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Embora a mortalidade devido doenças cardiovasculares (DCV)
venha caindo por conta do grande avanço no tratamento das
síndromes coronárias agudas, pela educação da população sobre
os fatores de risco e sua prevenção, além do tratamento médico
mais agressivo, que possibilita a diminuição dos níveis elevados
de colesterol e o melhor controle da hipertensão arterial,
as DCV, lideradas pela doença aterosclerótica das coronárias
(cardiopatia isquêmica), são ainda a principal causa de morte
nos países industrializados. Estima-se que nos Estados Unidos
mais de um milhão de pessoas morram anualmente devido a problemas
cardiovasculares, sendo 50% devido a coronariopatias. Na década
passada houve uma redução de 1/3 (34%) na mortalidade por
DCV, sendo que em 25% dos casos tal redução deveu-se à prevenção
primária, 30% à prevenção secundária e 45% ao melhor suporte
terapêutico.
Muitos fatores de risco para a doença coronariana não são
passíveis de modificação, mas alguns definitivamente podem
ser excluídos através de modificações no estilo de vida do
paciente, como a interrupção do tabagismo, o tratamento da
dislipidemia e diminuição da pressão sanguínea arterial. O
tratamento das anormalidades lipídicas retarda a progressão
da aterosclerose e em alguns casos pode até ocorrer uma regressão
do quadro. Mesmo na ausência de regressão, novas lesões ocorrem
com mais raridade e a função endotelial pode ser preservada
e os problemas coronarianos são reduzidos em sua incidência
em pacientes com evidências clínicas de aterosclerose.
Um grande número de ensaios clínicos demonstrou a importância
dos níveis elevados do colesterol LDL na patogenia da aterosclerose,
bem como nos acidentes vasculares cerebrais e doença arterial
periférica e o benefício substancial com o tratamento da hiperlipidemia.
Ensaios clínicos também demonstraram um melhor prognóstico
em pacientes que já apresentaram um infarto do miocárdio (prevenção
secundária) e que são tratados com estatinas, mesmo quando
possuem níveis prévios de colesterol considerados satisfatórios
(colesterol LDL abaixo de 125 mg/dL).Independentemente da
raça, idade ou presença de hipertensão ocorre uma redução
da mortalidade em geral, incluindo por problemas cardiovasculares.
Um tratamento agressivo visando a diminuição das hiperlipidemia
deve ser implementada em todos os pacientes com dislipidemia
e doença arterial coronariana ou doença vascular periférica.
Existem evidências de que a redução do colesterol LDL pode
prevenir eventos coronarianos e acidentes vasculares cerebrais
em pacientes sem manifestações clínicas de aterosclerose (prevenção
primária) e com níveis de colesterol lDL abaixo de 130 mg/dL.
A prevenção primária consiste na identificação e correção
dos fatores de risco, por meio de mudanças no estilo de vida
do indivíduo, para prevenir DCV em pessoas sem doença prévia.
Esta etapa é feita através do esclarecimento e conscientização
da população em geral e indivíduos em particular sobre os
fatores de risco e como modificá-los. Isso é feito principalmente
por associações médicas como a World Heart Federation (WHF),
a American Heart Association (AHA) e, no Brasil, a Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC). Mas cabe ao médico atuar
de forma enérgica e educativa com seus pacientes para o controle
desses fatores. Na prevenção primária deve ser feita a avaliação
sobre o padrão de alimentação do indivíduo (ou da população),
particularmente em relação ao consumo de alimentos com alto
teor de gordura saturada de colesterol, além do consumo de
frutas, verduras e legumes.
A dosagem do colesterol total e o HDL (do inglês High Density
Lipoprotein) é recomendável em adultos a partir dos 20 anos
da idade, com investigação anual dos fatores de risco. A orientação
dietética (fase I da AHA) deve ser feita, sendo que a dieta
deve incluir 30% das calorias totais como gorduras (até 10%
como gordura saturada e menos de 300 mg de colesterol por
dia), além de incluir o controle do peso e da atividade física.
