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O McDonald's quer aproveitar no Brasil a contribuição que
as cafeterias têm dado ao seu faturamento em países como Estados
Unidos e China. Produtos de café da manhã e lanche da tarde
têm sido determinantes para o crescimento da receita global
do grupo, como o incremento de 8,1% nas vendas globais em
agosto. Mas por aqui ainda são pouco relevantes já que são
apenas 49 cafeterias, integradas aos restaurantes da marca,
com um tíquete médio de R$5,00. Nos 544 restaurantes, o tíquete
médio é de R$8,50.
No mundo, são mais de 1 mil McCafés. A estratégia no país
é voltada, inicialmente, para pontos de shopping centers e
lojas próprias. Das 16 novas unidades previstas até o final
de 2008, cinco serão de franqueados e 11 próprias. No Rio,
a inauguração será no shopping Downtown.
As cafeterias estão sempre atreladas a um restaurante McDonald's,
não haverá unidades independentes. Os McCafés são complementares,
afirma Fernando Mammini, executivo de marketing do grupo.
Um dos meios de aumentar a receita dos cafés é atrair o cliente
que já está no restaurante. Atualmente, o chamado "público
do balcão" representa apenas 8% dos clientes da cafeteria.
Outra forma é atrair o cliente da classe A e B que já toma
café da manhã fora de casa e hoje está mais restrito ao consumo
em padarias. Até agora, cerca de 70% do consumo nos McCafés
acontece à tarde e à noite, mostrando largo espaço de crescimento
no horário matutino.
O tempo médio de permanência dos clientes já é maior que
na área de fast-food, 25 minutos no cafezinho, contra 15 na
área de sanduíche e batata frita. Conforme Mammini, a cafeteria
participa com até 5% da receita da unidade em que está acoplada.
"Para ter uma participação da ordem de 10% a 15% na receita
do McDonald's Brasil, seriam necessários centenas de McCafés
no país", pondera Leonardo Gentil, também do marketing. "Estamos
só iniciando esse negócio, mas o potencial é absurdo, principalmente
porque temos um preço competitivo. O café expresso comum é
vendido a R$1,75 em São Paulo; o expresso duplo custa R$3,50."
Em todos os países em que introduziu o McCafé, a empresa
privilegia a bebida de origem local. Aqui, os grãos vêm da
região Mogiana, interior paulista, resultando num café encorpado,
mas de sabor suave.O café gourmet, auditado em laboratório,
é negociado pelo grupo Rossi, um dos maiores do mundo em café
expresso. "Não somos os produtores, mas cuidamos das compras
até as máquinas e treinamento de equipe com baristas," conta
Luís Fernando Leme, diretor comercial do Rossi no Brasil.
Para os executivos, a concorrência com outras redes, como
Starbucks, Nespresso, Suplicy, Fran's Café e Havanna, não
assusta. "O mercado é muito grande, o brasileiro consome muito
café, e nossa concorrência vai muito além dessas redes. Qualquer
lugar que sirva café, como as padarias e as cafeterias individuais,
são competidores," diz Mammini.
O desempenho global da companhia no mês passado superou as
expectativas dos investidores e as corretoras norte-americanas
recomendaram a compra das ações da corporação. A alta de 12,4%
na região composta por Ásia, Pacífico, Oriente Médio e África
e o incremento de 6,1% nas lojas européias foram explicados
por Jim Skinner, principal executivo do McDonald's Corp. pelo
cardápio mais econômico que dos concorrentes de casual dining
e a expansão na área de café, tanto da bebida quanto acompanhamentos.
Fonte: Jornal do Brasil
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