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nacional. Isto deverá ser feito de forma gradual, concedendo um tempo razoável para que as empresas se adaptem. Os técnicos do Ministério, pela DAS – DIPOV – Coordenação Geral de Qualidade Vegetal, realizaram um extenso e detalhado trabalho durante todo o ano de 2007, tiveram o apoio da SPAE-DCAF e contaram com uma grande colaboração da ABIC, para o desenvolvimento dos mais avançados e inovadores conceitos para definir a qualidade do café torrado e/ou moído. De fato, o novo Regulamento incorporou grande parte dos conceitos, definições, dados de qualidade e verificação laboratorial existentes no nosso PQC - Programa de Qualidade do Café. Dessa forma, o Regulamento Técnico nasce baseado em uma experiência significativa e consolidada dos cafés existentes no mercado, mostrando que está adaptado à realidade atual e que vai servir para melhorar a qualidade oferecida aos consumidores e contribuir para o aumento do consumo interno de café. Esse Regulamento, sem dúvida, representa a mais moderna e abrangente legislação sobre o café industrializado e não encontra paralelo em nenhum outro país. Neste momento, cabe reconhecer a liderança do ministro Reinhold Stephanes e agradecer pela sua demonstração do mais elevado espírito público e responsabilidade na condução do desenvolvimento deste novo e modelar documento. |
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| MERCADO DE CAFÉ | ||
| Almir José da
Silva Filho - Vice-Presidente e Diretor de Qualidade Pedro Alcântara Rego Lima - Diretor para os Mercados Interno e Externo |
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Estamos no pico da entressafra e o momento, como sempre, exige atenção redobrada. Os estoques físicos de café no Brasil estão nos níveis mais baixos dos últimos anos e, até a entrada da nova safra no mercado, a tendência é de alta volatilidade dos preços. É importante, portanto, estar atento e de olho nas cotações da matéria-prima nos mercados interno e externo. Vale lembrar também que apesar da safra de conillon já ter iniciado no Espírito Santo, e a de arábica começar em maio na maioria das regiões, esses grãos não estarão adequados para torrefação. Eles necessitam de um período de descanso e do preparo correto dos lotes, sem os quais acabam interferindo negativamente na qualidade final bebida. Isso vale principalmente com relação ao conillon, cuja prática de secagem em altas temperaturas, na lavoura, após a colheita, em secadores de fogo direto, continua prejudicando os lotes. Todas essas preocupações decorrem do fato de o pico da entressafra ser seguido do pico de venda, junho, quando as indústrias trabalham a pleno vapor, favorecidas pela estação mais fria na maioria dos Estados brasileiros. No inverno, o consumo chega a aumentar 15%, o que equilibra com a menor demanda que acontece no verão. Exatamente por isso os industriais têm que se manter atentos e preservar ao máximo a qualidade de suas marcas e blends, evitando o uso de cafés mal preparados. |
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