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INDICADORES DA INDÚSTRIA DE CAFÉ NO BRASIL
Desempenho da produção e consumo interno em 2006
Realização da Área de Pesquisas da ABIC - Associação Brasileira da Indústria de Café

O Aumento do Consumo em 2006
O consumo interno brasileiro de café em 2006 voltou a crescer de forma acentuada. No período compreendido entre Novembro de 2005 e Outubro de 2006, a ABIC registrou o consumo de 16,33 milhões de sacas, isto representando um acréscimo de 5,10% em relação ao período anterior correspondente (base 2005), quando o volume apurado havia sido de 15,53 milhões de sacas. A diferença de 800 mil sacas em apenas um ano é maior que o consumo anual de muitos países produtores de café. O mercado brasileiro representa 14% da demanda mundial, e mais de 50% do consumo interno de todos os 57 países produtores de café, um volume estimado pela Organização Internacional do Café - OIC em 31 milhões de sacas/ano.

O consumo mundial, segundo a OIC, cresce apenas 1,5% ao ano, na média. No Brasil, o consumo interno evoluiu 19,2% desde 2003, crescendo de 13,7 milhões de sacas para as atuais 16,33 milhões.


 

O consumo por habitante/ano (per capita) foi de 4,27 kg de café torrado, quase 70 litros para cada brasileiro, registrando uma evolução de 3,9% em relação a 2005 (contra 2,7% no período anterior de 2005), o que confirma a constatação da pesquisa realizada pela InterScience, de que as pessoas estão consumindo mais xícaras de café por dia.

A Importância do Consumo Interno na Produção Cafeeira
O resultado de 16,33 milhões de sacas em 2006 representou 38% da safra colhida naquele ano, o que é um resultado excepcional considerando-se que a safra 2006/2007 foi uma das maiores da história da cafeicultura brasileira. O montante está, também, muito próximo das previsões e expectativas da ABIC para o período, que eram de 16,5 milhões de sacas, dentro do objetivo de atingir os 21 milhões de sacas no ano 2010. Para 2007, que terá uma safra menor, estimada em 33 milhões de sacas pela CONAB, o consumo brasileiro poderá representar 52% de todo o café colhido no ano.

Para atingir a meta de 21 milhões de sacas em 2010, o consumo interno deverá crescer 6%, em média, ao ano, incorporando mais de 1,1 milhão de sacas a cada 12 meses.

Com este resultado, o Brasil mantém uma posição importante no cenário mundial do agronegócio café, por ser um dos países onde o consumo interno de café mais cresce. Esta condição, reconhecida pela própria OIC - Organização Internacional do Café, com sede em Londres, fez com esta entidade esteja recomendando aos demais paises produtores de café, em todo o mundo, para que adotem programas internos de ampliação do consumo, semelhantes aos do Brasil, como uma das formas mais efetivas de dar sustentabilidade à cafeicultura mundial, não permitindo, dessa forma, a existência de excedentes do grão, o que faria a cotação cair a valores que não remunerem adequadamente a comunidade de produtores.

As Razões do Aumento do Consumo
A ABIC atribui o crescimento do consumo a um conjunto de fatores que se repete há anos, de forma consistente e duradoura. Entre estes fatores estão:

    Melhoria contínua da qualidade do café oferecido aos consumidores, que foi ampliada com o PQC - Programa de Qualidade do Café, lançado pela ABIC em final de 2004 e que, atualmente, já certifica mais de 160 marcas em todo o Brasil;

    Consolidação do mercado de cafés tipo Gourmet ou Especiais, diferenciados e de alta qualidade, que despertam cada vez mais a atenção, o interesse e a curiosidade junto aos consumidores. Esses cafés foram, inclusive, apontados na pesquisa Interscience como um dos fatores mais importantes para a conquista de novos consumidores, principalmente, entre os jovens;

    Melhora muito significativa da percepção do café quanto aos aspectos dos benefícios para a saúde, como resultado dos grandes investimentos no Programa Café e Saúde, que todo o agronegócio apóia.

