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Com o consumo de 15,54 milhões de sacas, o Brasil representa 13% de todo o consumo mundial de café e 51% do que todos os países produtores do grão consomem em conjunto (cerca de 31 milhões de sacas/ano). O consumo per capita evoluiu 2,5%, atingindo 4,11 kg de café em pó torrado/moído por habitante.ano, contra 4,01 kg/hab.ano no ano anterior (Gráfico 3 e Tabela 3), o que aproxima ainda mais o consumo brasileiro dos padrões europeus e americano. A ABIC considera que o consumo per capita ainda pode se elevar continuamente, uma vez que o mercado brasileiro tem suficiente capacidade para assimilar inovações e aprimoramentos no produto, através da contínua melhoria da qualidade. O levantamento da ABIC considera algumas hipóteses conservadoras, e se baseia quase integralmente no aumento declarado pelas 459 empresas associadas, que respondem por 70% do café industrializado torrado/moído no País. De fato, essas empresas indicaram um crescimento de 5,53% em relação a sua produção aos doze meses encerrados em Outubro/2004, enquanto que a ABIC assumiu, para as empresas não-associadas (cujo cadastro a entidade mantém atualizado) um crescimento de apenas 1,50% (metade do crescimento do PIB brasileiro). O consumo de café solúvel registrou um crescimento de 7,90%, segundo informações do setor, o que mostra um avanço importante, e que reflete o interesse pelas inovações introduzidas no setor, como os cappuccinos industrializados, os cafés preparados com leite e outros. Por outro lado, para o Consumo Interno Não Declarado não foi feita atualização (crescimento igual a zero). O resultado de 15,54 milhões de sacas, entretanto, é inferior ao projetado pela entidade, que esperava atingir 15,8 milhões de sacas em 2005. A ABIC entende que o resultado reflete a retração de vendas verificada pelo varejo supermercadista no segundo semestre do ano, e que também foi sentida através do crescimento modesto da economia, como um todo, no período. Para o ano 2006, a ABIC projeta o consumo de 16,5 milhões de sacas, representando uma evolução de 6%, dentro da meta de longo prazo que pretende alcançar 21 milhões de sacas em 2010. As vendas do setor podem ter atingido R$ 4,7 bilhões em 2005, se consideradas ao preço médio atual. Neste período, os preços do café ao consumidor evoluíram 18%, na média, na cidade de São Paulo, atingindo R$ 9,00/kg em Dezembro. Em 2006, as vendas podem atingir R$ 5,59 bilhões, um aumento de 19% que resultaria do crescimento dos volumes em 6%, acrescido da esperada elevação dos preços médios unitários de 12% em relação aos preços médios de 2005, em virtude da recuperação dos preços do café verde (que começou a acontecer já em Janeiro de 2006). O ranking das 20 maiores empresas (Tabela 5) manteve a mesma configuração do levantamento anterior (maio/04 a abril/05). A pesquisa presente traz, também, uma indicação do ranking do setor em Fevereiro/2006, considerando as recentes aquisições e fusões entre empresas, havidas em Dezembro/05 e Janeiro/06. A concentração do setor torrefador continua a se manifestar (Tabela 7). Assim, as 5 maiores empresas do setor ampliaram sua participação de 32,45% no período anterior, para 33,26%. Quanto as 100 maiores, o aumento da participação foi de 60,16% para 61,14%. Os fatores que explicam o crescimento do consumo de café no Brasil, na opinião da ABIC, continuam ligados não somente à melhora do poder de compra, mas, sobretudo, às ações de promoção do produto, melhoria de qualidade, com o estímulo aos cafés diferenciados e de alta qualidade, bem como, ao novo Programa de Qualidade do Café - PQC. Campanhas institucionais patrocinadas pela ABIC, por outras organizações e pelo Conselho Deliberativo de Política Cafeeira - CDPC, e o aumento do investimento em marketing pelas empresas, completam um cenário de sustentação ao consumo de café. O estímulo ao aumento do consumo de café também contou com a campanha "Café - O Ritmo do Brasil" criada pelo Grupo Gestor de Marketing do CDPC, com a participação de todos os setores que compõe o agronegócio café e membros do Ministério da Agricultura, coordenados pela SPC - Secretaria de Produção e Comercialização. Esta campanha já foi veiculada em rede nacional de TV e, posteriormente, adquirida por diversas empresas que veicularam o filme em seus estados e regiões de influência. A ABIC estima que o setor tenha investido cerca de R$65 milhões em marketing e inovação, em 2005, sendo que, destes, R$5,0 milhões o foram em virtude de iniciativas compartilhadas entre empresas e coordenadas pela ABIC, como o filme Café - O Ritmo do Brasil. Com isto, a entidade está conseguindo estimular suas associadas a investirem mais recursos em marketing e publicidade, o que tem reflexos no aumento do consumo. Além disso, as indústrias associadas da ABIC criaram um fundo de R$650 mil para custear projetos, ações e materiais promocionais, publicitários e educacionais para o café. Dentro deste Programa de Marketing da ABIC foram desenvolvidos, também, 4 filmes sobre Café e Saúde que estão sendo adquiridos por empresas associadas para veiculação regional. Os Programas de Café e Saúde, que têm tido grande repercussão nos meios acadêmicos, médicos e junto à imprensa, estão desmistificando preconceitos existentes para a bebida, induzindo o consumo e atraindo novos consumidores. O 2º Concurso Nacional ABIC de Qualidade do Café, em Novembro de 2005, foi um grande sucesso, como a sua primeira versão do ano anterior. Para o ano 2006, várias ações estão sendo intensificadas e, dentre elas,
