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CAFÉS SUSTENTÁVEIS - PROGRAMA INICIA COM 7 MARCAS CERTIFICADAS
29/05/07

Em evento realizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café apresentou as 7 primeiras marcas certificadas pelo Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que está sendo realizado, inicialmente, com o Caccer - Conselho das Associações das Cooperativas de Café do Cerrado, de Minas Gerais. A apresentação foi feita no dia 24 de Maio, data comemorativa do Dia Nacional do Café, e contou com a presença do diretor-executivo da ABIC, Nathan Herszkowicz e do presidente do Caccer, Francisco Sérgio de Assis, além de representantes das indústrias certificadas.

As primeiras marcas autorizadas a estampar na embalagem o símbolo do programa - que apresenta de forma estilizada uma árvore e um xícara - são produzidas por três torrefadoras mineiras: "Sabor do Cerrado" e "ReservaCarmelo", esta na versão torrado e moído e em grão torrado, produzida pela R.J.Baiardi, de Monte Carmelo; "Café Torrado Grão Espresso Toko", "Café Torrado Grão Astoria Real", "Café Minas Rio Espresso Grão" e "Café Torrado e Moído Astoria Real, fabricados pela Toko Ind. e Com. Exp. e Imp. Ltda., de Juiz de Fora; e "Café Cajubá", em grão torrado para espresso, marca da Icatril Ind. de Café do Triângulo Mineiro, com sede em Uberlândia.

"O objetivo do programa é atender a um segmento que já existe no exterior e que começa a crescer aqui no Brasil", disse Herszkowicz. Trata-se da tendência do "consumo consciente", que é aquele em que a tomada de decisão de compra leva em consideração a maneira como determinado produto foi feito, sobretudo sob os aspectos da preservação do meio ambiente; da valorização social e econômica dos seus produtores, e da não utilização de mão-de-obra infantil ou escrava.

"Com o Programa Cafés Sustentáveis, o consumidor tem a garantia de estar adquirindo um café que foi cultivado e industrializado corretamente, agora estampado nas s e econo de questmais conhecidos programas de certficação respeitando-se odos os aspectos ambientais, sociais e econômicos", explica Herszkowicz, acrescentando que tanto as fazendas quanto as indústrias são auditadas. Esta a razão de o Caccer ter sido escolhido para o lançamento do programa. Além de o Cerrado ser a primeira região produtora brasileira de café com demarcação geográfica reconhecida internacionalmente, o Caccer possui um programa de certificação de origem, rastreabilidade e sustentabilidade.

Regulamento
O primeiro passo para a realização deste Programa Cafés Sustentáveis do Brasil foi a assinatura de um Protocolo de Intenções de Cooperação Técnica e Comercial, em setembro do ano passado. O objetivo foi harmonizar as certificações de café das duas entidades: o Programa de Qualidade do Café - PQC, da ABIC, e o Programa de Certificação do Café do Cerrado, do Caccer. Gerenciado pelo Instituto Totum, organismo certificador credenciado e especializado na gestão da qualidade, foi criado um regulamento único, que assegura e amplia a oferta de cafés em grãos e de produtos diferenciados, de melhor qualidade e de maior valor agregado, para atender ao consumidor brasileiro.

De acordo com Nathan Herszkowicz, neste programa de certificação são "observados todos os requisitos de sustentabilidade e garantia de origem, passando pelo ambiente industrial, com as boas práticas de fabricação, e chegando até o consumidor, por meio de um produto de qualidade final reconhecida".

A partir deste acordo, os grãos produzidos nas fazendas e certificados quanto à sua produção sustentável, servem de matéria-prima básica - no mínimo 60% da composição do blend - para a produção de cafés tipo Superior ou Gourmet, certificados pelo Programa de Qualidade do Café - PQC, da ABIC, que assegura a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto final. Hoje, o PQC já certifica 200 marcas brasileiras de café, das quais 70 são de cafés Superiores ou Gourmet.

Metas
A ABIC pretende que o programa amplie a oferta de cafés diferenciados, com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara, produzidos com critérios de Sustentabilidade e de Qualidade, tudo garantido pelos programas de certificação, com verificações nas propriedades rurais e auditorias nas indústrias de café.

"O programa é sustentável até na forma como é articulado", diz Herszkowicz. Para as indústrias, significa a garantia de abastecimento de café verde de qualidade, e a possibilidade de diferenciação de produto e de imagem das marcas. Para os produtores, essa parceria deverá gerar a melhoria do acesso aos mercados, a possibilidade de trabalhar com uma demanda previsível de café sustentável, e o reconhecimento como produtor com práticas sustentáveis. Para ambos, o programa resultará em agregação de valor.

Fonte: Criar e Plantar/Página Rural

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