    Todos estes fatores implicaram, também, em maiores investimentos da indústria de café em expansão do parque produtivo, em tecnologia, inovação e marketing, em montante que atingiu cerca de R$ 130 milhões em 2006.

Tendência de mercado e consumo
Em 2006, segundo a pesquisa "Tendências do Consumo de Café no Brasil", 94% dos entrevistados declararam-se consumidores de café. Este valor era de 91% em 2003, primeiro ano da pesquisa, o que demonstra que o universo de consumidores vem crescendo, além do aumento da demanda per capita.

A percepção positiva do café junto aos consumidores melhorou muito em conseqüência da campanha de informação sobre Café e Saúde, feita pelo CDPC - Conselho Deliberativo da Política do Café, com apoio do DCAF - Departamento do Café da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia, do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do setor privado e, especialmente, da ABIC.

Entre os Não-Consumidores (6% da população), a alegação de que o café faz mal à saúde reduziu-se de 68% em 2005 para 33% em 2006. Entre os Consumidores (94%), as eventuais razões para reduzir o consumo por motivos de saúde, também caíram de 42% em 2005 para 33% em 2006.

O consumo fora do lar continua a se ampliar - no trabalho, nas cafeterias, nos restaurantes e aumentou em 4% o total de consumidores que tomam café todo o dia. A pesquisa mostra também que há mais interesse em adquirir novas cafeteiras para uso doméstico e que o consumo aumentou mais nas classes A/B, em conseqüência da demanda por cafés mais elaborados, de melhor qualidade, certificados, e com sabor e aroma marcante, que são os fatores determinantes do consumo.

O ano 2006 marcou, também, a entrada no mercado brasileiro de novas cadeias de casas de café estrangeiras e o anúncio de investimentos de empresas européias, tudo contribuindo para confirmar o interesse despertado pelo tamanho do mercado interno brasileiro, que se mostra maduro para assimilar inovações e novos produtos.

Os Investimentos em Publicidade e Promoção
Os investimentos em promoção e marketing foram fundamentais para assegurar o aumento do consumo de café. Ao lado das iniciativas das empresas do setor, destacou-se a aplicação de R$ 5,0 milhões com recursos do Funcafé- Fundo de Defesa da Cafeicultura, através do PIM - Programa Integrado de Marketing 2006, coordenado pelo DCAF - Departamento do Café, da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A eles, somaram-se as contrapartidas privadas neste programa, em valor superior a R$ 2,0 milhões e o Fundo Especial de Marketing, no valor de R$ 655 mil, constituído pela ABIC com contribuições extraordinárias dos seus associados torrefadores. No ano 2007, este Fundo da ABIC terá investimentos de R$ 965 mil, bancado pelos torrefadores associados.

Para este ano, o Programa Integrado de Marketing - PIM 2007, do MAPA-CDPC, prevê a alocação de mais recursos para Publicidade e Promoção dos Cafés do Brasil aqui e no exterior: de R$ 13,0 milhões, contra R$ 5,0 milhões que foram integralmente utilizados em 2006.

O mercado interno vai receber R$ 8,0 milhões em 2007, provenientes do Funcafé, para continuar alavancando o crescimento do consumo no Brasil, por meio do Programa Café e Saúde; de apoio para os Concursos de Qualidade; para veiculação de mensagens informativas e educativas sobre o café na mídia de massa, revistas, TV, cinemas e de um inédito programa de exposições itinerantes, sobre café, em shopping centers, bem como na participação do Pan Rio 2007.

Para a promoção dos Cafés do Brasil no exterior, o PIM 2007 vai alocar R$ 5,0 milhões, que serão aplicados em feiras, exposições, projetos compradores, road-shows, apoio às iniciativas no mercado asiático e, inclusive, uma preparação para ações durante as Olimpíadas na China em 2008.

