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Os cafés especiais, servidos em lojas chiques nos bairros
nobres da cidade, começaram a aparecer quatro anos atrás.
O primeiro foi o Suplicy, na Alameda Lorena, em 2003. Inspirada
nas "coffee houses" de Londres, a rede tem quatro casas e
serve uma grande variedade de cafés quentes e gelados, preparados
com grãos de origem controlada.
No final de 2004, o empresário Marco Suplicy abriu a filial
no bairro do Itaim, e em 2006, a rede chegou aos shoppings
Iguatemi e Market Place. No cardápio, além do tradicional
expresso, acompanhado de um copinho de água gelada com gás,
tem o cappuccino, o macchiato (expresso coberto com espuma
de leite), o mocha (expresso, chocolate, leite vaporizado
e creme) e o frapê, que além do café pode também ser preparado
com diversas frutas.
O Santo Grão, na Rua Oscar Freire, também já se tornou um
ponto de encontro para os apreciadores de café. O neo-zelandês
Marco Kerkmeester deixou o emprego em uma multinacional no
exterior e veio para o Brasil especialmente para montar a
loja, logo depois de se casar com uma paulistana, Renata Esteve.
No ano passado, ele inaugurou uma nova loja na Alameda Santos.
No cardápio, Kerkmeester apresenta o próprio blend, uma combinação
de grãos regionais, uma mescla de grãos do serrado, do sul
de Minas e de Mogiana. Na loja da Oscar Freire, os clientes
podem acompanhar a torrefação diariamente. Os clientes encontram
na loja também cafés da Jamaica, do Quênia e da Etiópia. Além
do café, há muita saída do frapê, cappuccino e os drinks não
alcoólicos.
A badalada Starbucks, já conhecida em vários países, chegou
ao Brasil em dezembro. Os proprietários escolheram a nova
ala do Shopping Morumbi para se instalar. Também inauguraram
uma loja, um pouco menor, dentro da Livraria Saraiva. O presidente
da Starbucks Coffee International, Martin Coles, disse que
São Paulo será um trampolim para a estratégia de expansão
da Starbucks no Brasil, segundo ele, "um país com rica tradição,
herança e cultura de café". O público elogiou não só o café,
mas também o ambiente aconchegante na loja, com sofás e música.
O presidente da Starbucks para a América Latina, Buck Hendrix,
disse que a empresa está trazendo a experiência da Starbucks
para uma região que é área de cultivo de muitos dos seus cafés
exclusivos, além de ser um dos melhores produtores de café
do mundo.
No final de dezembro também chegou ao Brasil a Nespresso,
marca criada em 1986 na Suíça e presente em 40 países. A Nespresso
montou uma boutique nos Jardins, na Rua Padre João Manuel.
Na loja, além da degustação, são vendidas cápsulas de consumo
individual com café torrado e moído e as máquinas para a preparação
do café expresso. Na Boutique Bar, há também uma linha de
acessórios que complementam o ritual do consumo do café (xícaras
em porcelana, açucareiros, coqueteleiras, bandejas em couro
e madeira, pratos e copos especiais, maletas para transporte
das máquinas, porta cápsulas e o aeroccino, equipamento desenvolvido
para fazer espuma de leite e compor bebidas com café.
Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação
Brasileira da Indústria de Café (Abic), na Grande São Paulo,
o consumo de café é de 100 litros por habitante/ano, ou 6
kg de café torrado e moído por habitante/ano. No Estado de
São Paulo, o consumo é em torno de 85 litros por habitante
no ano ou 5,5 Kg por habitante ao ano. Só para comparar, na
Grande Rio, o consumo é de 90 litros (habitante/ano) ou 5
kg (habitante/ano). No Estado do Rio o consumo é de 75 litros
(habitante/ano) ou 4,5 kg per capita. No Brasil todo, a média
nacional é de 4,2 kg de café por habitante ao ano.
Fonte: O Globo
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