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CAFÉS ESPECIAIS APARECERAM HÁ QUATRO ANOS NA CIDADE
12/01/07

Os cafés especiais, servidos em lojas chiques nos bairros nobres da cidade, começaram a aparecer quatro anos atrás. O primeiro foi o Suplicy, na Alameda Lorena, em 2003. Inspirada nas "coffee houses" de Londres, a rede tem quatro casas e serve uma grande variedade de cafés quentes e gelados, preparados com grãos de origem controlada.

No final de 2004, o empresário Marco Suplicy abriu a filial no bairro do Itaim, e em 2006, a rede chegou aos shoppings Iguatemi e Market Place. No cardápio, além do tradicional expresso, acompanhado de um copinho de água gelada com gás, tem o cappuccino, o macchiato (expresso coberto com espuma de leite), o mocha (expresso, chocolate, leite vaporizado e creme) e o frapê, que além do café pode também ser preparado com diversas frutas.

O Santo Grão, na Rua Oscar Freire, também já se tornou um ponto de encontro para os apreciadores de café. O neo-zelandês Marco Kerkmeester deixou o emprego em uma multinacional no exterior e veio para o Brasil especialmente para montar a loja, logo depois de se casar com uma paulistana, Renata Esteve. No ano passado, ele inaugurou uma nova loja na Alameda Santos. No cardápio, Kerkmeester apresenta o próprio blend, uma combinação de grãos regionais, uma mescla de grãos do serrado, do sul de Minas e de Mogiana. Na loja da Oscar Freire, os clientes podem acompanhar a torrefação diariamente. Os clientes encontram na loja também cafés da Jamaica, do Quênia e da Etiópia. Além do café, há muita saída do frapê, cappuccino e os drinks não alcoólicos.

A badalada Starbucks, já conhecida em vários países, chegou ao Brasil em dezembro. Os proprietários escolheram a nova ala do Shopping Morumbi para se instalar. Também inauguraram uma loja, um pouco menor, dentro da Livraria Saraiva. O presidente da Starbucks Coffee International, Martin Coles, disse que São Paulo será um trampolim para a estratégia de expansão da Starbucks no Brasil, segundo ele, "um país com rica tradição, herança e cultura de café". O público elogiou não só o café, mas também o ambiente aconchegante na loja, com sofás e música. O presidente da Starbucks para a América Latina, Buck Hendrix, disse que a empresa está trazendo a experiência da Starbucks para uma região que é área de cultivo de muitos dos seus cafés exclusivos, além de ser um dos melhores produtores de café do mundo.

No final de dezembro também chegou ao Brasil a Nespresso, marca criada em 1986 na Suíça e presente em 40 países. A Nespresso montou uma boutique nos Jardins, na Rua Padre João Manuel. Na loja, além da degustação, são vendidas cápsulas de consumo individual com café torrado e moído e as máquinas para a preparação do café expresso. Na Boutique Bar, há também uma linha de acessórios que complementam o ritual do consumo do café (xícaras em porcelana, açucareiros, coqueteleiras, bandejas em couro e madeira, pratos e copos especiais, maletas para transporte das máquinas, porta cápsulas e o aeroccino, equipamento desenvolvido para fazer espuma de leite e compor bebidas com café.

Segundo Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), na Grande São Paulo, o consumo de café é de 100 litros por habitante/ano, ou 6 kg de café torrado e moído por habitante/ano. No Estado de São Paulo, o consumo é em torno de 85 litros por habitante no ano ou 5,5 Kg por habitante ao ano. Só para comparar, na Grande Rio, o consumo é de 90 litros (habitante/ano) ou 5 kg (habitante/ano). No Estado do Rio o consumo é de 75 litros (habitante/ano) ou 4,5 kg per capita. No Brasil todo, a média nacional é de 4,2 kg de café por habitante ao ano.

Fonte: O Globo

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