Todos estes programas têm tido importância fundamental na promoção interna e externa do café, como, por exemplo, no desenvolvimento do Programa Café e Saúde, que objetiva gerar informações e conhecimentos para a comunidade científica, médica e consumidores, a respeito dos benefícios do consumo diário e moderado do café para a saúde humana.

Pesquisas, produção de boletins e Cartas Médicas destinadas aos profissionais da saúde (120 mil exemplares), geração e transmissão via TV e Internet de conteúdo médico-científico para a comunidade médica brasileira (70 horas de conteúdo em TV), manutenção e atualização permanente do site www.cafeesaude.com.br, folhetos com informações para os consumidores (1,7 milhão de exemplares), tudo isto foi produzido em 2006.

A concentração no setor se amplia
A concentração do setor torrefador continua acontecendo, como nos anos anteriores. Em 2006, as 5 maiores empresas torrefadoras participaram com 36,93% do mercado de torrado/moído, contra 33,45% no ano anterior. Já as 100 maiores empresas ampliaram sua participação para 62,60% contra 59,66% no ano anterior (tabela 6).

Exportação de Café Industrializado
A exportação de café torrado/moído também apresentou um excelente desempenho. O valor das vendas alcançou US$ 24,47 milhões contra US$ 16,69 milhões em 2005, isto representando um salto de 46%. Em relação a 2002, quando estes negócios efetivamente tiveram início, a evolução foi de 504%. O incentivo às exportações é feito pela ABIC por meio do PSI - Programa Setorial Integrado de Exportação de Café Torrado e Moído, realizado em convênio com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos - APEX Brasil, do Ministério do Desenvolvimento.

As exportações brasileiras de café industrializado estão sendo mais bem sucedidas em mercados e segmentos que demandam cafés de alta qualidade, e que pagam maior valor unitário. O preço médio do café exportado foi de US$ 4,55/kg em 2006 contra US$ 4,00/kg, em 2005 (14% de aumento).

As exportações de café torrado/moído em 2007 podem alcançar US$ 32 milhões, com os EUA figurando como maior mercado comprador e o Mercosul surgindo como boa opção de negócios (5% das vendas).

As Expectativas para 2007
Para 2007, a ABIC tem a expectativa de que o consumo interno evolua para 17,4 milhões de sacas (52% da safra a ser colhida). Em valor, considerando a apreciação dos preços do grão cru no mercado mundial e no mercado físico brasileiro, em função da oferta menor do que a demanda, pois a safra brasileira será pequena, estima-se que os preços do produto aumentem entre 20% e 25% para os consumidores, na média. Com isto, as vendas do setor podem alcançar R$ 7,0 bilhões em 2007, contra R$ 5,4 bilhões em 2006.

Entretanto, os bons resultados em volume e expansão do mercado interno ainda não representam recuperação da rentabilidade do setor. De fato, o preço do café aos consumidores evoluiu somente 17% entre Julho/1994 e Dezembro/2006, contra uma variação da Cesta Básica Nacional de 135%.

É importante lembrar que o café representava 12% do custo da cesta básica em 1994 e seu valor relativo caiu para somente 5,7% em 2006. Esta perda de valor do produto está repercutindo muito fortemente no setor, que tem inúmeras pequenas empresas em situação critica. A evolução dos preços prevista para 2007 pode representar a salvação de uma boa parcela dessas empresas, quando não do setor como um todo, sem o risco de perda do consumo, uma vez que o preço do café para os consumidores encontra-se em nível muito pouco significativo.

As Ameaças ao Aumento do Consumo
A ABIC enxerga algumas ameaças para o desempenho do setor e para o consumo em 2007. Elas concentram-se nas incertezas quanto à disponibilidade da matéria-prima, o grão cru, uma vez que os estoques físicos brasileiros estão em nível baixo; os estoques oficiais de cafés antigos, de 1,9 milhão de sacas, são insuficientes, e a safra prevista representa um déficit potencial de 6 a 8 milhões de sacas.

