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As críticas ao consumo de cafeína em quantidades moderadas
são total e completamente infundadas, mas ainda arraigadas
ao limitado conhecimento de pessoas desinformadas. Em quantidades
moderadas - o equivalente a 400-500 mg/dia - dose de até 4
xícaras - a cafeína não é prejudicial a saúde humana, desde
a gestação até o final da vida. A administração aguda de cafeína
causa um aumento modesto da pressão sangüínea arterial, dos
níveis de catecolaminas, da atividade de renina plasmática,
dos níveis de ácidos graxos livres, da produção de urina e
da secreção gástrica. Ela altera o espectro eletroencefalográfico,
o humor e o padrão do sono em voluntários normais.
O consumo crônico de cafeína não possui efeitos na pressão
sangüínea, nos níveis plasmáticos de catecolaminas, na atividade
de renina plasmática, na concentração de colesterol no soro,
nos níveis de glicose no sangue ou na produção de urina. A
cafeína não está associada com o infarto do miocárdio, nem
com o câncer do trato genitourinário inferior ou do pâncreas;
com teratogenicidade ou doença fibrocística da mama. O papel
da cafeína na produção de arritmias cardíacas ou de úlcera
gástrica ou duodenal em pessoas normais também não foi confirmado,
não havendo evidências de que a cafeína seja prejudicial ao
ser humano sadio. Apesar do consumo de café e chá ser antigo,
as pesquisas que avaliam os efeitos do café no homem são recentes.
Cerca de uma centena de produtos químicos foi identificada
no café, sendo algumas, como o ácido clorogênico, até mais
abundantes que a cafeína. A cafeína é o elemento do café mais
estudado até o momento e o principal responsável pelas propriedades
estimulantes que deram a popularidade à bebida. Mas seu consumo
moderado não é prejudicial ao organismo.
Por isto é possível afirmar, sem margem de erro, que a cafeína
é uma substância bastante segura para o consumidor, mesmo
em doses razoavelmente elevadas. Um limite máximo não prejudicial
para a saúde humana está na faixa de 500 mg diários de cafeína,
o que equivale a meio litro de café tomados em quatro doses
divididas durante o dia. Algumas pessoas, consumidoras regulares,
podem desenvolvem tolerância, fazendo uso de grandes doses
sem qualquer sinal de toxicidade. O recorde mundial de consumo
de café até o momento é de 215 xícaras grandes consumidas
no espaço de 4 horas (DISCOVERY CHANNEL, Janeiro, 2004), sem
problemas para a saúde do treinado consumidor (detentor de
outros recordes de consumo de alimentos).
Tudo em excesso pode fazer mal. As vitaminas são substâncias
orgânicas que em pequenas quantidades fazem parte de complexas
reações bioquímicas do organismo. Devido a incapacidade do
organismo de sintetizá-las normalmente, elas são obtidas da
dieta e possibilitam ao indivíduo um funcionamento metabólico,
crescimento e saúde normais. Mas o excesso de vitaminas pode
causar doenças severas e incapacitantes.
Algumas vitaminas são bastante perigosas, devendo seu consumo
ser feito apenas com orientação médica. A vitamina A (retinol)
existe apenas em alguns alimentos de origem animal mas o organismo
pode prescindir destes alimentos desde que exista ingestão
adequada de frutas ou outros vegetais que contenham um pigmento,
o caroteno. Uma dose elevada ou o uso de doses acima das necessidades
diárias de vitamina A pode causar uma série de fenômenos,
desde uma coloração amarelo-alaranjada da pele até fenômenos
tóxicos, como irritabilidade, vômitos, cefaléia, pele seca,
pruriginosa e descamativa, fraqueza e alterações psiquiátricas
simulando depressão ou esquizofrenia. Sonolência, dores nos
ossos e articulações, aumento do tamanho do fígado e do baço
também podem ser observados com grandes doses da vitamina
A.
Outras vitaminas que podem causar problemas em doses elevadas
são a vitamina D (hipercalcemia e deposição de cálcio em vários
tecidos do organismo como coração, artérias, rins. Ocorre
anorexia, náuseas, vômitos, diarréia, cefaléia e diurese intensa,
fraqueza, depressão mental e diminuição da função renal, que
evolui para a insuficiência e morte ). Outras vitaminas que
podem causar problemas são a vitamina K pela via endovenosa
e o consumo exagerado de vitamina C ( ácido ascórbico ), uma
vitamina bastante popular mas que pode causar diarréia, náuseas,
vômitos e também interferir na absorção de vitamina B 12,
destruindo-a, podendo levar a sua deficiência se seu uso for
prolongado. Por ser acidificante da urina, pode causar precipitação
urinária de cristais de ácido úrico, oxalato ou cistina, levando
a formação de cálculos. Cólica renal, sangramento e obstrução
urinária com hidronefrose progressiva, associada a uma maior
suscetibilidade a infecções pode ocorrer. Por isso é uma vitamina
muito perigosa no uso indiscriminado.
