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Uma criança é a opinião de Deus de que o mundo deve prosseguir
Toda criança é uma semente que se tiver boa saúde e receber
uma boa educação, formará uma planta que jamais será destruída
ou extirpada. Por isto deve ser assegurado pelos pais, sociedade
e governos pelo menos dois direitos básicos a toda a criança:
saúde e educação. A escola ao longo dos tempos vem se modificando.
Na Grécia Antiga viveram alguns dos mais famosos cientistas,
sábios e professores de nossa história que deixaram contribuições
permanentes e importantes para os tempos modernos. Dentre
os gregos que podiam pagar pelos estudos, os meninos freqüentavam
a escola enquanto que as meninas aprendiam em casa. E os cidadãos
comuns apreciavam muito as peças e as histórias escritas pelos
seus poetas famosos. Cada estudante aprendia a ler, escrever,
contar usando o ábaco, cantar e declamar poesias, memorizar
os versos e fazer ginástica que incluía correr, pular, lutar
e jogar dardo. Os professores gregos almejavam formar um indivíduo
equilibrado com uma mente sã e um corpo sadio. O ideal de
educação dos jovens gregos, embora permanecesse como meta
para cada professor através dos tempos, infelizmente vem decaindo.
Na atualidade cada mestre atua da maneira que os pais na
formação de cada criança para a obtenção de um indivíduo completo.
Por isto são os professores que criam a verdadeira valorização
da infância, pois caso uma criança não possua família, ela
crescerá sob o cuidados dos educadores em cheches e orfanatos.
Mas a grande maioria das crianças vive e se desenvolve entre
o lar e a escola, o principal responsável pelo seu desenvolvimento
intelectual e emocional. Nos tempos modernos a solidez e a
estrutura das famílias diminuiu com os divórcios, separações
e mães solteiras, sendo a escola muitas vezes o abrigo e o
suporte sólido e receptivo destas crianças. As professoras
cada vez mais assumem o papel de segunda ou mesmo única mãe,
pois além de educadoras não só preocupadas com os conteúdos,
elas também atuam na formação e orientação global das crianças.
A professora primária é a lapidadora, ela faz o elo entre
a família e a sociedade e é nesta ligação que está o primeiro
ensaio de vida adulta da criança. Com esta função mais abrangente
a preocupação da mestra vai além do apenas "ensinar/aprender",
mas o "para que" aprender. Ela reforça os valores morais,
sociais e intelectuais. Também é capaz de detectar melhor
do que a mãe, pela observação aguçada, se alguma coisa não
vai bem, como a falta de atenção, concentração e sinais de
depressão através do comportamento e convívio escolar.
Felizmente a maioria das crianças do mundo possui na época
mais crítica de suas vidas - a infância - o apoio e o convívio
com dois tipos de mulheres que são as mais importantes de
qualquer sociedade: a mãe e a professora. Pela importância
de cada mãe e cada professora elas deveriam receber um reconhecimento
muito especial, além de um maravilhoso salário. O ensino pode
ser dispendioso, mas a ignorância é muito mais cara. Cabe
às mães e às professoras zelarem pela saúde e bem estar das
crianças sob seus cuidados, particularmente numa época onde
a depressão e o consumo de drogas é uma ameaça global. Mães
e professoras, conscientizadas e motivadas para lutarem contra
estes problemas, podem atuar de forma definitiva nesta batalha
onde a medicina já quase está se dando por vencida.