Com a exportação brasileira tendo atingido 27 milhões de sacas em 2006, parece que a disponibilidade do grão não será suficiente para a demanda conjunta com a do consumo interno.

Outra ameaça prende-se á observação de deterioração da qualidade em parte de algumas marcas de café, notadamente, aquelas de preços inferiores. A ABIC dispõe de dois programas de monitoramento da qualidade do café oferecido aos consumidores - o Selo de Pureza e o PQC - Programa de Qualidade do Café. A entidade observa com muita preocupação que há um comércio de grãos verdes de péssima qualidade, estimulado por alguns comerciantes de café, e destinado às marcas que não têm compromisso com a oferta de uma qualidade minimamente recomendável, mas, somente com a prática de preços excessivamente baixos.

A oferta de cafés de má qualidade, mesmo que em parcela menor do mercado, é um grande perigo para os objetivos de se continuar ampliando o consumo. A ABIC defende que a ampliação do consumo está diretamente relacionada com a oferta de produtos com qualidade cada vez melhor.

A solução para esta questão passa por uma atitude firme e urgente do Ministério da Agricultura, que precisa, por força de Lei, produzir e atualizar as legislações para o café em grão cru e café industrializado, de modo a coibir a comercialização de matérias-primas com qualidade inferior e excesso de grãos defeituosos, bem como coibir a oferta, aos consumidores, de produtos com qualidade não recomendável.

Essa defesa firme e transparente da qualidade do café para os consumidores brasileiros não pode, entretanto, restringir-se aos programas da ABIC, mas deve, também, ser efetivamente abraçada pelos produtores, cooperativas, comerciantes de café verde e industriais de café do Brasil.

Nesse sentido, merece aplauso a iniciativa dos governos da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais que, em 2006, criaram, por decreto dos governadores, regras para a adoção de critérios de qualidade mínima nas aquisições e licitações de café para o consumo dos organismos públicos daqueles estados.

A ABIC estimulou este movimento distribuindo, em todo o Brasil, seu guia NMQ - Nível Mínimo de Qualidade para o Café, contendo orientações e sugestões para esta iniciativa que hoje já é utilizada, também, no Estado de São Paulo, em inúmeras Prefeituras, pelo Exercito Brasileiro, pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pela Secretaria da Receita Federal, Tribunais Regionais do Trabalho e outros organismos.

 


  Gráfico 1  


  Gráfico 2  


  Gráfico 3  


  Gráfico 4  


  Tabela 1  
Evolução do consumo interno de café - produção total anual - Outubro/2006
Categoria Ano anterior
(nov/04 a out/05)
Período atual
(nov/05 a out/06)
%
Empresas associadas 9.629.772 10.264.596 6,59
Empresas não associadas 3.152.196 3.240.457 2,80
Total de empresas cadastradas 12.781.968 13.505.053 5,66
Consumo não cadastrado 1.847.403 1.899.130 2,80
Total geral de café torrado e moído 14.629.371 15.404.184 5,30
Empresas de café solúvel 908.950 927.129 2,00(1)
Total nacional de consumo de café 15.538.321 16.331.312 5,10
Consumo per-capita - café em grão cru 5,14 5,34  
Consumo per-capita - café em torrado e moído 4,11 4,27  
Evolução do consumo interno de café - produção média mensal - Outubro/2006
Categoria Ano anterior
(nov/04 a out/05)
Período atual
(nov/05 a out/06)
%
Empresas associadas 802.481 855.383 6,59
Empresas não associadas 262.683 270.038 2,80
Total de empresas cadastradas 1.065.164 1.125.421 5,66
Consumo não cadastrado 153.950 158.261 2,80
Total geral de café torrado e moído 1.219.114 1.283.682 5,30
Empresas de café solúvel 75.746 77.261 2,00(1)
Total nacional de consumo de café 1.294.860 1.360.943 5,10
Volume em sacas de 60 kg
(1) Fonte: mercado
Fonte: ABIC