O excesso de poder também é muito perigoso. Na política o
poder intoxica os melhores corações, como o álcool intoxica
as melhores cabeças. Nenhum homem é suficientemente bom ou
sensato para que lhe sejam outorgados poderes ilimitados.
A ânsia pelo poder não se origina da força e sim da fraqueza.
Os melhores homens de uma sociedade são os que não gostam
do poder.
O excesso de comida também pode fazer mal. Enquanto a fome é um problema nos países em desenvolvimento, a obesidade e doenças dela derivados, como diabetes, aterosclerose, hipertensão arterial , gota, câncer e outras, são cada vez mais comuns nos países ricos. Nos EUA cerca de 25 % da população é obesa, principalmente da raça negra, sexo feminino e do grupo econômico mais baixo. A incidência da obesidade no Brasil é desconhecida, estimando-se em torno de 10 % da população, embora mais de 50 % das mulheres se preocupem com o tema. Certos tipos de câncer, como de cólon, reto e próstata no homem, de útero, trato biliar, mama e ovário em mulheres, bem como doenças tromboembólicas, doenças do tubo digestivo (litíase, esofagite de refluxo) e problemas cutâneos são mais comuns em obesos. Riscos cirúrgicos e obstétricos são também maiores, alem de anormalidades endócrinas.
O excesso de sal na comida também pode fazer mal. Dentre
os inúmeros mecanismos atuantes e responsáveis pela hipertensão
arterial sistêmica, que acomete em torno de 20% da população
adulta do mundo moderno, acredita-se que exista uma incapacidade
constitucional do indivíduo em excretar o cloreto de sódio,
o que leva a um acúmulo de sódio, o qual é trocado por cálcio,
que atua aumentando o tônus da musculatura lisa vascular.
Estudos populacionais evidenciam que existe uma correlação
entre a ingestão de sal e a pressão arterial. Mas a ingestão
isolada de sal parece não ser um fator isolado para o aumento
da pressão sangüínea arterial, havendo uma predisposição genética
para este distúrbio. Logo, uma ingestão de sal em torno de
10 a 20 gramas diárias pode ser um fator desencadeante para
indivíduos com hipertensão sensível ao sal, devendo haver
uma diminuição na ingestão para teores nunca acima de 4 g
diários. O excesso de gordura também faz mal. A aterosclerose
está associada a presença de níveis elevados de lipoproteínas
de baixa densidade (LDL) no sangue, juntamente com a lipoproteínas
de densidade intermediária (IDL) e em menor grau as lipoproteínas
de muito baixa densidade (VLDL).
O excesso de amor também pode ser extremamente prejudicial
ao ser humano. Uma mãe extremamente amorosa mas super-protetora,
que gosta de fazer tudo para agradar seu filho, desde dar
comida na boca até os 18 anos até querer influir no seu destino,
torna-o mimado e passivo. Desta forma a criança não terá uma
visão da realidade do mundo, onde a independência e conduta
ativa são importantes na luta pela felicidade. A criança excessivamente
mimada será uma pessoa neurótica e difícil de ser satisfeita,
porque ninguém no mundo fará o que fazia sua mãe extremada.
Desta forma ela poderá ficar insatisfeita e agressiva, até
mesmo com as pessoas que ama, como amigos, irmãos e colegas.
Na vida adulta terá dificuldades em se adaptar a sociedade
e de lutar pela sua felicidade e daqueles a quem ama. Por
outro lado, um amor possessivo e obstinado, de um homem por
uma mulher - ou vice-versa - pode ser extremamente prejudicial.
O amor possessivo geralmente é unilateral e dominador, onde
a pessoa acredita possuir a outra e desta forma quer mandar
na vida da pessoa querida. Caso esta não aprove esta forma
de amor exagerado e prejudicial, pode querer se ver livre
desta forma anormal de amor. Ou mesmo achar outra pessoa que
lhe de um amor mais amigo, real e satisfatório. E isto pode
despertar um ciúme mortal no parceiro possessivo, que leva
a uma grande frustração que pode até mesmo culminar em morte.
Um grande amor acaba gerando desta forma uma grande tragédia.
E tragédias são mais comuns que o verdadeiro amor entre os
seres humanos na atualidade.
REFERÊNCIAS:
1 - Lima, D. R. Cuidado!!!
O popular café e a poderosa mulher... podem fazer bem à saúde.
Petrópolis: Medikka Ed. Científica, 2001. 111 p.
2 - Lima, D. R. Manual de
Farmacologia Clínica, Terapêutica e Toxicologia. Rio de Janeiro:
Medsi Ed. Científica, 2003. 3 Volumes, 3.456 p.
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