    Não inclui consumo não-cadastrado (153.950 sacas/mês)
    Fonte: ABIC

    Tabela 4

    Evolução do consumo interno de café - produção média mensal - dezembro/2004


    Evolução do consumo interno de café - produção total anual

    </b>(1) Informação prestada pela        ABICS.<br /> Fonte: ABIC<b>
    (1) Informação prestada pela ABICS.
    Fonte: ABIC

    Tabela 5

    Relação da 10 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC - dezembro/2004

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Tabela 6

    Produção por Grupos de Empresas - Brasil - dezembro/2004

    </b>Obs.: Associadas + Não associadas<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2003: novembro/02 a outubro/03<br /> 2004: novembro/03 a outubro/04<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado e moído. </span><br /> Fonte: ABIC<b>
    Obs.: Associadas + Não associadas
    Períodos de produção considerados:
    2003: novembro/02 a outubro/03
    2004: novembro/03 a outubro/04
    Considerado somente café torrado e moído.
    Fonte: ABIC

    Tabela 7

    Relação da 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC - dezembro/2004

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Indicadores da indústria de café no Brasil - 2003

    O consumo interno de café no Brasil, em 2003, alcançou o volume de 13,71 milhões de sacas do produto, mantendo o País como o segundo maior mercado consumidor de café, atrás, apenas dos EUA (gráfico 1).

    Em vendas, este total representou em 2003, a comercialização de R$3,8 bilhões, medidos na ponta da indústria, o que coloca o café torrado e moído, como uma das mais significativas categorias de produtos distribuídos pelo varejo supermercadista, setores da gastronomia, hotelaria e refeições industriais.

    A categoria dos "bilhões em vendas" só é compartilhada por alguns produtos de grande consumo de massa como refrigerantes, cervejas, massas, etc.

    Entretanto, o consumo de café torrado/moído, pela primeira vez em quatorze anos, apresentou uma ligeira queda de 2,34%, em relação a 2002 (tabela 4). O fato não ocorria desde 1989, quando a ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café, lançou o Programa do Selo de Pureza, que resgatou a credibilidade no produto e induziu o aumento do consumo.

    A ABIC entende que a queda registrada em 2003 deve-se a dois fatores:

    • Queda no poder de compra da população, como resultado das incertezas econômicas no período 2002 a início de 2003, que afetou, igualmente, inúmeros resultados de outros setores, inclusive os do varejo supermercadistas;
    • Revisão da base estatística da pesquisa da ABIC, com a adequação do número total de empresas de café em atividade no País, que se reduziu de 1.600 em 1997, para as 1.170 consideradas na presente pesquisa, após ampla consulta aos estados que concentram a produção e industrialização do produto.

    Por outro lado, a pesquisa também indica uma significativa recuperação das vendas do setor, quando se comparam os períodos de doze meses terminados em Abril/2003 e Outubro/2003. Neste caso, as vendas evoluíram de 13,45 para 13,71 milhões de sacas (+ 1,94%), o que sugere uma nova disposição de compra pelos consumidores, então com poder de compra ampliado, principalmente pelos reajustes salariais negociados no segundo semestre de 2003 (gráfico 2).

    A recuperação das vendas do setor continua a se manifestar em 2004, o que leva a ABIC a projetar um consumo interno de 14,2 milhões de sacas para o período, num crescimento de 3,6%.

    Considerando-se as vendas projetadas de café torrado/moído para o mercado externo em 2004, que devem atingir cerca de 200 mil sacas, espera-se que a industrialização do produto consuma até 14,4 milhões de sacas da safra brasileira que começa a ser colhida em Maio, estimada em 39/40 milhões de sacas, isto significando que a atividade vai consumir quase 37% do total colhido neste ano.

    Em volume de vendas, a ABIC projeta vendas de R$4,3 bilhões para o mercado interno, com o resultado do realinhamento de custos havidos no início de 2004, em função, principalmente, dos aumentos do café verde, cuja saca aumentou mais de 20% nos últimos quatro meses terminados em Março/04.

    Para a exportação de café torrado e moído, a projeção é de vendas totais de R$ 85 milhões (U$ 29 milhões), que é a meta do Programa Exportador da APEX - Brasil para 2004.

    Nessas condições, a ABIC projeta vendas totais do setor - mercado interno mais exportações - de R$ 4,39 bilhões ou U$ 1,5 bilhão aproximadamente.

