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O diabetes melittus ou melito (DM) é uma doença que se caracteriza
pela falta de insulina ou pela incapacidade da insulina em
exercer seus efeitos. A insulina é que atua para que as células
do nosso organismo captem a glicose do sangue, para sobreviverem
e exercerem suas diferentes funções. A diabetes ocorre em
cerca de 5% da população, constituindo-se num problema de
saúde pública.Estima-se que 12 milhões de brasileiros são
portadores de diabetes e que 1/3 está sem diagnóstico e tratamento
adequado. O diabetes se caracteriza por um conjunto de várias
desordens metabólicas.Estas alterações metabólicas se manifestam
por hiperglicemia e alterações no metabolismo das proteínas
e lipídios.
As alterações vasculares são macroangiopatias inespecíficas,
como aterosclerose e suas diversas manifestações clínicas,
e microangiopatia diabética, a qual compromete principalmente
os rins e a retina.Alguns pacientes desenvolvem complicações
vasculares, enquanto outros não as apresentam, sendo importante
prevenir as complicações nos pacientes de risco. Na atualidade
não se dispõe de maneira para a prevenção do surgimento das
complicações ou de forma de classificar esses subgrupos. Entretanto,
o bom controle metabólico é fundamental no tratamento do diabético.
O diabetes tipo I ou insulino-dependente (tipo infanto-juvenil)
se manifesta mais comumente em faixas etárias jovens, com
início no crescimento, podendo ocorrer também na idade mais
avançada, mas geralmente antes do 30 anos de idade. A evolução
é rápida, com facilidade de surgimento de cetose. O paciente
é magro, a secreção basal de insulina é nula, sendo o mesmo
insulino-dependente.Os sintomas mais freqüentes são poliúria,
polidipsia e emagrecimento e as complicações mais comuns são
retinopatia e nefropatia, todas passíveis de controle pelo
acompanhamento rigoroso da glicemia através do uso de insulina
(insulino-dependentes).
O diabetes tipo II ou insulino-independente (tipo adulto)
tem início na maturidade, geralmente após os 40 anos, e os
pacientes são em sua maioria obesos e a evolução é lenta.
O diabetes do tipo 2 é responsável por 90 % dos casos. Há
um componente genético importante e, embora a função das células
beta esteja diminuída, persiste uma certa capacidade de secreção
de insulina, havendo maior resistência ao desenvolvimento
de cetose.
Os sintomas mais freqüentes são poliúria (diurese abundante),
polidipsia (sede intensa) e emagrecimento e as complicações
mais comuns são retinopatia e nefropatia, todas passíveis
de controle pelo acompanhamento rigoroso da glicemia. O diabetes
tipo II, ou insulino-independente (tipo adulto), tem início
na maturidade, geralmente após os 40 anos, e os pacientes
são em sua maioria obesos e a evolução é lenta. Estudos recentes
sugerem que o consumo diário de até 6 xícaras de café pode
prevenir o surgimento do diabetes tipo II, não devido a cafeína
mas talvez devido aos ácidos clorogênicos, que na torra do
café forma os quinídeos, dentre inúmeras outras substâncias
ainda a serem estudadas no café, que não é só cafeína, abrindo
uma nova área de pesquisa sobre o papel protetor do consumo
de café.
REFERÊNCIAS:
1 - Eduardo Salazar-Martinez,
MD, PhD; Walter C. Willett, MD, DrPH; Alberto Ascherio, MD,
DrPH; JoAnn E. Manson, MD, DrPH; Michael F. Leitzmann, MD,
DrPH; Meir J. Stampfer, MD, DrPH; and Frank B. Hu, MD, PhD
: Coffee Consumption and Risk for Type 2 Diabetes Mellitus
, Ann Intern Med. 2004 Jan 6; 140(1): 1-8.
2 - Isogawa A, Noda M, Takahashi
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type 2 diabetes mellitus. Lancet. 2003 Feb 22; 361(9358):
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3 - Reunanen A, Heliovaara
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4 - Van Dam RM, Feskens EJ.
Coffee consumption and risk of type 2 diabetes mellitus. Lancet.
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5 - Shearer J, Farah A, de
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