A fração LDL (do inglês Low Density Lipoprotein), deve ser
dosada caso os níveis de colesterol total sejam maiores que
240 mg/dl (ou 200 mg/dl, se associado a dois ou mais fatores
de risco ou quando o colesterol HDL estiver abaixo de 35 mg/dl).
Em indivíduos com colesterol HDL abaixo de 35 mg/dl deve
ser observado o rigoroso controle do peso, aumento da atividade
física e restrição ao tabagismo. Nos indivíduos com colesterol
LDL superior a 160 mg/dl, com apenas um fator de risco ou
acima de 130 mg/dl com dois fatores de risco, deve ser iniciada
a dieta fase II da AHA com menos de 30% das calorias como
gordura (menos de 7% como gordura saturada e menos de 200
mg diários de colesterol), além do controle do peso. A investigação
de possíveis causas secundárias de hipercolesterolemia deve
ser feita (função hepática, tireoideana e renal). A terapêutica
farmacológica deve ser considerada quando o nível de colesterol
LDL for superior a 160 mg/dl na presença de dois fatores de
risco ou maior que 190 mg/dl em homens com menos de 35 anos
de idade e mulheres na pré-menopausa.
A prevenção secundária é feita por meio da identificação
e tratamento de pacientes com doença aterosclerótica estabelecida,
de pessoas com alto risco de apresentar DCV e tratamento de
pacientes que apresentaram angina instável, infarto do miocárdio
ou acidente vascular cerebral, bem como pacientes submetidos
a angioplastia ou cirurgia de revascularização. Os fatores
de risco e sua relação com a intervenção e redução de risco
foram divididos nas seguintes categorias pelo American College
of Cardiology:
Categoria I: fatores de risco
(FR) em que a intervenção comprovadamente reduz o risco de
DCV: tabagismo, colesterol LDL elevado, dieta rica em colesterol,
hipertrofia de ventrículo esquerdo, fatores trombogênicos.
Categoria II: FR em que a
intervenção provavelmente reduz a DCV: diabetes, inatividade
física, colesterol HDL baixo, triglicerídeos/partículas densas
de colesterol LDL, obesidade, pós-menopausa.
Categoria III: FR associados
com maior risco de aterosclerose, os quais, se modificados,
podem reduzir a DCV: fatores psicossociais, lipoproteína A,
homocisteína, estresse oxidativo, consumo de álcool.
Categoria IV: FR associados
à DC mas que que não podem ser alterados: idade, sexo, história
familiar.
Na prevenção secundária deve ser iniciada a fase II da dieta
da AHA (menos de 30% das calorias como gordura com menos de
7% como gordura saturada e menos de 200 mg diários de colesterol),
manter a fração de colesterol LDL abaixo de 100 mg/dl, usando
medicamentos quando os níveis forem superiores a 130 mg/dl
(ou entre 100 e 130 mg/dl, na ausência de resposta a dieta),
manter o colesterol HDL acima de 35 mg/dl.
O tabagismo é o principal fator de risco para coronariopatia,
sendo responsável por 20 a 30% das mortes por problemas coronarianos
ou vasculares cerebrais, porém o risco diminui de forma significativa
no primeiro ano após a interrupção do tabagismo, ficando próximo
do normal após cinco anos e desaparecendo no período de dez
anos. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é um importante
fator de mortalidade por DCV (duas a quatro vezes maior em
hipertensos em comparação com normotensos). Níveis elevados
da pressão sanguínea sistólica acometem a função e vitalidade
de órgãos como coração, cérebro e rins, enquanto níveis elevados
da pressão diastólica atuam na gênese da arteriopatia periférica.
