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O consumo por habitante/ano (per capita) foi de 4,27 kg de café torrado, quase 70 litros para cada brasileiro, registrando uma evolução de 3,9% em relação a 2005 (contra 2,7% no período anterior de 2005), o que confirma a constatação da pesquisa realizada pela InterScience, de que as pessoas estão consumindo mais xícaras de café por dia. A Importância do Consumo Interno na Produção
Cafeeira Para atingir a meta de 21 milhões de sacas em 2010, o consumo interno deverá crescer 6%, em média, ao ano, incorporando mais de 1,1 milhão de sacas a cada 12 meses. Com este resultado, o Brasil mantém uma posição importante no cenário mundial do agronegócio café, por ser um dos países onde o consumo interno de café mais cresce. Esta condição, reconhecida pela própria OIC - Organização Internacional do Café, com sede em Londres, fez com esta entidade esteja recomendando aos demais paises produtores de café, em todo o mundo, para que adotem programas internos de ampliação do consumo, semelhantes aos do Brasil, como uma das formas mais efetivas de dar sustentabilidade à cafeicultura mundial, não permitindo, dessa forma, a existência de excedentes do grão, o que faria a cotação cair a valores que não remunerem adequadamente a comunidade de produtores. As Razões do Aumento do Consumo Tendência de mercado e consumo A percepção positiva do café junto aos consumidores melhorou muito em conseqüência da campanha de informação sobre Café e Saúde, feita pelo CDPC - Conselho Deliberativo da Política do Café, com apoio do DCAF - Departamento do Café da SPAE - Secretaria de Produção e Agroenergia, do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do setor privado e, especialmente, da ABIC. Entre os Não-Consumidores (6% da população), a alegação de que o café faz mal à saúde reduziu-se de 68% em 2005 para 33% em 2006. Entre os Consumidores (94%), as eventuais razões para reduzir o consumo por motivos de saúde, também caíram de 42% em 2005 para 33% em 2006. O consumo fora do lar continua a se ampliar - no trabalho, nas cafeterias, nos restaurantes e aumentou em 4% o total de consumidores que tomam café todo o dia. A pesquisa mostra também que há mais interesse em adquirir novas cafeteiras para uso doméstico e que o consumo aumentou mais nas classes A/B, em conseqüência da demanda por cafés mais elaborados, de melhor qualidade, certificados, e com sabor e aroma marcante, que são os fatores determinantes do consumo. O ano 2006 marcou, também, a entrada no mercado brasileiro de novas cadeias de casas de café estrangeiras e o anúncio de investimentos de empresas européias, tudo contribuindo para confirmar o interesse despertado pelo tamanho do mercado interno brasileiro, que se mostra maduro para assimilar inovações e novos produtos. Os Investimentos em Publicidade e Promoção Para este ano, o Programa Integrado de Marketing - PIM 2007, do MAPA-CDPC, prevê a alocação de mais recursos para Publicidade e Promoção dos Cafés do Brasil aqui e no exterior: de R$ 13,0 milhões, contra R$ 5,0 milhões que foram integralmente utilizados em 2006. O mercado interno vai receber R$ 8,0 milhões em 2007, provenientes do Funcafé, para continuar alavancando o crescimento do consumo no Brasil, por meio do Programa Café e Saúde; de apoio para os Concursos de Qualidade; para veiculação de mensagens informativas e educativas sobre o café na mídia de massa, revistas, TV, cinemas e de um inédito programa de exposições itinerantes, sobre café, em shopping centers, bem como na participação do Pan Rio 2007. Para a promoção dos Cafés do Brasil no exterior, o PIM 2007 vai alocar R$ 5,0 milhões, que serão aplicados em feiras, exposições, projetos compradores, road-shows, apoio às iniciativas no mercado asiático e, inclusive, uma preparação para ações durante as Olimpíadas na China em 2008. Todos estes programas têm tido importância fundamental na promoção interna e externa do café, como, por exemplo, no desenvolvimento do Programa Café e Saúde, que objetiva gerar informações e conhecimentos para a comunidade científica, médica e consumidores, a respeito dos benefícios do consumo diário e moderado do café para a saúde humana. Pesquisas, produção de boletins e Cartas Médicas destinadas aos profissionais da saúde (120 mil exemplares), geração e transmissão via TV e Internet de conteúdo médico-científico para a comunidade médica brasileira (70 horas de conteúdo em TV), manutenção e atualização permanente do site www.cafeesaude.com.br, folhetos com informações para os consumidores (1,7 milhão de exemplares), tudo isto foi produzido em 2006. A concentração no setor se amplia Exportação de Café Industrializado As exportações brasileiras de café industrializado estão sendo mais bem sucedidas em mercados e segmentos que demandam cafés de alta qualidade, e que pagam maior valor unitário. O preço médio do café exportado foi de US$ 4,55/kg em 2006 contra US$ 4,00/kg, em 2005 (14% de aumento). As exportações de café torrado/moído em 2007 podem alcançar US$ 32 milhões, com os EUA figurando como maior mercado comprador e o Mercosul surgindo como boa opção de negócios (5% das vendas). As Expectativas para 2007 Entretanto, os bons resultados em volume e expansão do mercado interno ainda não representam recuperação da rentabilidade do setor. De fato, o preço do café aos consumidores evoluiu somente 17% entre Julho/1994 e Dezembro/2006, contra uma variação da Cesta Básica Nacional de 135%. É importante lembrar que o café representava 12% do custo da cesta básica em 1994 e seu valor relativo caiu para somente 5,7% em 2006. Esta perda de valor do produto está repercutindo muito fortemente no