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As empresas de torrefação de café de pequeno porte tentam
sobreviver no mercado, considerado concentrado por seis grandes
grupos -entre eles Sara Lee, Café Santa Clara, Melitta- apostando
no crescimento do consumo do gourmet. O diretor-executivo
da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan
Herszkowicz, diz que o consumo da bebida com maior valor agregado
aumenta 15% ao ano, bem acima que os 6% anuais verificados
no café convencional. Historicamente, as pequenas empresas
- estimadas em cerca 2 mil unidades distribuídas pelo Brasil
- operam com ociosidade de 60% da capacidade instalada, enquanto
os grandes grupos trabalham com quase 100%. Segundo ele, é
por isso que as menores buscam se diferenciar com o gourmet.
O segmento responde por 4% do consumo nacional - que deve
chegar a 17,3 milhões de sacas (60 quilos) em 2007, 8% mais
que as 16,5 milhões em 2006 - e quase a totalidade da produção
vem das pequenas.
De acordo com Herszkowicz, as micro e pequenas empresas compram
equipamentos menores, embora com alta tecnologia, para a fabricação
de café gourmet, com recursos do Financiamento de Máquinas
e Equipamentos (Finame).
A Bravo Café é uma destas pequenas que está investindo no
gourmet. Instalada em 2002 na própria fazenda, na região de
Alta Mogiana (SP) - que produz café para exportação desde
1967 - a indústria tem capacidade para processar de 35 a 40
toneladas mensais - mas opera com apenas 50%. 'O consumo é
pequeno, é um mercado competitivo e ainda estamos lutando
para ocupar espaço', diz Diogo Ribeiro, diretor. A expectativa
dele, é que o faturamento deste ano fique entre R$6 e R$7
milhões, 20% mais que em 2005.
Herszkowicz estima que a participação do tipo gourmet dobre
nos próximos cinco anos, diante da demanda cada vez maior.
Por ser um produto com maior valor agregado, tem uma representatividade
maior (8% a 10%) no faturamento do setor, previsto em R$6,7
bilhões este ano, 15% mais que em 2006. Para ele, o consumo
de café de todos os tipos cresce a cada ano no Brasil acima
da média mundial, de 2% ao ano, por conta da melhora da qualidade
da bebida, investimentos em marketing e da divulgação de que
o café faz bem à saúde.
Fonte: Gazeta Mercantil
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