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Reunidas no Consórcio Qualidade Brasil, elas adquiriram,
em novembro passado, durante disputado leilão, pelo valor
de R$2.470,00 a saca, o lote do produtor paulista Homero Teixeira
de Macedo Junior, da Fazenda Recreio, de São Sebastião da
Grama, região Mogiana. Foi o maior lance do pregão, o que
conferiu ao cafeicultor o título de Campeão Nacional - Safra
2008. O lote de Homero Teixeira também conquistou o 1º lugar
na categoria Café Cereja Descascado.
O concurso é realizado em duas categorias, que contemplam
dois métodos de preparo dos grãos na fazenda: Café Natural,
que é aquele feito com grãos secos nas árvores, que preservam
a doçura na polpa, resultando em uma bebida rica em corpo
e doce, com aroma e acidez equilibrada, e Café Cereja Descascado,
processo de secagem do café sem a casca, mas com a mucilagem,
que permite a obtenção de uma bebida que equilibra harmoniosamente
corpo, aroma e acidez.
Edição Especial - Cafés Cereja Descascado
Além das três empresas campeãs, integram a 5ª Edição Especial
dos Melhores Cafés do Brasil as seguintes marcas elaboradas
com os cafés finalistas na Categoria Café Cereja Descascado:
Café
Excelsior, de Sorocaba, e Café Caiçara, de Jundiaí, ambas
do Estado de São Paulo, e Café Número Um (marca da Buaiz S/A),
de Vitória, no Espírito Santo, que arremataram o lote do produtor
Carlos Sérgio Sanglard, da Fazenda Serra do Boné, de Araponga
(MG).
Café
Toko, de Juiz de Fora (MG), produzido com os cafés cultivados
no Sítio Santa Laura, em Cornélio Procópio (PR), do produtor
Osvaldo Garcia.
Café
Itamaraty, de Rolândia (PR), que arrematou o lote do produtor
Nelson Xavier Jones, da Fazenda Divino Espírito Santo, de
Piatã (BA).
Café
Pelé (marca da Cia. Cacique), de São Paulo, produzido com
o café do Sítio Lavrinhas, do cafeicultor Ivan Caliman, em
Venda Nova do Imigrante (ES).
Edição Especial - Cafés Naturais
As empresas que adquiriram no leilão os lotes finalistas na
categoria Natural, cujas marcas integram esta 5ª Edição Especial
dos Melhores Cafés do Brasil são:
Café
Damasco, de Curitiba (PR); Café Cajubá (marca da indústria
Icatril), de Uberlândia (MG); Café Iguaporã, de Sete Quedas
(MS) e Café Astória Real (marca da indústria Café Toko), de
Juiz de Fora (MG), elaborados com os cafés produzidos pelo
cafeicultor Francisco Luiz da Costa na Fazenda Santana, em
Jacuí, Minas Gerais.
Café
Meridional, de Campo Grande (MS); Café Manaus, de Manaus (AM);
Vascafé, de Goiânia (GO), e Café Canecão, de Campinas (SP),
que arremataram o lote do cafeicultor Anésio Contine, do Sítio
Ravello, do Espírito Santo do Pinhal (SP).
Café
Bom Dia, de Varginha (MG), e Rover (marca da indústria Café
Floresta), de Santos (SP), elaborados com o lote produzido
por João Ferreira dos Santos Neto na Chácara Kitagawa, em
Apucarana (PR).
Octávio
Café (marca da indústria Sol Panamby), de Pedregulho (SP),
e Café Livramento do Brumado (marca da JR Ltda.), de Brumado
(BA), que adquiriram o lote do produtor Clóvis Sampaio Chagas,
da Fazenda Lamarão, de Vitória da Conquista (BA).
A ABIC também participa, institucionalmente, desta Edição
Especial. A entidade adquiriu em conjunto com a Café Bom Dia
e a Rover, o lote de café da Chácara Kitagawa, de Apucarana,
no Paraná.
O melhor do melhor
O concurso, criado em 2004, seguido da Edição Especial, lançada
em 2005, foram instituídos com o objetivo de homenagear, de
um lado, os cafeicultores que investem na melhoria da qualidade
da sua produção e, de outro, os consumidores brasileiros,
que têm à sua disposição os melhores cafés gourmet do País.
"Queríamos estimular e difundir o conceito de cafés de alta
qualidade e de produtos diferenciados. E foi exatamente isso
o que conseguimos", comemora o presidente da ABIC, Almir José
da Silva Filho.
O consumo de café gourmet, que até o início dessa década
praticamente inexistia, vem crescendo em média 15% ao ano.
Em 2008, da demanda total de café torrado e moído (17,66 milhões
de sacas), os gourmets representaram 4% (690 mil sacas). Pode
parecer um volume pequeno, mas em valor representa entre 7%
e 8% das vendas totais, que foram de R$6,5 bilhões.
O Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café é disputado
exclusivamente pelos lotes vencedores dos certames estaduais
realizados em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná
e Bahia. É, portanto, a seleção dos melhores entre os melhores,
visto que, dos estaduais, só participam os vencedores regionais.
Essa a razão de tanta exclusividade. E cabe às torrefadoras
industrializar esses cafés especiais com todo o cuidado, para
fazer chegar à xícara do consumidor brasileiro toda a qualidade
iniciada lá atrás, na lavoura.
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