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A Cooxupé recebeu a confirmação oficial de que foi aprovada
como unidade integrante da Associação 4C - Código Comum para
a Comunidade Cafeeira. O Código entrou em vigor em 1º de outubro,
quando teve início a comercialização de café em grão cru produzido
em conformidade com as normas e regras de sustentabilidade
estabelecidas por este programa, que é mundial. A Cooxupé,
portanto, sai na frente ao conquistar o direito de estampar
o selo 4C nas sacarias que deixam o armazém da matriz, em
Guaxupé, com destino a dezenas de mercados consumidores. "Somos
os primeiros, no mundo, a obter a licença oficial para que
nossos cooperados possam comercializar café com este selo,
considerado sinônimo de responsabilidade ambiental, social
e econômica", comemora o presidente Carlos Alberto Paulino
da Costa.
Apontada como a maior cooperativa de café do Brasil, a Cooxupé
foi uma das primeiras empresas a entrar com o processo de
verificação do 4C. Sua equipe técnica foi treinada para orientar
os cooperados e não houve problemas para que as propriedades
visitadas pelos órgãos de verificação conseguissem a aprovação.
Em nosso país, o processo de verificação é realizado pela
Fundação Vanzolini, RINA e SGS do Brasil, sob a coordenação
do Instituto Totum.
Conforme consta do documento encaminhado à Cooxupé, alguns
procedimentos estão previstos para melhorar os critérios de
sustentabilidade já seguidos pelos produtores. "Nós obtivemos
a licença até 2010. Nesses três anos, devemos nos empenhar
para aprimorar nossa atividade, que já se destaca por respeitar
conceitos de consciência ambiental, respeito social e econômico",
enfatiza o vice-presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues
de Melo. O diretor administrativo Antonio Carlos Oliveira
Martins (Cacau) complementa: Cooxupé e Brasil são pioneiros
e mostram, ao mundo, que o setor produtivo brasileiro está
preparado para garantir uma oferta crescentes de cafés produzidos
com sustentabilidade".
Programa em Andamento
Cerca de 4,4 milhões de sacas de café em grão estão em processo
de verificação , em sete países produtores, para ver se correspondem
aos critérios de responsabilidade sustentável propagados pelo
Código Comum para a Comunidade Cafeeira, que foi lançado oficialmente
em 21 de setembro na Alemanha. Este volume corresponde a 3,5%
da oferta global de café e o Brasil é quem solicita a maior
parcela a ser certificada como unidade 4C: 1,8 milhão de sacas
em bica corrida. O restante são cafés provenientes do Vietnã,
México, Guatemala, Uganda, Quênia e Costa Rica.
"Nesta primeira etapa, a qual denominamos 'Primeira Onda',
o programa vem correspondendo à expectativa de valorizarmos
uma cafeicultura que pretende trazer benefícios reais para
o setor, e mais especificamente, para a cadeia produtiva do
café", afirmou o superintendente comercial para o Mercado
Externo da Cooxupé, Joaquim Libânio Ferreira Leite. Eleito
presidente da Junta Executiva do 4C coube, ao nosso superintendente,
a tarefa de apresentar os conceitos do programa na noite de
seu lançamento, em Berlim. Joaquim Libânio integra também
o Conselho do Código, que conta com outro brasileiro na sua
composição: Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Abic
- Associação Brasileira da Indústria de Café.
O 4C pretende ser um marco mundial, ao favorecer o aperfeiçoamento
contínuo das propriedades que o integrarem, melhorando as
condições de vida e de trabalho dos cafeicultores. Para atingir
esse objetivo, seus membros trabalham na divulgação maciça
de suas diretrizes. Em 16 de outubro, o superintendente da
Cooxupé apresentou as regras de sustentabilidade propostas
pelo Código na Suíça, durante o encontro anual da Sara Lee,
um dos maiores compradores mundiais de café. A Sara Lee integra
o setor de comércio e indústria do 4 C; já a Cooxupé compõe
o setor produtivo e o Código tem, ainda, uma terceira categoria:
a de serviços, representada por ONGs mundiais.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Cooxupé
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