  Tabela 2  
Quadro anual do consumo interno de café no Brasil
Novembro de 2005 a outubro de 2006 (volume em sacas de 60 Kg)
Status Empresas % Volume/mês % Volume/ ano %
Empresas Cadastradas 1.215 99,43 1.125.421 82,69 13.505.053 82,69
Consumo não cadastrado - - 158.261 11,63 1.899.130 11,63
Total café torrado/moído 1.215 99,43 1.283.682 94,32 15.404.184 94,32
Café Solúvel 7 0,57 77.261 5,68 927.129 5,68
Total Geral 1.222 100,00 1.360.943 100,00 16.331.312 100,00
Base do nº de empresas - através das coletas de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - dez/2002-out/2006 e dados atualizados dos sindicatos regionais.
Fonte: ABIC


  Tabela 3  
Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil
Ano Consumo
(milhões de sacas)
Consumo
(Kg/Habitante ano)
  Somente
Torrado/Moído
Total
Inclusive Solúvel
Kg Café Verde Kg Café Torrado
1965   8,1 5,91 4,72
1985 6,0 6,4 2,83 2,27
1990   8,2 3,39 2,71
1991   8,5 3,47 2,78
1992   8,9 3,58 2,87
1993   9,1 3,62 2,89
1994   9,3 3,65 2,92
1995   10,1 3,88 3,11
1996 10,6 11,0 4,16 3,33
1997 11,0 11,5 4,30 3,44
1998 11,6 12,2 4,51 3,61
1999 12,2 12,7 4,67 3,73
2000 12,6 13,2 4,76 3,81
2001 13,0 13,6 4,88 3,91
2002 13,3 14,0 4,83 3,86
2003 12,9 13,7 4,65 3,72
2004 14,1 14,9 5,01 4,01
2005 14,6 15,5 5,14 4,11
2006 15,4 16,3 5,34 4,27
Período: novembro - outubro
Sacas de 60 kg
Fonte: ABIC


  Tabela 4  
Produção industrial de café no Brasil - Resumo por região e estado
Outubro/2006
Centro-Oeste Empresas
Estados: Distrito Federal 
Goiás 
Mato Grosso 
Mato Grosso do Sul 
08
54
12
13
Totais da região: 87
Empresas: 87  
Sacas (60 Kg): 40.048
Marcas: 170
Nordeste Empresas
Estados: Alagoas 
Bahia 
Ceará 
Maranhão 
Paraíba 
Pernambuco 
Piauí 
Rio Grande do Norte 
Sergipe 
03
130
09
06
04
18
01
05
03
Totais da região: 179
Empresas: 179  
Sacas (60 Kg): 285.236
Marcas: 338
Norte Empresas
Estados: Acre 
Amapá 
Amazonas 
Pará 
Rondônia 
Roraima 
Tocantins 
03
00
06
12
24
00
03
Totais da região: 48
Empresas: 48  
Sacas (60 Kg): 22.065
Marcas: 73
Sudeste Empresas
Estados: Espírito Santo
Minas Gerais 
Rio de Janeiro 
São Paulo 
45
355
61
254
Totais da região: 719
Empresas: 719  
Sacas (60 Kg): 664.831
Marcas: 1.518
Sul Empresas
Estados: Paraná
Rio Grande do Sul 
Santa Catarina
124
27
31
Totais da região: 182
Empresas: 182  
Sacas (60 Kg): 113.241
Marcas: 413
Total Geral 1.215
Empresas: 1.215  
Sacas (60 Kg): 1.125.421
Marcas: 2.512
Foram consideradas as empresas com marcas analisadas desde dez/2002 e dados atualizados dos sindicatos regionais.
Volume mensal em sacas de 60kg
Não inclui consumo não-cadastrado (158.261 sacas/mês)
Fonte: ABIC


