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24 DE MAIO, DIA NACIONAL DO CAFÉ
ABIC comemora a data incentivando a sustentabilidade
19/05/08

‘Café Sustentável, Consumidor Consciente’. É essa a mensagem que a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café quer transmitir durante as comemorações do Dia Nacional do Café, em 24 de maio. A entidade abraça a causa de defesa do meio ambiente e da sustentabilidade no planeta, estimulando que o mesmo seja feito pelas torrefadoras, cafeicultores, exportadores, varejistas e pelos 91% dos brasileiros acima de 15 anos que consomem café diariamente.

O café é uma bebida natural que, tomado regularmente e em doses moderadas, faz bem à saúde, dá prazer e energia. É por isso que, ao saborear uma xícara de café, os consumidores têm que ter em mente todos os caminhos percorridos pelos grãos até chegar a este momento único de prazer e aroma. Por traz de uma xícara de café, existe uma imensa cadeia produtiva que vem aprimorando, ano a ano e na prática, o conceito da sustentabilidade econômica, ambiental, ecológica e social. Em resumo, isso significa respeitar e preservar o meio ambiente, não utilizar mão-de-obra escrava ou infantil e gerar recursos para sustento e melhoria da qualidade de vida de todos os trabalhadores, familiares e comunidades.

Os caminhos do café

A cadeia produtiva do café começa lá na lavoura, onde os produtores investem nos tratos dos seus cafezais. Nesse mês de maio a colheita já começou em grande parte das regiões produtoras e é um período em que os cuidados se dão com os preparos dos lotes, secagem e armazenamento. O elo seguinte é o da indústria, que compra os cafés verdes (in natura), podendo ou não combinar grãos de diversas fazendas de uma mesma região ou até combinando grãos de Estados diferentes. Essa aquisição também é feita pelas firmas exportadoras, que criam blends para atender compradores de diversos países.

A etapa da indústria exige cuidado extremo, para garantir que a qualidade iniciada na lavoura seja mantida no processo de torra e moagem. Devidamente embalados, os grãos torrados ou torrados e moídos seguem depois para o varejo, principalmente supermercados, e também para pontos de consumo, como cafeterias, bares, restaurantes e hotéis. Alguns lugares, a exemplo de algumas cafeterias, compram diretamente o grão da lavoura e torram e moem na própria loja.

Nos mercados e supermercados, onde a grande maioria das pessoas compra seus cafés, os cuidados referem-se à exposição do produto: as embalagens devem ser colocadas em gôndolas próprias e distantes de itens que exalem perfumes ou odores fortes, como os de higiene e limpeza. Para atrair e facilitar a vida dos consumidores, as marcas devem ser expostas por categoria de produtos, iniciando-se pelos Cafés Gourmets, no alto, seguidas pelos Cafés Superiores e pelos Cafés Tradicionais.

A cadeia café ainda inclui a casa, o consultório ou o escritório dos consumidores, locais em que eles próprios preparam suas bebidas, em coador de pano ou no filtro de papel, em cafeteiras elétricas ou máquinas para café ‘espresso’. Cabem a essas pessoas – assim como aos proprietários e atendentes dos pontos de consumo – o papel fundamental de garantir, nesta etapa final. a qualidade iniciada na lavoura e preservada pela indústria e pelo varejo. Guardar o pacote de café perto de produtos de limpeza, não deixar o pó de café na geladeira após aberto, ou utilizar água clorada, por exemplo, são atitudes erradas que colocam por terra todo o trabalho de cafeicultores, industriais e varejistas. Ao contrário, sabendo armazenar e preparar corretamente a bebida, o consumidor obtém uma excelente xícara de café, ao mesmo tempo em que brinda os milhares de trabalhadores que se esforçaram para isso.

Qualidade

Em toda a cadeia produtiva a sustentabilidade vem sendo assegurada. A qualidade do grão é um item a mais nesse conceito econômico, social e ambiental, pois quanto melhor for o café, maior será a agregação de valor, favorecendo todos os elos e agentes do agronegócio. São fundamentais, portanto, os estudos realizados pelos centros de pesquisas, e coordenados nacionalmente pela Embrapa, por meio do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café), que descobrem cada vez mais variedades de café com características que permitem ganhos de produtividade, maior proteção ambiental e economia de defensivos. Da mesma forma, existe todo um trabalho que envolve indústrias de embalagens, de equipamentos e serviços, cujos desenvolvimentos tecnológicos permitem racionalização de custos, manutenção da qualidade e melhor gestão nas lavouras, indústrias e firmas exportadoras.

Todos esses esforços também atendem a um novo conceito, que é a do consumidor consciente: a pessoa que se mostra atenta para evitar desperdícios, como de água, energia elétrica e alimentos; se preocupa com reciclagem e destinação final do lixo, e que compra produtos sustentáveis, rejeitando os feitos de maneira imprópria. Essa é uma tendência mundial, já presente no Brasil, onde cresce o número de produtos certificados, que atestam a forma correta de sua fabricação. No café, existem diversas certificações para o grão verde: auditores visitam a propriedade e verificam se todos os quesitos de sustentabilidade foram cumpridos.

Em 2006, a ABIC lançou o PCS – Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que avança nas certificações ao auditar também o processo industrial. As primeiras marcas foram lançadas em 2007 e em breve novas indústrias estarão incluindo este selo em seus produtos nas categorias Superior e Gourmet. Com isso, o consumidor, que já procura nas embalagens a origem do produto e tipo de blend, além de informações sobre ponto de torra e tipo de moagem, passa a ter também a certeza de estar adquirindo um café sustentável da lavoura à sua xícara.

“O negócio café passa por grandes e positivas transformações, e o Brasil, que é o maior produtor e exportador do mundo e segundo maior mercado consumidor, é efetivamente um grande exemplo. É essa necessária consciência em preservar para as futuras gerações um mundo melhor e um café cada vez de maior qualidade, que queremos comemorar neste dia 24 de Maio”, define Guivan Bueno, presidente da ABIC.

Todo dia é dia de café, de norte a sul do Brasil. Mas desde 2005, quando a data 24 de Maio foi incorporada como Dia Nacional do Café no Calendário Brasileiro de Eventos, a comemoração ganhou maior repercussão. É a oportunidade de indústrias, produtores, exportadores, cooperativas, jornalistas, varejistas, artistas, escritores, consumidores e demais apaixonados por café retribuírem com uma homenagem especial a essa fonte inesgotável de prazer, aroma e sabor.

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