Enquanto que o preconceito contra o café faz com que as crianças
tomem pouco ou mesmo não tomem café diariamente, puro ou com
leite, o mesmo não acontece com outras bebidas. Hoje tomar
refrigerantes ou sucos artificiais para saciar a sede é um
hábito diário generalizado, em lugar de um simples copo de
água. Estudos realizados por médicos ingleses detectaram que
o consumo exagerado de refrigerantes por adolescentes prejudica
a dentição e provocar problemas de comportamento além de afetar
o crescimento e ajudar no aparecimento da obesidade. Em Los
Angeles, o consumo de refrigerantes foi proibido em quase
mil escolas, onde estudam quase um milhão de crianças e adolescentes,
sendo permitido apenas o consumo de produtos naturais, como
sucos e leite. Mas ao mesmo tempo, as crianças são erroneamente
educadas de que o consumo de café pode ser prejudicial para
a saúde, algo completamente errado e mesmo prejudicial a saúde
infantil. Mas ao mesmo tempo as crianças são erroneamente
educadas de que o consumo de café com leite pode ser prejudicial
à saúde.
No passado era um hábito comum na merenda escolar o consumo
de café com leite e pão com manteiga. Na atualidade substâncias
artificiais como refrigerantes, sucos, isotônicos, biscoitos,
balas, chicletes e derivados industrializados de amido, dentre
inúmeros outros substituíram lentamente a saudável dupla.
Pesquisas mostram que a dose ideal de café com leite a ser
consumida diariamente é feita por uma minoria de crianças.
Mas o consumo de álcool, tabaco e drogas ilegais aumenta entre
crianças e jovens de todo o mundo, sendo que muitas vezes
estes postos de venda se encontram nas esquinas e portas de
suas próprias casas e escolas. O governo americano - NATIONAL
DRUG SURVEY RESULTS RELEASED WITH NEW YOUTH PUBLIC EDUCATION
MATERIALS - detectou que 1 em cada 4 americanos é diretamente
afetado pelo problema do alcoolismo ou dependência a drogas
e que 6 % dos jovens acima de 12 anos usam drogas. Pois o
consumo diário e moderado de café é uma das mais eficazes
e baratas armas para a prevenção do consumo de drogas entre
os jovens.
Crianças também apresentam depressão, embora de forma menos
freqüente e mais mascarada do que os adultos. Estas, deprimidas
desde a infância serão adultos ainda mais deprimidos. A depressão
na criança pode se manifestar de formas variadas, como sintomas
asmáticos, extrema irritabilidade, mau humor, falta de atenção,
agressividade, problemas da pele, obesidade, diarréias ou
náuseas. Nesta fase o corpo pode sofrer mais que o cérebro
devido a depressão. O fato de que o consumo regular e moderado
de café possa melhorar a atenção, concentração e memória crianças
e jovens torna quase que obrigatória a necessidade do seu
consumo na merenda em todas as escolas. O café tomado logo
na primeira hora após o despertar em casa suplementado pela
xícara de café na escola, com ou sem leite pode trazer um
grande benefício ao aprendizado e ao estado emocional das
crianças. Por isto, elas com a ajuda dos responsáveis e interessados
pela sua saúde mental e física precisam de orientação para
hábitos salutares. Cabe às mães e às professoras conhecerem
estas novas descobertas da medicina, combaterem o preconceito
contra o café da mesma forma que lutam contra as drogas e
conscientizarem todas as crianças e jovens da importância
dos ideais gregos de mens sana in corpore sano.
A humanidade escolheu o café como bebida matinal porque ele
estimula o sistema de vigília do cérebro humano. O consumo
diário e moderado de café torna o cérebro mais atento e capaz
de suas atividades intelectuais, diminui a incidência de apatia
e depressão e estimula a memória, atenção e concentração,
melhorando a atividade intelectual normal. Os adolescentes
problemáticos são os que apresentam maior risco para o desenvolvimento
de doenças mentais e problemas como depressão, suicídio e
uso de álcool e outras drogas .O índice de depressão e suicídio
tem aumentado entre os adolescentes nos últimos anos, variando
entre 8 a 28 % dos adolescentes. O consumo de café não apenas
é saudável e seguro para crianças, mas altamente benéfico
para crianças e jovens (6-18 anos) problemáticos, ativos e
agressivas justamente as que buscam o consumo de drogas. Por
isto o consumo de café com leite pela manhã e na merenda escolar,
com ou sem leite, não apenas é saudável, mas recomendando
para todo aqueles em idade escolar.