  Tabela 5  
Relação das 20 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
Outubro/2006
Classificação
atual
UF Empresa
01 SP Sara Lee Cafés do Brasil Ltda
02 CE Santa Clara Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
03 SE Indústrias Alimentícias Maratá Ltda.
04 SP Melitta do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
05 PR Café Damasco S/A.
06 SP Mitsui Alimentos Ltda.
07 SP Cia. Cacique de Café Solúvel
08 MG Café Bom Dia Ltda.
09 SP Moka Trading Company Ltda.
10 PB São Braz S/A Indústria e Comércio de Alimentos
11 CE Moageira Serra Grande Ltda.
12 SP Café Utam S/A
13 RJ Socan - Produtos Alimentícios Ltda.
14 PR Odebrecht - Comércio e Indústria de Café Ltda.
15 MG Toko - Indústria e Comércio, Importação e Exportação Ltda.
16 PR Itamaraty Indústria e Comércio S/A
17 MA Produtos Alimentícios Ribamar Cunha Ltda.
18 SP Nhá Benta Indústria de Alimentos Ltda.
19 SP Café Pacaembu Ltda.
20 SP Café Canecão Ltda.
Fonte: ABIC


  Tabela 6  
Produção e participação por Grupos de Empresas - Brasil
Outubro/2006
  2004/2005 2005/2006
GRUPO VOLUME
MENSAL
PARTICIPAÇÃO (%) VOLUME
MENSAL
PARTICIPAÇÃO
(%)
5 Maiores 407.852 33,45 474.119 36,93
10 Maiores 523.521 42,94 588.433 45,84
20 Maiores 582.220 47,76 652.350 50,82
30 Maiores 616.765 50,59 690.127 53,76
50 Maiores 670.279 54,98 744.030 57,96
100 Maiores 727.361 59,66 803.541 62,60
Total Geral 1.219.114   1.283.682  
Obs.: Associadas + Não associadas
Períodos de produção considerados:
2004/2005: nov/04 a out/05
2005/2006: nov/05 a out/06
Considerado somente café torrado e moído.
Fonte: ABIC


