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A partir das 15horas do dia 21 de junho, quando começou oficialmente
o inverno no Brasil, a ABIC - Associação Brasileira da Indústria
de Café deu por aberto o Festival do Café no Inverno 2007.
O evento não tem um único endereço, mas vários; e também não
se resume a uma única promoção. Trata-se de uma grande mobilização,
baseada em ações compartilhadas entre indústrias e varejistas,
principalmente supermercadistas, realizada pelo terceiro ano
consecutivo de norte a sul do País, e que conta com o apoio
da ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados.
Data integrada ao Calendário Anual do setor supermercadista,
julho é desde 2005 o Mês do Café, assim como o verão é a temporada
das bebidas geladas e, a Páscoa, o mês do chocolate. A ABIC
não realiza propriamente um evento, mas sim incentiva as indústrias
a promoverem ações diferenciadas no ponto-de-venda durante
toda a temporada. Em parceria com os profissionais de compra
e os supermercadistas, as empresas organizam as áreas de vendas,
transformando-as em verdadeiras vitrines do café. Uma promoção
que aos poucos, também começa a conquistar cafeterias, bares,
restaurantes e outros pontos de consumo.
"Essa iniciativa é um apoio da ABIC à área de marketing das
indústrias associadas, principalmente as pequenas e médias
empresas", diz Guivan Bueno, presidente da entidade. "Uma
das nossas principais propostas é justamente dar este respaldo,
mostrar caminhos e estratégias que possam ser realizados e
seguidos por empresas e pontos-de-venda de qualquer porte
e de qualquer canto do Brasil".
Suporte e criatividade
A ABIC estimula os industriais a estreitarem os laços com
os supermercadistas, e dessa ação conjunta resulta muita criatividade
e originalidade. Decoração especial, luzes, cartazes, música,
brindes e promoção de degustação. São atividades diversas,
adequadas aos costumes, ao modo de vida de cada localidade
e à verba promocional das empresas. Mas o apoio da entidade
não fica apenas no incentivo: a ABIC produz diversos materiais
promocionais, que são fornecidos de maneira subsidiada aos
associados. Há cartazes com espaço para inclusão de logomarcas;
aparadoras de gôndola com o tema "Festival do Café no Inverno";
folhetos frente e verso com receitas e dicas de preparação
e conservação da bebida, além de informações dos benefícios
do consumo moderado para a saúde de crianças, adolescentes
e adultos.
"Essa estratégia também integra o PQC - Programa de Qualidade
do Café, que tem como objetivo educar o consumidor, aguçando
sua curiosidade para que descubra, experimentando, que café
não é tudo igual. São mais de 200 marcas autorizadas a utilizar
os Símbolos de Qualidade ABIC, nas categorias Tradicional,
Superior e Gourmet. É essa diferenciação, de qualidade e preço,
que queremos também mostrar", explica o diretor-executivo
Nathan Herskowicz.
A proposta da ABIC é criar e fixar, gradativamente, um calendário
anual de promoção do café visando, sobretudo, a divulgação
da qualidade; das formas corretas do preparo e da versatilidade
do seu uso em receitas diversas. "Não se trata apenas de aumentar
o consumo per capta, hoje de 4,27 quilos por ano. O que queremos
é ampliar o número de consumidores, sejam novos ou aqueles
que por algum motivo abandonaram o hábito", diz Herszkowicz.
"A produção e o consumo do café podem ser comemorados o tempo
todo. A florada, em setembro, que dá início à nova safra,
é exemplo disso, assim como o belo período da colheita. Ao
poucos, vamos integrar essas datas às atividades. Por enquanto,
temos a comemoração do Dia Nacional do Café, em 24 de Maio,
e o Festival do Café no Inverno, duas estratégias que estão,
a nosso ver, muito bem consolidadas".
Alto consumo
Apesar de mais intenso e marcante nas regiões Sul e Sudeste,
o inverno é a alta temporada do café em todo o País, quando
o consumo chega a crescer 10% - o que equilibra com a menor
demanda do verão, que proporcionalmente cai entre 5% e 10%
em média. Na verdade, o brasileiro toma café o ano inteiro
- e a cada ano, mais. Em 2006, foram consumidos 16,33 milhões
de sacas, 5,10% acima do período anterior, quando o volume
apurado havia sido de 15,53 milhões de sacas. A meta da entidade
é chegar aos 21 milhões de sacas até 2010, volume com o qual
o Brasil passará a deter o primeiro lugar no ranking dos maiores
países consumidores de café do mundo, posição tradicionalmente
ocupada pelos Estados Unidos.
São várias as razões que explicam o sucesso do café no inverno.
Primeiro, porque aquece. Segundo, porque desperta e anima,
dá aquela energia e vitalidade, espantando a preguiça, seja
em casa ou no trabalho. Um outro motivo é a combinação harmoniosa
do café com outros ingredientes, resultando sempre em receitas
deliciosas. E o café ainda faz bem à saúde. Consumido moderadamente
(na quantia de três a quatro xícaras por dia), o café aumenta
a capacidade de concentração, a memória e o estado de alerta,
sendo indicado para crianças, jovens e adultos.
Com tantos atributos, não é sem fundamento que o café é consumido
por mais de 94% dos brasileiros acima de 15 anos e, depois
da água, é a bebida de maior preferência nacional. É para
este público que as indústrias torrefadoras e o varejo promovem
este "Festival do Café no Inverno". São gôndolas e quiosques
repletos de aroma e sabor.
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