há promoção e disponibilização dos seguintes elementos: A participação do varejo supermercadista, que está modernizando o conceito de venda de café e ampliando a oferta de produtos diferenciados e de alta qualidade, com maior valor agregado, tem o apoio da ABIC, e tem servido como alavanca deste movimento de crescimento do consumo. As principais redes varejistas do País, como Pão de Açúcar, Carrefour, Sonae, Zaffari, Verde Mar e estabelecimentos de especialidades, como a Casa Santa Luzia e Emporium, já aderiram a este movimento e têm experimentado ótimo resultado, com aumento das vendas e demanda crescente. As casas de café, que são inauguradas a todo mês, complementam este ambiente favorável ao consumo do produto. A ABIC, em função destes resultados, tem definida uma meta para o consumo interno de café no Brasil. A entidade quer alcançar 21 milhões de sacas até o final do ano 2010, posicionando o Brasil como o maior consumidor de café. A ABIC, entretanto, considera que esta meta exigirá do setor, maiores investimentos em inovação, tecnologia e marketing, do que os padrões atuais. A indústria, de maneira geral, perdeu lucratividade ao longo dos últimos 10 anos, com redução de reservas e de estoques. A ampliação dos investimentos implicará, portanto, num novo programa de ações de valorização dos produtos, com agregação de valor e busca continua de melhores resultados. |
| Gráfico 1 | |||
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| Ano - período: novembro a outubro | |||
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| Gráfico 2 | |||
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| Gráfico 3 | |||
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| Ano - período: novembro a outubro | |||
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| Tabela 2 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Quadro anual do consumo interno de café no Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Novembro de 2004 a Outubro de 2005 (em sacas de 60 Kg) | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Base do nº de empresas - através das coletas
de café efetuadas no PAIC - Selo de Pureza - jun/2002-out/2005 e dados atualizados
dos sindicatos da BA, ES, RJ, MG, SP, PR e RS Fonte: ABIC |
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| Tabela 3 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Consumo Interno de café em sacas e per-capita - Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Período: novembro - outubro Sacas de 60 kg Fonte: ABIC |
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| Tabela 4 | ||||||||||||||||||||||
| Produção industrial de café no Brasil -
Resumo por região e estado Outubro/2005 |
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| Foram consideradas as empresas com marcas
analisadas desde jun/2002 e dados atualizados dos sindicatos da BA, ES,
RJ, MG, SP, PR e RS. Volume mensal em sacas de 60kg Não inclui consumo não-cadastrado (153.950 sacas/mês) Fonte: ABIC |
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| Tabela 5 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Relação das 20 maiores Indústrias de Café
Associadas da ABIC Outubro/2005 |
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| Fonte: ABIC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Tabela 6 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Relação das 10 maiores Indústrias de Café
Associadas da ABIC Posição em Fevereiro/2006, após fusões e aquisições |
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| Fonte: ABIC | |||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Tabela 7 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Produção e participação por Grupos de Empresas
- Brasil Outubro/2005 |
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| Obs.: Associadas + Não associadas Períodos de produção considerados: 2003: novembro/03 a outubro/04 2004: novembro/04 a outubro/05 Considerado somente café torrado e moído. Fonte: ABIC |
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| Tabela 8 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Relação das 100 maiores Indústrias de Café
Associadas da ABIC Outubro/2005 |
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| Fonte: ABIC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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