Hoje em dia, o café é o segundo maior mercado mundial de
produtos naturais, depois do petróleo. E o Brasil é o maior
produtor mundial de café. Mas, em contraste com toda essa
riqueza, na atualidade existem no Brasil milhões de brasileiros
vivendo com fome, desnutridos e debilitados, sem saúde e vulneráveis
a diversos tipos de doenças. E o quadro nutricional de crianças
e adolescentes vem se agravando nos últimos anos. Em 1989
foi estimado que uma em cada três crianças brasileiras menores
de cinco anos sofria de desnutrição, sendo que naquele ano
foram gastos US$ 1,03 bilhão em programas nutricionais (Lima,
2002a). Em 1991 este valor foi diminuído, durante o governo
Collor, para US$ 364 milhões e em 1992 foram liberados US$
391 milhões, um valor irrisório se comparado ao US$ 1,27 bilhão
gasto em 1987 e ao US$ 1,2 bilhão gasto em 1988.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar, que tem como
meta a distribuição de uma refeição durante 200 dias ao ano
para 29 milhões de crianças de 7 a 14 anos matriculadas nas
escolas públicas, necessitando para tal de 460 mil toneladas
de alimento, recebe anualmente recursos para adquirir apenas
135 mil toneladas por ano, menos de 1/3 das necessidades mínimas
(Lima, 2002a). Para milhares de crianças brasileiras a primeira
e muitas vezes a principal refeição do dia é uma mistura de
café com farinha. Somada a força e a perseverança, estas crianças
sobrevivem saudáveis e podem servir de exemplo para outras,
ao vencerem na vida, apesar de tudo e de todos. Mas assegurar
uma boa nutrição, principalmente a infantil é o maior compromisso
social de toda nação.
O fato de que o consumo regular e moderado de café pode melhorar
a atenção, concentração e memória de adultos e crianças torna
quase que obrigatória a necessidade de que o café com ou sem
leite faça parte da merenda escolar em todas as escolas diurnas.
O café tomado logo na primeira hora após o despertar em casa
suplementado pela xícara de café na escola pode trazer um
grande benefício a crianças, adolescentes e jovens do Brasil
e mesmo em todos os países do mundo.
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REFERÊNCIAS:
1 - Stein, M.A., Krasowski,
M., Leventhal, B., Phillips, W., Bender, B.C. : Behavioral and
Cognitive effects of methylxanthines : A Meta-Analysis of theophylline
and caffeine. (Chicago University ) Arch. Pediatr. Adolesc.
Med., 1996 : 150 : 284 - 288.
2 - Flores, G. Flores , Andrade,
F & Darcy R. Lima : Can coffee help fighting the drug problem?
- preliminary results of the Brazilian Youth Drug Study . Acta
Pharmacologica Sinica (China ), 21 (12) : 1057 - 1216, Dec 2000.
3 - Santos, R.M.M. & Lima, D.R.A.:
Aids, Drogas e os Jovens. Pediatria Moderna, SP, 1997 , XXXIII,
4 : 169 - 176.
4 - Santos, R.M.M. & Lima, D.R.A.:
Os Jovens e as drogas. Pediatria Moderna, SP, 1997 , XXXIII
, 3 : 128 - 136.
5 - Lima, D. R. Cafeína e Saúde.
Rio de Janeiro: Record, 1989. 130 p.
6 - Lima, D. R. Cuidado!!! O
popular café e a poderosa mulher... podem fazer bem à saúde.
Petrópolis: Medikka Ed. Científica, 2001. 111 p.
7 - Lima, D. R. Manual de Farmacologia
Clínica, Terapêutica e Toxicologia. Rio de Janeiro: Medsi Ed.
Científica, 2003. 3 Volumes, 3.456 p. 8 - Lima, D. R. QI, Café,
Sono e Memória. Rio de Janeiro: ECN, 1995. 120 p. |