  Tabela 7  
Relação das 100 maiores Indústrias de Café Associadas da ABIC
Outubro/2006
Classificação
atual
UF Empresa
01 SP Sara Lee Cafés do Brasil Ltda
02 CE Santa Clara Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
03 SE Indústrias Alimentícias Maratá Ltda.
04 SP Melitta do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
05 PR Café Damasco S/A.
06 SP Mitsui Alimentos Ltda.
07 SP Cia. Cacique de Café Solúvel
08 MG Café Bom Dia Ltda.
09 SP Moka Trading Company Ltda.
10 PB São Braz S/A Indústria e Comércio de Alimentos
11 CE Moageira Serra Grande Ltda.
12 SP Café Utam S/A
13 RJ Socan - Produtos Alimentícios Ltda.
14 PR Odebrecht - Comércio e Indústria de Café Ltda.
15 MG Toko - Indústria e Comércio, Importação e Exportação Ltda.
16 PR Itamaraty Indústria e Comércio S/A
17 MA Produtos Alimentícios Ribamar Cunha Ltda.
18 SP Nhá Benta Indústria de Alimentos Ltda.
19 SP Café Pacaembu Ltda.
20 SP Café Canecão Ltda.
21 PE Moinho Petinho Indústria e Comércio Ltda.
22 SP Café Jaguari Ltda.
23 MG Veloso e Tavares Indústria de Alimentos Ltda.
24 PE Cirol Royal S/A.
25 BA Sobesa Industrial de Alimentos Santanense Ltda.
26 GO Dicasa Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
27 ES Buaiz S/A. Indústria e Comércios
28 MG Café Minas Rio Ltda.
29 DF Café do Sítio Indústria e Comércio Ltda.
30 ES Realcafé Solúvel do Brasil S/A
31 PR COROL Cooperativa Agroindustrial.
32 SP Torrefações Noivacolinenses Ltda.
33 BA Ipam Indústria de Produtos Alimentícios Moenda Ltda.
34 RJ Soc. Abast. do Comércio e Indústria de Panif. - SACIPAN S/A
35 AM Indústria de Café Manaus Ltda.
36 GO Café Rancheiro Agro Industrial Ltda.
37 MG Segafredo Zanetti (Brasil) Com. e Distribuição de Café S/A
38 RJ Café Favorito S/A
39 SC Sasse Alimentos Ltda.
40 AL Indústrias Reunidas Coringa Ltda.
41 DF Café Export Indústria e Comércio Ltda.
42 SP BDFC - Brasil Alimentos S/A.
43 ES Café Meridiano Indústria e Comércio Ltda.
44 PR COCAMAR Cooperativa Agroindustrial
45 MG Montes Claros Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.
46 PR Café Lontrinha Ltda.
47 RJ Sendas S/A
48 MG Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda.
49 PR Satco Trading S/A.
50 PE Indústria e Comércio de Café Ouro Verde Ltda.
51 GO Atlas Comércio e Indústria Ltda.
52 MG Café Itau Ltda.
53 DF Café Forte Indústria e Comércio Ltda.
54 MG Icatril Indústria de Café do Triângulo Ltda.
55 RJ Cia. Capital de Produtos Alimentícios
56 MG Café Divinópolis S/A
57 MA Indústria de Torrefação e Moagem Café Imperial Ltda.
58 SC Café Guidalli Indústria e Comércio Ltda.
59 SP Irmãos Giriboni Ind., Comércio, Importação e Exportação Ltda.
60 MT Sociedade Industrial Rondonina Ltda.
61 SP Camilo Alimentos Ltda.
62 MG Sociedade Mogyana Exportadora Ltda.
63 SP Intercoffee Comércio e Indústria Ltda.
64 ES Campeão Comércio e Indústria de Café Ltda.
65 SP Indústria de Produtos Alimentícios Cassiano Ltda.
66 SP Cafés Amajo e Toninho Indústria e Comércio Ltda.
67 SP Branco Peres Comércio Atacadista Ltda.
68 SP Indústria e Comércio de Café Moraes Ltda.
69 MG Donalice Indústria e Comércio de Café Ltda.
70 RJ Café Faraó Ltda.
71 BA Moinho Paquetá Indústria e Comércio Ltda.
72 MG Café Três Marcos Indústria e Comércio Ltda.
73 SP Torrefação e Moagem de Café Serra da Grama Ltda.
74 PB Moinho Patoense Ltda.
75 SP Braswey S.A. Indústria e Comércio
76 TO Rodeio Indústria e Comércio de Café Ltda.
77 PB Café Aurora Ltda.
78 SP Café Caiçara Ltda.
79 MG Café Sorriso Ltda.
80 SP Cimo Alimentos Comércio & Exportação Ltda.
81 SP Irmãos Kuhl Ltda.
82 SP Alcafé Café Ltda.
83 BA Produtos Alimentícios Maria Rosa Ltda.
84 SP Indústria e Comércio de Café Floresta Ltda.
85 ES Cegil Exportação e Importação Ltda.
86 SP Café Excelsior Ltda.
87 PR Cia. Iguaçu de Café Solúvel
88 SP Torrefação e Moagem Café Menezes Ltda.
89 SP Indústria e Comércio Santa Fé Ltda.
90 RJ Masgovi Comércio, Importação e Exportação Ltda.
91 RJ Café Porto Novo Ltda.
92 SP COCAPEC - Cooperativa de Cafeicultores e Agrop. Ltda.
93 SP Alecio Gotti e Cia.
94 PA Hileia Indústria de Produtos Alimentícios S/A
95 SP Café Tesouro Ltda.
96 RJ Cereais Bramil Ltda.
97 RO Telmar Indústria e Comércio Ltda.
98 BA Produtos Alimentícios Cravo S/A.
99 PR Indústria e Comércio de Torrefação de Café Jandaia Ltda.
100 SP Café Paulista de Assis - Indústria e Comércio Ltda.
Fonte: ABIC

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