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"Invenção" japonesa, o café pronto para beber vendido em
latas é considerado a última grande inovação mercadológica
do segmento no mundo. É ele, em suas diversas variações, o
grande responsável por sustentar a demanda doméstica no país
asiático. E o produto também vem ganhando espaço em outros
mercados, como por exemplo no Leste Europeu.
"Esse processo industrial que resulta no café já pronto para
ser consumido, preparado sob técnicas industriais nas quais
prevalecem os requisitos básicos de limpeza, qualidade da
água e dosagem de pó, oferece um produto com qualidade e gosto
padronizados", explica Mauro Moitinho Malta, diretor executivo
da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
"No caso do café preparado em casa, é usada água clorada
e a quantidade de pó depende do preparador e de seu estado
de espírito. E, guardado em garrafas térmicas para consumo
posterior, resíduos ficam depositados no fundo da garrafa,
em prejuízo das demais doses", observa Malta. No café pronto
vendido em latas, esses problemas não acontecem.
Até a invenção japonesa, a grande novidade no segmento havia
sido o café solúvel, de fácil preparação. "Mas mesmo esse
conceito também foi superado pelo produto em lata. Com ele,
ao consumidor basta apenas o desejo de tomar um bom café e
abrir a latinha. A escolha é do consumidor, e o produto será
sempre o mesmo".
De acordo com dados fornecidos pela All Japan Coffee Association
- que reúne toda a cadeia produtiva do café no Japão -, o
consumo do café pronto em lata é crescente no país. De 1990
a 2004, por exemplo, cresceu 20 pontos percentuais. No mesmo
intervalo, o consumo dos refrigerantes "cola", aumentou 10
pontos. Números de 2006 atualizados pela Ueshima Coffee Co.,
do Japão, indicam em quase 2 milhões de sacas equivalentes
o consumo doméstico do café líquido pronto para beber.
Fonte: Valor Econômico
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