A prevenção primária e secundária da HAS deve ter como objetivo
manter a pressão sanguínea arterial (PSA) abaixo de 140/90
mmHG, salvo casos específicos em que os níveis são menores
(130/85 mmHg em pacientes diabéticos, com miocardiopatia e/ou
nefropatia). O colesterol na fração LDL, junto com a lipoproteína
a (Lpa), são importantes na origem da aterosclerose, enquanto
o colesterol HDL tem papel protetor. Níveis de colesterol
HDL abaixo de 35 mg/dl constituem um fator de risco independente
para a DCV e níveis aumentados do colesterol LDL de 1% aumentam
em 2 a 3% o risco de DCV. Diversos estudos epidemiológicos
com medicamentos inibidores da enzima 3-hidroxi-3-metilgluraril
coenzima A (HMG-CoA) do grupo das estatinas, como a sinvastatina
(CLINFAR, LOVACOR, MIVALEN, SINVASCOR, VASLIP, ZOCOR) ou a
pravastatina (MEVALOTIN, PRAVACOL), evidenciaram redução da
mortalidade de 40 a 50% em pacientes com hipercolesterolemia.
&O uso das estatinas também está indicado após problemas
coronarianos agudos como infarto. Na prevenção primária a
meta deve ser manter o colesterol total abaixo de 200 mg/dl,
o colesterol LDL abaixo de 160 mg/dl (associado a um fator
de risco) e abaixo de 130 mg/dl (associado a dois ou mais
fatores de risco). Na prevenção secundária o colesterol LDL
deve ser mantido abaixo de 100 mg/dl e o colesterol HDL acima
de 35 mg/dl. Os triglicerídeos devem estar sempre abaixo de
200 mg/dl. O diabetes melito é um fato de risco para a DCV,
sendo que o tipo I (tipo juvenil ou insulino-dependente) está
associado a alterações lipídicas, doença arterial aterosclerótica,
hipertensão arterial e nefropatia diabética. O diabetes tipo
II (tipo adulto) está associado a maior mortalidade cardiovascular,
com maior risco de óbito ou reinfarto entre os pacientes com
síndromes coronarianas agudas. Nesses pacientes o objetivo
deve ser manter a glicemia de jejum mais próxima do normal
possível, manter o colesterol LDL abaixo de 100 mg/dl e os
triglicerídeos abaixo de 100 mg/dl.
O sedentarismo deve ser combatido e atividades físicas regulares
diminuem o risco de DCV. A obesidade é um problema grave de
saúde pública em sociedades ricas, que acomete adultos e crianças
(pacientes potenciais no futuro). Seu controle deve ser feito
por meio de dieta adequada e atividade física regular. A depressão
é um fator independente de risco cardiovascular para homens
e estudos modernos avaliam o papel protetor de medicamentos
antidepressivos e hábitos alimentares. O consumo diário de
doses moderadas (três a quatro xícaras ao dia) de café torrado
adequadamente (café funcional nutracêutico) pode ser benéfico
na prevenção da depressão/DCV por conter, em quantidades superiores
às de cafeína (1-2%), compostos quinídeos derivados dos ácidos
clorogênicos (2-4%) com ação antioxidante, além de potente
ação antagonista opióide (tipo naltrexona) e efeito inibidor
da recaptação de adenosina (tipo dipiridamole).
No passado um grande número de cardiologistas julgava que
o café possuía apenas cafeína, desconhecendo que a bebida
contém também maiores quantidades de sais minerais (2-4%),
ácidos clorogênicos e quinídeos (2-4%), niacina ou vitamina
PP (1%) além da cafeína (1-2%) e centenas de óleos voláteis
responsáveis pelo aroma e sabor da bebida, característicos
de cada região produtora e dos blends dos fabricantes. Na
atualidade evidências científicas permitem classificar o café
como uma planta funcional nutracêutica E novos estudos estão
em andamento para avaliar o possível benefício de seu consumo
na prevenção da depressão, tabagismo, alcoolismo e mesmo infarto
do miocárdio. Por esse motivo o médico deve mudar seu preconceito
em relação ao café, o qual considera possuir apenas cafeína,
mas reconhecer que talvez possa até ser recomendado a seus
pacientes (além do consumo próprio) desde que em quantidades
moderadas (3-4 xícaras diárias).