    Outros comentários sobre o desempenho do setor em 2003:

    • A concentração no setor continua se acentuando. As 100 maiores empresas respondem por 61,80% das vendas, contra 59,85% em 2002 (tabela 6);
    • No período, as 100 maiores empresas apresentaram um crescimento de 2,69% em volume, enquanto as demais associadas (cerca de 385 empresas) declararam uma redução nas vendas igual a 6% (tabela 4);
    • O consumo per-capita decresceu aos níveis de 1999. Seu valor, de 3,72 kg pó/hab.ano, cerca de 65 litros da bebida para cada brasileiro, coloca o Brasil como o 14o maior consumidor mundial, mas ainda, bem abaixo dos campeões mundiais, que são os Finlândia e Noruega, que consomem 9,6 e 7,7 kg/hab. ano, respectivamente (tabela 1);
    • Em Fevereiro/2004, com a reassociação de algumas grandes empresas, o quadro de associados da ABIC passou a responder por cerca de 70% do total de café torrado/moído produzido pelas indústrias no Brasil (cálculo exclui o total de café solúvel indicado na pesquisa, consumo em fazendas e consumo não cadastrado).

    Gráfico 1

    Gráfico 2

    </b>A redução do volume de 2002 para 2003 é                    o resultado da: <br /> 1º) Revisão do número total de indústrias em atividades no País                    (com redução); <br /> 2º) Queda efetiva no consumo per-capita em 2003.<b>
    A redução do volume de 2002 para 2003 é o resultado da:
    1º) Revisão do número total de indústrias em atividades no País (com redução);
    2º) Queda efetiva no consumo per-capita em 2003.

    Gráfico 3

    Tabela 1

    Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil

    </b>* Sacas de 60 kg<br /> Fonte: ABIC<b>
    * Sacas de 60 kg
    Fonte: ABIC

    Tabela 2

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    NOVEMBRO DE 2002 A OUTUBRO DE 2003
    (EM SACAS DE 60 KG)

    </b>Base do nº de empresas - através das coletas                    de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - nov/2001-dez/2003                    e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR                    e RS<br /> Fonte: ABIC <b>
    Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - nov/2001-dez/2003 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS
    Fonte: ABIC

    Tabela 3

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    NOVEMBRO DE 2002 A OUTUBRO DE 2003
    (EM SACAS DE 60 KG)

    </b>Foram consideradas as empresas com marcas                    analisadas nos últimos 2 anos e dados atualizados dos                    sindicatos de BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS.<br /> Fonte: ABIC<br /> Volume mensal em sacas de 60kg<br /> Não inclui consumo não-cadastrado (146.619 sacas/mês)<b>
    Foram consideradas as empresas com marcas analisadas nos últimos 2 anos e dados atualizados dos sindicatos de BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS.
    Fonte: ABIC
    Volume mensal em sacas de 60kg
    Não inclui consumo não-cadastrado (146.619 sacas/mês)

    Tabela 4

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    NOVEMBRO DE 2002 A OUTUBRO DE 2003
    (EM SACAS DE 60 KG)

    </b>(1) Índice de decrescimento extrapolado                    de demais empresas associadas e expurgo de empresas na BA, MG                    e PR.<br /> (2) Índice de decrescimento extrapolado de demais empresas                    associadas.<br /> (3) Informação prestada pela ABICS. <br /> Fonte: ABIC <b>
    (1) Índice de decrescimento extrapolado de demais empresas associadas e expurgo de empresas na BA, MG e PR.
    (2) Índice de decrescimento extrapolado de demais empresas associadas.
    (3) Informação prestada pela ABICS.
    Fonte: ABIC

    Tabela 5

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Relação da 10 maiores Indústrias de Café em ordem alfabética - Dezembro 2003

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC

    Tabela 6

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Produção por Grupos de Empresas - Brasil - Dezembro/2003

    </b>Obs.: Associadas + Não associadas<br /> Períodos de produção considerados:<br /> 2002: novembro/01 a outubro/02<br /> 2003: novembro/02 a outubro/03<br /> <span class="font_8pt_b">Considerado somente café torrado                    e moído. </span><br /> Fonte: ABIC<b>
    Obs.: Associadas + Não associadas
    Períodos de produção considerados:
    2002: novembro/01 a outubro/02
    2003: novembro/02 a outubro/03
    Considerado somente café torrado e moído.
    Fonte: ABIC

    Tabela 7

    Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
    Relação da 50 maiores Indústrias de Café em ordem alfabética - Dezembro 2003

    Fonte: ABIC
    Fonte: ABIC


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