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Em evento realizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro,
a ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café apresentou
as 7 primeiras marcas certificadas pelo Programa Cafés Sustentáveis
do Brasil, que está sendo realizado, inicialmente, com o Caccer
- Conselho das Associações das Cooperativas de Café do Cerrado,
de Minas Gerais. A apresentação foi feita no dia 24 de Maio,
data comemorativa do Dia Nacional do Café, e contou com a
presença do diretor-executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz
e do presidente do Caccer, Francisco Sérgio de Assis, além
de representantes das indústrias certificadas.
As primeiras marcas autorizadas a estampar na embalagem o
símbolo do programa - que apresenta de forma estilizada uma
árvore e um xícara - são produzidas por três torrefadoras
mineiras: "Sabor do Cerrado" e "ReservaCarmelo", esta na versão
torrado e moído e em grão torrado, produzida pela R.J.Baiardi,
de Monte Carmelo; "Café Torrado Grão Espresso Toko", "Café
Torrado Grão Astoria Real", "Café Minas Rio Espresso Grão"
e "Café Torrado e Moído Astoria Real, fabricados pela Toko
Ind. e Com. Exp. e Imp. Ltda., de Juiz de Fora; e "Café Cajubá",
em grão torrado para espresso, marca da Icatril Ind. de Café
do Triângulo Mineiro, com sede em Uberlândia.
"O objetivo do programa é atender a um segmento que já existe
no exterior e que começa a crescer aqui no Brasil", disse
Herszkowicz. Trata-se da tendência do "consumo consciente",
que é aquele em que a tomada de decisão de compra leva em
consideração a maneira como determinado produto foi feito,
sobretudo sob os aspectos da preservação do meio ambiente;
da valorização social e econômica dos seus produtores, e da
não utilização de mão-de-obra infantil ou escrava.
"Com o Programa Cafés Sustentáveis, o consumidor tem a garantia
de estar adquirindo um café que foi cultivado e industrializado
corretamente, agora estampado nas s e econo de questmais conhecidos
programas de certficação respeitando-se odos os aspectos ambientais,
sociais e econômicos", explica Herszkowicz, acrescentando
que tanto as fazendas quanto as indústrias são auditadas.
Esta a razão de o Caccer ter sido escolhido para o lançamento
do programa. Além de o Cerrado ser a primeira região produtora
brasileira de café com demarcação geográfica reconhecida internacionalmente,
o Caccer possui um programa de certificação de origem, rastreabilidade
e sustentabilidade.
Regulamento
O primeiro passo para a realização deste Programa Cafés Sustentáveis
do Brasil foi a assinatura de um Protocolo de Intenções de
Cooperação Técnica e Comercial, em setembro do ano passado.
O objetivo foi harmonizar as certificações de café das duas
entidades: o Programa de Qualidade do Café - PQC, da ABIC,
e o Programa de Certificação do Café do Cerrado, do Caccer.
Gerenciado pelo Instituto Totum, organismo certificador credenciado
e especializado na gestão da qualidade, foi criado um regulamento
único, que assegura e amplia a oferta de cafés em grãos e
de produtos diferenciados, de melhor qualidade e de maior
valor agregado, para atender ao consumidor brasileiro.
De acordo com Nathan Herszkowicz, neste programa de certificação
são "observados todos os requisitos de sustentabilidade e
garantia de origem, passando pelo ambiente industrial, com
as boas práticas de fabricação, e chegando até o consumidor,
por meio de um produto de qualidade final reconhecida".
A partir deste acordo, os grãos produzidos nas fazendas e
certificados quanto à sua produção sustentável, servem de
matéria-prima básica - no mínimo 60% da composição do blend
- para a produção de cafés tipo Superior ou Gourmet, certificados
pelo Programa de Qualidade do Café - PQC, da ABIC, que assegura
a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto
final. Hoje, o PQC já certifica 200 marcas brasileiras de
café, das quais 70 são de cafés Superiores ou Gourmet.
Metas
A ABIC pretende que o programa amplie a oferta de cafés diferenciados,
com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara,
produzidos com critérios de Sustentabilidade e de Qualidade,
tudo garantido pelos programas de certificação, com verificações
nas propriedades rurais e auditorias nas indústrias de café.
"O programa é sustentável até na forma como é articulado",
diz Herszkowicz. Para as indústrias, significa a garantia
de abastecimento de café verde de qualidade, e a possibilidade
de diferenciação de produto e de imagem das marcas. Para os
produtores, essa parceria deverá gerar a melhoria do acesso
aos mercados, a possibilidade de trabalhar com uma demanda
previsível de café sustentável, e o reconhecimento como produtor
com práticas sustentáveis. Para ambos, o programa resultará
em agregação de valor.
Fonte: Criar e Plantar/Página Rural
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