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Existem várias espécies de café, sendo as mais conhecidas
no mundo as espécies Coffea Arábica (café arábica) e Coffea
Canephora (café robusta ou conilon).
Na cadeia produtiva do café no Brasil a grande oferta do
produto nos mercados nacional e internacional faz com que
o setor se profissionalize, produza e comercialize, cada vez
mais, com eficácia e qualidade. O consumidor, percebendo a
grande diferença entre as diversas qualidades do produto,
passa a valorizar, junto com o espresso, também o torrado
e moído de melhor sabor, aroma fragrância e pureza. A distinção
entre os produtos faz-se por suas características de pureza,
sabor, corpo, demandando matérias-primas diferenciadas para
a fabricação de espresso, cafés especiais e gourmet. Nisso,
as vantagens naturais do Brasil para o cultivo do café, como
solo e clima, além de tecnologia, colocam o Brasil como o
mais capaz de fornecer ao mundo todos os tipos de cafés demandados
pelos mais diversos e exigentes mercados.
Embora a prova final seja feita pelo paladar do consumidor,
a preocupação com a qualidade do café começa no campo.
O primeiro fator que deve ser levado em consideração para
definir a qualidade do café é a sua espécie, já que existem
diferenças entre as espécies arábica e robusta. O arábica
é um café mais fino, que apresenta uma bebida de qualidade
superior, com o maior aroma e sabor. Mesmo assim, existem
variações de aromas e sabores dentro dessa espécie. E o robusta
utilizado nos blends, com o arábica, com a finalidade de conferir
mais corpo a bebida e diminuir a acidez do arábica. Serve
também para oferecer um produto de menor custo e ajustar a
bebida à preferência ou ao costume de determinada classe de
consumidores.
Outro fator determinante da qualidade do café é o ambiente
onde ele está sendo cultivado, já que a diversidade climática
proporciona variações quanto à acidez, corpo, doçura e aroma
do café. E o Brasil possui uma diversidade muito grande de
cafés, quanto à qualidade da bebida em decorrência de sua
imensa variedade de solos e climas associados a diferentes
sistemas de manejo da lavoura e do fruto colhido.
Na produção cafeeira, os cuidados iniciam-se com a escolha
do local de plantio (altitude, tipo de solo, vertente de insolação),
o espaçamento entre as plantas, os cuidados com adubações,
o controle de doenças e pragas.
Finalizando o processo, vêm as decisivas fases de colheita,
secagem e processamento, quando se deve ter muito cuidado
para que não se perca tudo o que foi conquistado em cada ano
de cultivo.
Na colheita, os frutos devem estar em seu ponto máximo de
maturação, e ser colhidos sem que entrem em contato com a
terra, para que não se contaminem com microorganismos. Após
a colheita, devem passar pela pré-limpeza, retirando as impurezas
vindas do campo (folhas, torrões e paus), e lavados o mais
rápido possível, para retirar poeira e separar os frutos com
diferentes fases de maturação (cereja, verde e seco).
Depois de lavado, o café é secado no terreiro (ao sol) ou
em secadores mecânicos. Após secagem completa, o café passará
pelo beneficiamneto (retirada da casca) e pelo rebeneficiamento,
onde serão retirados grãos verdes, pretos, defeituosos, ardidos,
brocados, ficando pronto para o comércio e a industrialização.
A torra e o grau de moagem são fundamentais para a definição
do tipo de bebida. O ponto de torra ideal, que revela todo
o sabor e aroma tem a cor de chocolate. Já a moagem define
a forma de preparo do café, por exemplo, moagem fina é usada
para o preparo de café turco e moagem grossa para cafeteiras
italianas.
Todo o trabalho alcançado até a fase de industrialização
pode ser perdido e não se conseguir um bom café se o consumidor
não tomar alguns cuidados como:
Preparar sempre a quantidade exata do café para consumo imediato,
pois ele perde
suas características depois
de uma hora de coado;
Usar sempre água filtrada, de preferência água mineral, por
não conter cloro;
Lavar o coador somente com água, nunca com sabão, alvejantes
ou com o pó que
sobrou no coador;
Não adoçar o café durante o preparo;
Manter o pó sempre em local fresco e em recipiente fechado;
A água para o preparo deve estar numa temperatura entre 90ºC
e 100ºC; portanto,
ela deve ser retirada do fogo
logo que se inicia a fervura;
Deve-se passar pelo pó somente água quente e jamais bebida
preparada
anteriormente.
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