Medicamentos podem ser usados na prevenção secundária após
o infarto do miocárdio, como o ácido acetilsalicílico (iniciar
e manter em todo paciente com IAM), beta-bloqueadores por
um mínimo de dois anos após o IAM e inibidores da ECA desempenham
um papel importante na redução da mortalidade pós-infarto.
Somam-se a estes fármacos o uso das estatinas ou dos fibratos
para reduzirem os níveis elevados do colesterol lDL, além
dos medicamentos utilizados para o controle da hipertensão
arterial. Ensaios clínicos demonstraram que em pacientes de
alto risco com níveis médios de colesterol em torno de 192
mg/dL, o uso de pravastatina reduz a mortalidade por problemas
coronarianos e infarto do miocárdio não fatal.
O tratamento de níveis baixos de colesterol HDL ou elevações
da lipoproteína é mais difícil, mas o uso oral de altas doses
de niacina (3 g/dia) pode ser eficaz. Um estudo com pacientes
após infarto do miocárdio com níveis relativamente baixos
de colesterol LDL detectou um aumento do colesterol HDL com
o uso de gemfibrozila (GENFIBROZILA, LOPID) na dose de 600
mg 2 x dia e um prolongamento do intervalo de risco de um
novo infarto. O valor da redução de níveis elevados de triglicerídeos
é menos definido mas desde que a hipertrigliceridemia esta
comumente associada com outras anormalidades do metabolismo
lipídico, o tratamento com derivados do ácido fíbrico como
o bezafibrato (CEDUR), ciprofibrato (OROXADIN), clofibrato
(CLARIPEX), etofibrato (TRICEROL), fenofibrato (LIPANON, LIPIDIL)
ou genfibrozila (LOPID) para níveis acima de 400 mg/dL pode
ser recomendado.
Considerando que a oxidação do colesterol LDL parece exercer
um papel na aterogênese, a terapêutica antioxidante tem sido
recomendada como uma medida profilática, mas diversos estudos
clínicos controlados não evidenciaram um benefício da vitamina
E. Outros agentes antioxidantes estão sendo avaliados para
dectectar o possível benefício de agentes antioxidantes na
prevenção de tratamento da aterogênese.
Níveis elevados de homocisteína plasmática estão associados
com um maior risco de problemas cardiovasculares. Embora os
níveis de homocisteína possam ser reduzidos com suplementação
dietética de ácido fólico (1 mg por dia) em combinação com
a vitamina B6 e a vitamina B12 , ainda não está claro se este
tratamento reduz problemas clínicos em pacientes com doença
arterial coronariana.
Outra medida preventiva é uso de ácido acetilsalicílico em
homens acima de 50 anos na dose de 325 mg em dias alternados
para redução da incidência de infarto do miocárdio.O uso deste
fármaco na população em geral ou apenas naqueles de alto risco
está pouco definido, bem como qual a dosagem ideal. Um esquema
prudente seria administrar de 100 a 325 mg de ácido acetilsalicílico
com múltiplos fatores de risco coronariano ou diabetes associada
a partir da idade de 45 anos desde que não existam contra-indicações.
O mesmo é válido para mulheres a partir dos 50 anos de idade.
Um estudo clínico mostrou uma importante diminuição na mortalidade
de pacientes pós-infarto com o uso de ácidos graxos ômega-3
na dose de 1 g/dia. O efeito da terapêutica de reposição hormonal
na mulher pós-menopausa ainda está indefinido, diversos ensaios
clínicos não evidenciaram benefício na redução da mortalidade
ou prevenção de problemas cardíacos enquanto que outros estudos
sugerem até um aumento de eventos coronarianos na terapêutica
de reposição hormonal cabe ao clínico avaliar a relação risco/benefício
para utilizar esta terapêutica.
O controle da pressão sanguínea arterial previne infarto
do miocárdio em pacientes idosos e parece que o mesmo ocorre
em pacientes jovens na prevenção de eventos coronarianos subseqüentes.
