|
A primeira participação do programa Cafés do Brasil no SIAL
2009 - Salão Internacional de Alimentação, uma das mais importantes
feiras do Canadá, realizada no início do mês no Palácio dos
Congressos, em Montreal, terminou com saldo positivo. Só com
a Reseau Laurentides, uma rede de 32 butiques de café com
sede em Quebec, foi fechado negócio no valor de 350 mil dólares
canadenses, com a venda de aproximadamente 60 toneladas de
café torrado e moído (com certificado de responsabilidade
social) no decorrer dos próximos 12 meses.
"Nossa participação era mais institucional e de prospecção
de negócios, mas o resultado superou todas as expectativas",
diz Christian Santiago e Silva, coordenador executivo do PSI
- Projeto Setorial Integrado de Promoção à Exportação de Cafés
Industrializados, realizado pela Apex-Brasil, Agência Brasileira
de Promoção de Exportações e Investimentos em parceria com
a ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café.
De acordo com Santiago, além de cafeterias e butiques de
café, o produto brasileiro atraiu o interesse de importadores
e distribuidores canadenses. "Nos três dias de contatos na
feira e nas visitas que fiz a alguns supermercados de Montreal,
ficou evidente as grandes possibilidades que podem surgir
para os Cafés do Brasil, pois não há referencia do nosso produto
junto ao consumidor final, o que possibilita que o empresário
brasileiro ofereça essa oportunidade ao varejo desse país".
Como potencial de negócios, Santiago cita os preços dos cafés
premium, de maior qualidade e maior valor agregado: em média
26,00 dólares canadenses o quilo, equivalente a 52,00 reais.
"É um valor que remunera todos os agentes da cadeia, e o Brasil
tem condições de se firmar nessa categoria, considerando a
qualidade dos cafés em grão torrado ou torrado e moído que
já exporta para diversos países".
O Pavilhão Brasileiro no Sial, que contou com a presença
de 29 empresas e entidades, foi organizado pelo Setor de Promoção
Comercial do Brasil (SECOM), do Consulado Geral do Brasil
em Toronto. O SECOM é responsável pela promoção de produtos
e serviços brasileiros e, entre outras realizações, dá apoio
a missões empresariais, cuida da captação de investimentos
e coordena a participação de empresas brasileiras em feiras
e congressos no território canadense.
Foco nos mercados 'traders'
A exportação de café torrado e moído com marca brasileira
é uma iniciativa muito recente, que assumiu uma característica
de negócios consistentes a partir de 2002. Com apoio da Apex-Brasil,
que mantém convênio com a ABIC na realização do PSI, as vendas
para o exterior totalizaram US$35,6 milhões em 2008, contra
US$26,0 milhões em 2007, um crescimento de 37%. Em sete anos,
as vendas aumentaram em quase 800%, considerando que em 2002
os embarques foram de US$4 milhões.
O novo convênio firmado entre Apex-Brasil e ABIC, com validade
até 2010, prevê novas estratégias para a inserção dos Cafés
do Brasil em diferentes mercados, principalmente os considerados
"traders", que são países ou regiões com um alto potencial
de comercialização dos produtos. É esse o caso do Canadá,
que já é um tradicional comprador de café verde e café solúvel
do Brasil. Em 2008, o país importou US$53,521 milhões de café
verde (19.728 toneladas), e US$17,711 milhões de café solúvel
(1.968 toneladas). Esses volumes sinalizam o potencial que
existe para a venda do produto industrializado.
|