O café não é remédio, mas a comunidade médico-científica já o considera como funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo nutracêutica (nutricional e farmacêutico). Isso, porque o café não possui apenas cafeína, mas também, potássio, zinco, ferro, magnésio e vários outros minerais, embora em pequenas quantidades.
O grão do café também possui aminoácidos, proteínas, lipídios, além de açúcares e polissacarídeos. Mas, o principal, é que possui uma enorme quantidade de polifenóis antioxidantes, chamados ácidos clorogênicos. Durante a torra do café, esses ácidos formam novos compostos bioativos: os quinídeos.
É nessa etapa, também, que as proteínas, aminoácidos, lipídios e açúcares formam os quase mil compostos voláteis responsáveis pelo aroma característico do café. Toda essa composição faz do café uma bebida natural e saudável. De acordo com o neurologista Darcy Roberto Lima, estudos recentes sugerem que o consumo diário de até seis xícaras de café pode prevenir o surgimento do diabetes tipo 2.
Isso ocorre, não devido à cafeína, mas talvez, devido aos ácidos clorogênicos, que na torra do café forma os quinídeos, dentre inúmeras outras substâncias ainda a serem estudadas no café, que não é só cafeína, abrindo uma nova área de pesquisa sobre o papel protetor do consumo de café. O médico Darcy Lima se dedica a pesquisar os efeitos do café na saúde humana há mais de 20 anos. Ele é coordenador científico do Programa Café e Saúde, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
É, também, membro do Grupo Coordenador do Projeto Café e Coração, realizado em convênio entre o Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, e o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (PND&D) da Embrapa.
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