setor, que tem inúmeras pequenas empresas em situação critica. A evolução dos preços prevista para 2007 pode representar a salvação de uma boa parcela dessas empresas, quando não do setor como um todo, sem o risco de perda do consumo, uma vez que o preço do café para os consumidores encontra-se em nível muito pouco significativo. As Ameaças ao Aumento do Consumo Com a exportação brasileira tendo atingido 27 milhões de sacas em 2006, parece que a disponibilidade do grão não será suficiente para a demanda conjunta com a do consumo interno. Outra ameaça prende-se á observação de deterioração da qualidade em parte de algumas marcas de café, notadamente, aquelas de preços inferiores. A ABIC dispõe de dois programas de monitoramento da qualidade do café oferecido aos consumidores - o Selo de Pureza e o PQC - Programa de Qualidade do Café. A entidade observa com muita preocupação que há um comércio de grãos verdes de péssima qualidade, estimulado por alguns comerciantes de café, e destinado às marcas que não têm compromisso com a oferta de uma qualidade minimamente recomendável, mas, somente com a prática de preços excessivamente baixos. A oferta de cafés de má qualidade, mesmo que em parcela menor do mercado, é um grande perigo para os objetivos de se continuar ampliando o consumo. A ABIC defende que a ampliação do consumo está diretamente relacionada com a oferta de produtos com qualidade cada vez melhor. A solução para esta questão passa por uma atitude firme e urgente do Ministério da Agricultura, que precisa, por força de Lei, produzir e atualizar as legislações para o café em grão cru e café industrializado, de modo a coibir a comercialização de matérias-primas com qualidade inferior e excesso de grãos defeituosos, bem como coibir a oferta, aos consumidores, de produtos com qualidade não recomendável. Essa defesa firme e transparente da qualidade do café para os consumidores brasileiros não pode, entretanto, restringir-se aos programas da ABIC, mas deve, também, ser efetivamente abraçada pelos produtores, cooperativas, comerciantes de café verde e industriais de café do Brasil. Nesse sentido, merece aplauso a iniciativa dos governos da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais que, em 2006, criaram, por decreto dos governadores, regras para a adoção de critérios de qualidade mínima nas aquisições e licitações de café para o consumo dos organismos públicos daqueles estados. A ABIC estimulou este movimento distribuindo, em todo o Brasil, seu guia NMQ - Nível Mínimo de Qualidade para o Café, contendo orientações e sugestões para esta iniciativa que hoje já é utilizada, também, no Estado de São Paulo, em inúmeras Prefeituras, pelo Exercito Brasileiro, pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pela Secretaria da Receita Federal, Tribunais Regionais do Trabalho e outros organismos. |
| Gráfico 1 | |||
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| Gráfico 2 | |||
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| Gráfico 3 | |||
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| Gráfico 4 | |||
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| Tabela 1 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Evolução do consumo interno de café - produção total anual - Outubro/2006 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Evolução do consumo interno de café - produção média mensal - Outubro/2006 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Volume em sacas de 60 kg (1) Fonte: mercado Fonte: ABIC |
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| Tabela 2 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Quadro anual do consumo interno de café no Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Novembro de 2005 a outubro de 2006 (volume em sacas de 60 Kg) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Base do nº de empresas - através das coletas
de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - dez/2002-out/2006 e dados atualizados
dos sindicatos regionais. Fonte: ABIC |
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| Tabela 3 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Período: novembro - outubro Sacas de 60 kg Fonte: ABIC |
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| Tabela 4 | ||||||||||||||||||||||
| Produção industrial de café no Brasil -
Resumo por região e estado Outubro/2006 |
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| Foram consideradas as empresas com marcas
analisadas desde dez/2002 e dados atualizados dos sindicatos regionais. Volume mensal em sacas de 60kg Não inclui consumo não-cadastrado (158.261 sacas/mês) Fonte: ABIC |
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| Tabela 5 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Relação das 20 maiores Indústrias de Café
Associadas da ABIC Outubro/2006 |
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| Fonte: ABIC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Tabela 6 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Produção e participação por Grupos de Empresas
- Brasil Outubro/2006 |
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| Obs.: Associadas + Não associadas Períodos de produção considerados: 2004/2005: nov/04 a out/05 2005/2006: nov/05 a out/06 Considerado somente café torrado e moído. Fonte: ABIC |
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| Tabela 7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Relação das 100 maiores Indústrias de Café
Associadas da ABIC Outubro/2006 |
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| Fonte: ABIC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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