|
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Café
(ABIC) iniciaram um novo projeto para o período 2008-2010
que prevê investimentos de R$24,084 milhões em ações de promoção
do produto brasileiro no mercado internacional, visando o
aumento das exportações.
O novo projeto prevê, também, novas estratégias para a inserção
dos Cafés do Brasil em diferentes mercados, principalmente
os considerados "traders", que são países ou regiões com um
alto potencial de comercialização dos produtos, mas ainda
com baixo consumo, como Panamá, Chile, Turquia e Cingapura,
entre outros. Os Estados Unidos são o principal mercado, com
70% das exportações. Outros países que serão alvos das promoções
são: Japão; Coréia do Sul; Argentina; Chile; Europa (Portugal,
Espanha, França, Polônia e Alemanha), e os Países do Leste
Europeu.
Entre as atividades inovadoras há o início de parcerias com
associações que reúnem chefs de cousine e restaurateurs,
a começar pelo Chile, onde acontecerá o Congresso Mundial
da WACS - World Association of Chefs' Societies. Outra parceria
será com a equipe brasileira de chefs que participará dos
maiores concursos mundiais, como o Bocuse D'Or. Durante tais
eventos serão montadas Semanas Gastronômicas do Brasil, sempre
em restaurantes renomados com convites orientados ao público
formador de opinião. Nestes períodos, o destaque é a culinária
típica brasileira, juntamente com degustações de Cafés do
Brasil.
Mas as inovações não param por aí. O novo projeto prevê a
formação de um time de baristas - o Brazilian Coffee Team
- cuja missão será, além de exibir suas aptidões e criatividade
nos eventos propostos, propiciar um serviço diferenciado de
cafés, drinques e coquetéis que tenham como base o Café do
Brasil, complementando a percepção positiva dos produtos e
sua origem.
"Este é o momento de plantar no mercado mundial a imagem
do Brasil como produtor e processador de cafés de excelente
qualidade, em quantidade mais que suficiente para atender
ás demandas mundiais", observa o presidente da Apex-Brasil,
Alessandro Teixeira. Para Almir José da Silva Filho, presidente
da ABIC, "todas as estratégias promocionais permitirão às
indústrias efetivar novas e duradouras parcerias comerciais,
potencializando a presença da marca Cafés do Brasil junto
aos consumidores de inúmeros países".
O primeiro projeto entre ABIC e Apex-Brasil foi em 2002 e
vem surtindo efeitos altamente positivos para os cafés do
Brasil. Os negócios que eram da ordem de US$4 milhões inicialmente,
deram um grande salto: em 2007 as vendas chegaram a U$26 milhões
- valor que já foi superado nos primeiros 10 primeiros meses
de 2008, quando as exportações de café torrado e moído atingiram
US$34 milhões.
|