O papel da prática de exercício por pelo menos 30 minutos
pelo menos 3 vezes por semana diminui o risco de eventos coronarianos
subseqüentes da mesma maneria que o estilo de vida saudável.
Os beta bloqueadores causam uma significativa redução na
mortalidade na fase precoce do IAM e na sua evolução tardia,
sendo que seu uso pelo período de até dois anos após o IAM
causa diminuição da mortalidade por morte súbita.
Os IECA como o ramipril reduzem a mortalidade cardiovascular reinfartos não fatais e acidente vascular cerebral em 25% nos pacientes de alto risco, incluindo diabéticos com fatores de risco adicionais ou pacientes com doença aterosclerótica, coronariana, cerebral ou arterial periférica. Estes fármacos também são benéficos na prevenção secundária em pacientes com insuficiência cardíaca ou disfunção sistólica ventricular esquerda. Os IECA causam uma diminuição dos sintomas e do número de internações hospitalares, sendo o benefício maior nos pacientes com maior extensão de necrose e com comprometimento da função ventricular esquerda.
A diminuição da mortalidade por problemas coronarianos decorre
de uma diminuição da prevalência dos fatores de risco, mas
também reflete os efeitos do melhor tratamento médico e o
papel de unidades coronarianas com controle de arritmias e
insuficiência cardíaca, bem como uma melhor sobrevida após
a revascularização coronariana em certos grupos de pacientes.
Após os 65 anos de idade a mulher passa a ter o dobro de
possibilidades de evento cardiovascular em relação ao homem.
O estrógeno confere proteção contra a doença cardiovascular
na pré-menopausa e sem este hormônio a mulher fica desprotegida.
Fatores genéticos e ambientais, como obesidade, fumo e vida
sedentária tem importante efeito nos lipídios e na formação
da placa aterosclerótica. O uso da terapia de reposição hormonal
parece ter efeito benéfico protetor na mulher, com ou sem
fator de risco para doença cardiovascular devido a uma melhora
na função endotelial (ação vasodilatadora por aumento da oferta
de óxido nítrico, melhora do perfil lipídico, aumentando o
colesterol HDL e diminuindo o LDL e diminuindo a Lp(a), redução
da viscosidade do sangue e do armazenamento de ferro pela
regularidade menstrual e menor resistência à insulina por
causa da menor deposição de gordura visceral.
Estudos mostram efeitos benéficos da reposição hormonal na
prevenção primária da doença arterial coronariana (DAC) enquanto
que a reposição secundária é um tema controverso. Um estudo
(HERS) não mostrou benefícios da reposição hormonal em mulheres
coronariopatas. Diversos fatores de risco devem ser controlados
na mulher, como o tabagismo e diminuição de peso. O diabetes
é um importante fator de risco para a DAC, onde as diabéticas
tem o dobro de possibilidades em comparação com não-diabéticas.
A obesidade tem sido associada na mulher a três outros fatores
de risco importantes: a diabetes-melito não insulino-dependente,
a hipercolesterolemia e a hipertensão arterial.
A presença da gordura abdominal localizada pode ser um determinante
de risco cardiovascular mais importante que a própria obesidade.
O tabagismo é outro fator importante de risco, onde as mulheres
se comportam de forma semelhante aos homens. O tabagismo é
responsável pelo aumento dos níveis de colesterol mais na
mulher do que no homem. A hipertensão sistólica na mulher
é importante indicativo para o óbito tanto em mulheres negras
como em brancas enquanto que a hipertensão diastólica se relaciona
com maior mortalidade em mulheres negras. O desenvolvimento
de hipertensão na mulher está relacionado ao aumento de peso
corporal, ao consumo de álcool, ao menor consumo de magnésio
e de alimentos ricos em fibras. O colesterol é um dos mais
importantes determinantes de risco para a doença cardiovascular.
Nas mulheres acima de 55 anos, os níveis de colesterol estão
elevados em 40 % delas e se constitui num importante fator
de risco de DCV. Os triglicerídeos são importantes como fator
de risco para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.
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