|
Depois de ser lançado nos Estados Unidos, foi lançado no
Brasil, maior produtor e segundo país que mais consome a bebida,
o livro "Café: a bebida revolucionária para o prazer e a saúde",
do médico e estudioso dos efeitos do café na saúde, Darcy
Lima, com co-autoria de Roseane Santos. A obra desvenda o
paradoxo do café em um estudo fascinante que informa, especialmente
aos amantes da bebida, os efeitos positivos do café no corpo
humano. O lançamento fez parte da programação do 15° Encafé
(maior evento do setor industrial de café - ABIC), realizado
de 14 a 18 de novembro, em Porto de Galinhas, Pernambuco,
com o tema "Sustentabilidade e Consumo Consciente".
O livro, ainda em versão em Inglês, mostra que café não só
é cafeína, mas rico em antioxidantes, minerais e vitaminas,
entre outras substâncias químicas que estimulam o cérebro
e saciam o corpo de um prazer que vai muito além da xícara.
A obra traz ainda a história de café, com um guia ilustrativo
para os apreciadores da bebida. Reúne descobertas científicas
recentes sobre o popular hábito de tomar café, como um meio
eficaz, barato e agradável de combater diversos problemas
de saúde. A versão em Português estará disponível em breve.
Com uma amplitude maior do que o foco agronômico, o livro
desperta a atenção da classe médica e da população para os
benefícios do café. Os autores defendem a hipótese de que
os jovens estariam mais alertas, com maior capacidade de memória,
com mais humor, ao mesmo tempo que estariam prevenindo a obesidade
e diabetes, se trocassem as bebidas artificiais como refrigerantes
por uma xícara de café com leite. Eles ressaltam também estudos
que comprovam os efeitos do café na prevenção de doenças como
depressão, alcoolismo, doença de Parkinson, Alzheimer e câncer.
Traz ainda os resultados de pesquisas sobre os benefícios
do café frente às doenças do coração.
Os estudos e a difusão das informações para a classe médica
e consumidores têm contribuído para desmistificar a idéia
de que o café faz mal à saúde. Segundo levantamento de tendências
de consumo realizado pela Associação Brasileira de Industrias
de Café (ABIC), a maior parcela de pessoas que dizem não tomar
café regularmente alegam desconhecer os benefícios do café
na saúde, quando tomado moderadamente (3 a 4 xícaras diárias).
Entretanto, trabalho desenvolvido junto à classe médica tem
demonstrado redução desta justificativa entre os não consumidores,
de 59% em 2004, para 34% em 2005.
O autor
Darcy Roberto Lima é colaborador do Consórcio Brasileiro de
pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café) e coordenador
científico do Projeto Café e Saúde, do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, e membro do Grupo Coordenador do
Projeto Café e Coração, realizado em convênio entre o Instituto
do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, da Faculdade
de Medicina da USP, e o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento
do Café (PNP&D), da Embrapa Café. Escritor e professor da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Darcy Lima também
coordena sites científicos, como o programa "Café e Saúde"
da ABIC e o programa Café e Saúde na TV via satélite "Conexão
Médica", com o apoio do MAPA.
A relação entre café e saúde já vem sendo foco de estudo
no âmbito do Consórcio (CBP&DCafé), administrado pela Embrapa
Café. Recentemente, pesquisadores ligados ao setor de industrialização
e qualidade do café recomendaram a constituição do Núcleo
de Referência "Café e Saúde". O objetivo é incentivar a efetiva
participação de instituições públicas e privadas na identificação
e discussão de problemas, recomendação de projetos e avaliação
de resultados. De acordo com o gerente geral da Embrapa Café,
Gabriel Ferreira Bartholo, os estudos sobre o tema ajudam
a desmistificar a imagem de que o café faz mal a saúde, refletindo
no aumento do consumo e valorização do produto.
Fonte: Revista Cultivar
|